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A Wolf's Feast (PT/BR)

Summary:

Era uma vez, um pequenino e solitário chapeuzinho vermelho conheceu o lobo mau. E então ele entrou em cio.

Agora com FANART !!

Notes:

Bem vindo à todos!! Muito obrigada por ter chegado até aqui para ler essa fanfic! Como já explicado, essa fanfic contém bestialidade/furry, ou seja, sexo com um animal! É o Levi transformado em lobo! Esse é o motivo pelo qual não pude postar no social porque é contra as regras de lá. Se você chegou até aqui para ler o capítulo completo é porque já está ciente dos elementos da fanfic! Outra coisa também é que essa fanfic é um tradução da fanfic original, que eu escrevi em inglês! E por causa disso, vocês perceber que o estilo de escrita mudou drasticamente e eu sinceramente espero que não fique ruim de ler! No mais, muito obrigada e até as notas finais! E, claro, feliz aniversário para o nosso garoto preferido <3

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: Capítulo Um

Chapter Text

Uma cesta cheia de tortas de maçã foi empurrada com força em seu peito e o menino tropeçou para trás quando seus mamilos sensíveis sofreram o efeito do empurrão. Eren estava prestes a começar seu heat em um ou dois dias e já podia sentir seu corpo ficar febril e mais lento.  

Sua madrasta não queria saber disso, no entanto, e ela ainda estava o enviando para entregar as tortas a uma senhora nas profundezas da floresta. 

 – Vá, vá! O que você está esperando? Um ômega macho inútil poderia pelo menos fazer isso! –  A mulher gritou com ele, suas feições raivosas entristecendo o menino ainda mais do que as risadas de suas meias-irmãs. As três mulheres estavam sentadas à mesa, desfrutando de uma mesa cheia com lanche da tarde, enquanto Eren tinha um estômago vazio. Ele não se lembrava da última vez que comeu desde que acordou às 5 da manhã para arrumar a casa.  

Em circunstâncias normais, ele estaria bem com apenas um pão para lhe dar a energia necessária ao dia, porém com seu heat tão perto, seu corpo estava se desligando para armazenar o máximo de energia possível. 

– Ah, mamãe! Acredita que ele levou metade da manhã para lavar as roupas? – Arya, uma de suas meia-irmãs reclamou, enchendo a boca com um pedaço de bolo de chocolate. 

– Sim, sim! Tão lento! Já estamos fazendo um favor por mantê-lo aqui e é assim que ele nos retribui? Estou ficando cansada de toda a cidade nos julgando por manter um ômega macho! – Outra garota esbravejou e esta se chamava Aryanda. 

– Nojento! – A garota cuspiu e Eren fisicamente estremeceu quando um estrondo alto soou, sua madrasta batendo a porta aberta e empurrando-o para fora. 

– Você não ouviu o suficiente, ômega? Vá! E se tivermos sorte você se tornará comida de lobo e não voltará! 

Novamente, em circunstâncias normais, ele fingiria que não ouvia todos os insultos, entretanto ele estava cansado, com fome e seu ômega interior estava tão perto da superfície, que Eren estava praticamente soluçando de tristeza e implorando por comida. 

A cesta que ele carregava estava cheia com tortas de maçã, tortas que ele havia assado. Eren estava quase  cedendo à tentação de pegar uma e comê-la, mas então as memórias da última vez que ele comeu as sobras da comida do almoço passaram por sua mente. Ele foi cuspido, chutado e mantido trancado em seu quarto apenas com água e pão duro, e naquele momento Eren sabia que não teria forças para aguentar aqui novamente, seu corpo desejando por abraços e um alfa para protegê-lo. 

Eren apertou a capa vermelha que vestia contra suas roupas gastas, o vento frio do fim da tarde fazendo sua pele quente estremecer. Sua cabeça latejava desde aquela manhã, uma clara pista do heat iminente, e ele sabia que deveria se apressar para entregar as tortas e voltar para casa, já que entrar em heat no meio de uma floresta era a última coisa que ele precisava. 

Indo para o caminho estreito que levava à floresta de árvores altas, ele vestiu o capuz, mechas de cabelos castanho escondidas e seus grandes olhos verdes observando tudo ao seu redor cuidodasamente. Ele estava usando um vestido branco e vermelho velho por baixo da capa, já que sua madrasta não se importava em comprar roupas masculinas para ele. 

Eren não se importava, na verdade. A saia deixava o vento esfriar suas coxas, já que seu heat aumentava sua temperatura corporal de uma forma quase insuportável. O menino apertou a cesta quente contra seu peito, tentando ficar em silêncio e apressar-se. O sol já estava se pondo por mais uma noite e talvez eles estivessem perto de uma lua cheia porque o tempo estava muito frio. 

Uma lufada de ar quente deixou seus lábios carnudos e rosados e suas bochechas já estavam aquecendo. Talvez seu cio começasse naquela noite, talvez sua visão já embaçada o anunciava. Seu estômago estava doendo, uma dor surda começando a disparar por seu âmago de vez em quando. Não era insuportável, mas Eren sabia que só iria piorar nas próximas horas. 

– Talvez eu devesse voltar e esperar pelo meu cio? – O menino sussurrou para si mesmo, parando de andar e olhando para trás o caminho que ele estava trilhando. Ele já estava a meio caminho, voltar agora só lhe garantiria uma punição, certo? 

Não... Eu posso fazer isso, eu só preciso...  

Um uivo alto foi ouvido, seguido por outros dois reverberando na floresta. Eren respirou fundo, olhos assustados e inocentes procurando por algum lobo ao redor. Ele agora tinha certeza de que era lua cheia, já que os uivos só eram ouvidos naquela época do mês. 

Se fosse lua cheia, provavelmente era época de caça ou acasalamento para os lobos. Eren realmente esperava que fosse época de acasalamento, já que ele não estava a fim de se tornar lanchinho. E novamente, com o quão cansado ele estava, Eren não seria capaz de correr se precisasse. Talvez ele devesse considerar voltar e procurar algo na cozinha para comer durante o cio. Seria terrível ficar no cio sem qualquer comida, a dor seria muito pior, e ele ainda duvidava que aquela velha senhora mal-humorada para quem estava levando as tortas deixaria um ômega macho passar a noite em sua casa. 

Suspirando suavemente, Eren fechou os olhos por alguns segundos, sentindo aquela dor de cabeça irritante e levando uma mão para massagear seu pescoço úmido. Quando se decidiu a voltar para casa, um estalo soou, como um tronco de árvore cedendo, e ele se assustou, girando novamente para ver se algum animal o havia encurralado. 

Sim, não era inteligente ficar parado em um só lugar, ele deveria pelo menos tentar sair dali o mais rápido possível. Segurando a cesta com força, Eren ignorou como sua respiração estava irregular e se virou para voltar para a cidade. 

Ele forçou suas pernas a trabalharem o mais rápido que pudessem, mesmo que estivessem lentas e muito quentes para seu gosto. 

Mas não importava o quanto ele andasse, aquela sensação arrepiante de estar sendo seguido permaneceu, e ele estava prestes a se virar novamente e torcer que fosse um coelho quando outro uivo soou muito perto, como se houvesse um lobo bem ao seu lado, prestes a pular nele.  

O pânico começou a inundar suas veias e seus olhos arregalados observaram ao seu redor apenas para notar o quão pesado seu corpo estava e quão estranhamente curvilíneas eram as árvores. 

Eren estava definitivamente no cio.  

Havia um cheiro estranho e forte fazendo seu caminho em suas narinas e Eren estava realmente confuso porque esse cheiro não era nada como floresta lamacenta e tortas de maçã. Aquele cheiro de almíscar era sobre poder, chuva e pimenta. Um cheiro que ameaçava queimar seus pulmões se respirasse muito fundo.  

E Eren estava enrascado. Muito, muito enrascado. 

Algo havia desencadeado seu heat, talvez a fome, talvez a falta de sono ou o pânico por estar sendo seguido. E enquanto ele estava entrando em pânico sobre a situação em que estava, o menino não percebeu que estava avançando na floresta, tentando se esconder entre as árvores e esfregar seu cheiro em todas para enganar o que quer que o estivesse seguindo.  

Ele estava tão fora de si, que não viu o tronco pesado deitado no chão úmido, nem a colina que desaparecia dentro da floresta. Quando suas pernas pesadas foram passar por cima do tronco, Eren percebeu que havia calculado mal a altura e logo seu pé direito tropeçou no tronco, a cesta caindo no chão e as tortas sendo espalhadas ao redor. Eren nem teve tempo de gemer quando seus joelhos bateram no chão com força porque logo mais seu corpo foi vítima da gravidade, fazendo-o rolar pela colina. 

O ômega até tentou proteger sua cabeça e ele estava feliz que o manto ao redor de seu corpo o impediu de obter cortes desagradáveis de raízes e rochas, mas ele não podia fazer nada sobre sua queda. 

Com um gemido dolorido, o ômega bateu o rosto rapidamente no clareira ao final da colina, gemendo de dor e tentando desembaraçar seus membros de seu manto. 

Mas todos os movimentos pararam quando um rosnado rouco e profundo soou. 

Desta vez tão perto que Eren pensou que estava dentro de sua cabeça e que talvez ele estivesse imaginando aqueles uivos todo esse tempo. Exceto que ele tinha certeza que o hálito quente tocando seu capuz era real e o pensamento lhe deu calafrios. 

Ele estava sendo farejado.  

Um hálito quente se movia em torno de sua cabeça e Eren se forçou a não mover um músculo, mantendo seu corpo na posição de quatro em que havia caído e evitando quaisquer movimentos bruscos. O rosnado soou novamente e Eren segurou a respiração quando uma enorme pata preta se aproximou tanto dele, que ele podia vê-la mesmo com a cabeça abaixada. 

Era um lobo. Ele estava sendo farejado por um lobo. Provavelmente o mesmo que estava uivando e o assustando. Talvez o animal estivesse uivando para acasalar? Ou talvez estava apenas assustando Eren? Pior, e se estivesse procurando um comida? 

O ômega estava prestes a agradecer silenciosamente que não era um urso. Mas então um focinho longo e frio cutucou sua cabeça e o animal começou a bater com a cabeça em Eren, esfregando-se contra ele na tentativa de tirar-lhe o capuz. 

Talvez ele só quisesse brincar? Talvez se Eren o acariciasse, ele puder para casa? 

O garoto ergueu lentamente a cabeça, olhos verdes se assustando com o que encontrou. 

No fundo da colina havia uma matilha. Uma matilha de lobos. Mesmo com a cabeça latejando e as mãos úmidas de suor, ele tentou manter a calma e percebeu que estava no meio de uma matilha com 10 a 12 lobos. Alguns deles estavam agachados, orelhas achatadas para trás e cabeça mostrando submissão, enquanto outros, os maiores, estavam em pé orgulhosos. 

Um lobo de pelo claro particularmente grande resmungou, lábios puxados para trás e dentes à mostra. Alguns outros latiram em surpresa, rolando em círculos e, em seguida, tentando se aproximar de Eren apenas para curvar-se quando um rosnado gutural, quase possessivo, soou.  

O lobo mais próximo dele não era tão grande quanto o de pelo amarelada, mas tinha uma aura ameaçadora que fazia Eren encolher. Eren podia ver que era provavelmente um macho com a forma como ele se manteve em pé orgulhoso e rosnou de volta para os outros. Imediatamente, todos os lobos pareceram se acalmar, alguns deles piscando e outros bufando enquanto voltavam a uma postura relaxada. 

Eren piscou confuso. O lobo negro era o alfa? Ele não era o maior, mas tinha uma pelagem preta e sedosa que exalava um cheiro tão diferente que Eren teve que resistir à vontade de cheirá-lo. 

Era algo como lírios misturados com um cheiro de almíscar e uma pitada de cedro. Como flores frescas que também poderiam ser mortais. Como um perfume masculino que prometia proteção. 

O garoto chacoalhou a cabeça confuso. 

O que?O que ele estava pensando? O seu cio estava tão perto que ele podia reconhecer o cheiro de um animal? 

Subindo os olhos verdes cautelosamente, Eren os trouxe até a cabeça do animal que, agora, parecia perto demais do ômega.  

O lobo á sua frente tinha dentes brancos, enormes e ameaçadores, e um focinho tão negro quanto o resto de seu corpo. Enquanto Eren estava de quatro, este lobo era maior do que ele. 

Eren estava com problemas. Ele literalmente tinha caído em uma armadilha e suas coxas estavam tão fracas por causa de seu heat que era provável que não conseguiria correr por sua vida. 

Exceto que todas as suas preocupações foram silenciadas quando o ômega trancou olhares com o animal. 

Torta nenhuma, fome nenhuma, cio nenhum continuou a incomodá-lo no momento em que cruzou olhares com as orbes azul-acinzentadas mais requintadas que havia visto. E não era apenas um cruzar de olhares, não. Eren sentiu como se aqueles olhos estivessem atravessando seu corpo, procurando por algo que o garoto não sabia. 

Sem querer, o ômega deixou o olhar cair e soltou um grito assustado quando as orbes arregaladas encontraram um órgão genital vermelho pendurado entre as pernas do lobo. 

Eren sentiu seu rosto queimar. 

 Respire, não core! Eles estavam se acasalando, talvez seja por isso que Eren havia ouvido tantos uivos antes! E aquilo era um bom sinal, certo? Se eles estavam acasalando, provavelmente não estavam com fome e Eren poderia recuar lentamente. 

Sim, exatamente! 

Exceto que quando ele olhou para o lobo preto novamente, uma dor aguda disparou em seu estômago e ele distraidamente esfregou seu peito sensível, um gemido dolorido saindo dele. Em resposta, o lobo rugiu profundamente, esfregando seu rosto contra o capuz de Eren mais uma vez. 

Desta vez, o capuz caiu e Eren não teve tempo de agarrá-lo novamente para se proteger quando uma mandíbula afiada agarrou o tecido vermelho e o puxou.  

 – O que! Esp-espera! 

O lobo preto ronronou e continuou puxando o capuz, mas Eren estava tão emaranhado nele que foi arrastado pelo chão da floresta até estar no meio do bando. O animal rasgou sua capa com os dentes e de repente Eren estava apenas com o vestido, pescoço e rosto expostos e seus feromônios enchendo o ar ao seu redor.  

Alguns dos lobos da matilha rosnaram e Eren ficou confuso, sentado-se de joelhos para pensar por que sua capa vermelha incomodava tanto o lobo preto a ponto do animal rasgá-la. Talvez o vermelho fosse uma cor estimulante? Talvez ele estivesse vendo Eren como um inimigo?  

Mas antes que ele pudesse se decidir sobre isso, uma língua longa e úmida lambeu metade de seu rosto, um ronronar alto soando muito perto de seu ouvido. 

O ômega soltou um grito fito, afastando-se do lobo e tentando limpar onde foi lambido de surpresa. Alguns latidos do restante da matilha soaram e esses eram tão diferentes dos que antes, que Eren quase poderia compará-los com gritos encorajadores. 

O lobo parou de ronronar quando viu o menino se afastando dele e Eren quase choramingou quando o rosto do animal se tornou irritado. 

Outra onda de dor aguda perfurou seu estômago e Eren estava sentindo seu interior esquentando para o cio. E, meu Deus, estava acontecendo muito rápido! Nesse ritmo, ele não seria capaz de chegar em casa e passar seu heat em segurança! Pior ainda, o lobo à sua frente estava se aproximando novamente e desta vez ele não apararentava estar brincando e ronronando.  

Outro rosnado ameaçador e Eren não conseguiu se mover, apenas virando a cabeça para o lado e mostrando o pescoço para o animal. O ômega fechou os olhos e rezou para que o lobo pudesse reconhecer que ele não queria fazer nenhum mal e talvez o deixasse ir. 

Mas o garoto não estava preparado para sentir o focinho farejar sua glândula de cheiro. Novamente, uma língua quente e áspera tocou sua pele e uma vez que o animal provou a essência produzido por suas glândulas aromáticas, ele voltou a ronronar, cauda preta balançando animada. 

Eren engasgou com um gemido quando a língua começou a acariciá-lo, lambendo seu pescoço e cabelo, como se o lobo o estivesse o limpando e provando ao mesmo tempo. 

O pequeno estava tão confuso com o que estava acontecendo e tudo o que pode fazer foi segurar seu corpo nos antebraços, coxas firmemente fechadas e barriga tremendo com o que ele supunha ser medo. 

Quando o animal terminou de lamber o rosto de Eren, ele pressionou seus pescoços juntos. Eren estremeceu quando o pêlo macio o tocou e a ideia de ter aquelas mandíbulas fortes tão perto de um ponto vital o fez gemer. Imediatamente o lobo ronronou e então começou a esfregar com mais força.  

Esse ato Eren entendeu. Ele sabia que casais alfa-ômega também faziam isso e fazer isso com um animal era tão errado! 

– N-não... Você não pode fazer isso! – Ele tentou afastar o lobo negro, mãos trêmulas tocando o pescoço forte e tentando removê-lo de  si. – E-Eu vou... cheirar como você se fizer isso! 

Em resposta, o lobo resmungou como se aquele fosse exatamente o seu objetivo e Eren estava sendo burro o suficiente para não reconhecer. 

– P-puppy, é o suficiente... Eu sou a-amigo, você não precisa... 

Eren tentou fugir da língua molhada, suas bochechas vermelhas de vergonha enquanto ele conseguiu com sucesso afastar o animal de seu pescoço.  

Apenas para assistir estupefato quando o lobo desceu sua enorme cabeça e usou a língua quente e molhada para lamber o peito de Eren.  

A reação do ômega foi instantânea. 

– AH! N-Ngh! – O ômega gemeu porque seus mamilos já sensíveis sendo agredidos por aquela língua áspera era demais. – Não aí! É muito sensív-mhgh! D-dói! - Ele chorou, mas o animal continuou, as espículas afiadas raspando os pobres mamilos de Eren e fazendo-o choramigar.  

Os dois botões se intrumesceram através de seu vestido, formando duas protuberâncias inchadas contra o tecido que cobria seu peito. Por causa das fortes lambidas a que estava sendo submetido, o tecido já estava molhado, agarrando à pele do ômega. O lobo parecia saber exatamente onde seus mamilos estavam e Eren gemeu de vergonha quando percebeu sua calcinha molhada.  

Meu Deus, era tão errado! Ele não poderia reagir assim! Seu ômega interior deveria saber que aquelas lambidas não era de um potencial alfa, mas de um animal!  

Ainda que aqueles olhos estivessem olhando para Eren de uma forma estranha quando o garoto estava se contorcendo, ele sabia melhor do que confundir um verdadeiro alfa com um lobo, certo? 

Então por que sua entrada estavas lubrificando e por que aquele cheiro de lírios estava tornando o pré-cio de Eren ainda pior? Ele nunca tinha sentido tal cheiro antes e uma parte profunda dentro dele estava cantarolando "alfa~" animadamente! 

Mas mesmo com o peito úmido e doendo, seus mamilos inchando e produzindo leite ômega, ele não podia deixar-se ser lambido por um animal! 

O lobo, por sua vez, pareceu imensamente satisfeito quando provou o leite de Eren e então ele começa a pressionar o focinho na barriga do ômega, como se verificando se o menino estava pronto e fértil. 

Não, não, não! Talvez os lobos não se importem em acasalar com uma espécie diferente? Talvez copular fosse sobre prazer e não procriação? Mas o animal estava verificando se ele era capaz de engravidar!! 

 – P-pare... n-não... É errado! – Empurrando a cabeça do lobo para longe de sua barriga, Eren pode ouvir um rosnado baixo avisando-o para não se afastar. Mas ainda assim o ômega rolou o próprio corpo, pretendendo rastejar para longe do lobo e parar tudo aquilo! Ele não gostava quando cachorros faziam movimentos estranhos em suas pernas e também não estava disposto a deixar um lobo fazer o mesmo, ainda que seu heat estivesse queimando suas entranhas de uma maneira que fazia Eren querer chorar! 

No entanto, enquanto tentava rastejar, uma pata enorme e pesada empurrou suas costas e seu peito bateu no chão, o quadril ainda no ar. O ômega tentou se contorcer, porém a pata continuou segurando-o e Eren se assustou quando sentiu um focinho cheirando suas coxas.  

– N-não, não a-aí! 

Em seguida, uma língua começou a lamber as coxas roliças de Eren e o menino estremeceu quando o músculo quente tocou sua pele novamente. O lobo ronronou, como se aprovasse a posição do garoto, e Eren soltou um grito fino quando um focinho empurrou contra seu traseiro, farejando a calcinha úmida. 

O ômega prendeu a respiração surpreso, arregalou os olhos e ele balançou os pés, batendo-os no chão e tentando fugir daquela sensação confusa em seu estômago. 

– P-Pare-Ah! – Mas então aquela língua pecaminosa entrou em ação novamente, desta vez lambendo o tecido de cima a baixo. Duas lambidas e a vestimenta íntima já estava molhada e agarrada à pele de Eren para sua vergonha sem fim. – Você não tem permissão! E-eu não te conheço! 

E em resposta, o lobo negro bufou e se Eren soubesse melhor, ele diria que o animal estava revirando os olhos. Mas isso não faz sentido! Ele era um humano e mesmo que seu ômega interior estivesse adorando a atenção, isso não estava certo! Este lobo era um animal e não um humano! Ele não podia... 

"Fique quieto, ômega."  

Eren engasgou, assustado quando uma voz profunda soou tão perto que estava quase dentro de sua cabeça. 

– O quê? Q-quem está aí? Me ajude! 

E ao levantar a cabela, ele jurou que o lobo de pelagem clara sorriu como um cão e olhos verdes largos passearam ao redor apenas para perceber que ele era o foco de todos os olhares. 

"Ninguém da sua espécie."  

A voz soou novamente e desta vez Eren tinha a cabeça erguida ao ponto de notar que não havia ninguém perto dele e que a voz só poderia estar vindo de sua mente. O ômega, no entanto, estava prestes a retrucar quando seu vestido foi empurrado por um forte bufo, expondo sua bunda empinada. 

Sentir o ar frio contra seu traseiro nu atiçou o fogo adormecido dentro de si e uma cãibra afiada apertou seu ventre, forçando lubrificação natural escorrer por suas coxas. O lobo negro rosnou e Eren não podia deixar de gemer quando sentiu sua entrada ser lambida. 

– O que-AH! 

A língua áspera tocou suas partes íntimas e Eren podia sentir o puxão das espículas contra o tecido de sua calcinha, como se o animal objetivasse tirá-la apenas lambendo. E considerando que a língua de lobos era forte o suficiente para retirar carne de ossos, Eren não duvidou que, em breve, estaria exposto, de quatro, por um bando de lobos. 

"Tão delicioso quanto seu cheiro, ômega."  

– D-deus, pare-hah... 

Dois caninos afiados engataram no tecido de sua calcinha e Eren ficou levemente surpreso por sua pele macia e formigante não ter sido ferida no processo. Era quase como se o animal estivesse consciente para não machucá-lo. Ainda assim, sua surpresa não impediu o grito quando o ômega sentiu o tecido sendo rasgado de seu corpo.  

"Você parece que estar gostando."  

O órgão era divino contra seu buraco, longo e grosso, mas bastante macio. Não era excessivamente fino, mas Eren podia sentir a ponta curva da língua canina empurrar contra seu buraco molhado. O animal estava lambendo toda sua lubrificação natural como se estivesse com sede e o ômega não pode evitar os gemidos suaves que saíram de sua boca quando o calor do cio foi sendo abrasado aos pouquinhos. 

– T-tão...tão...ah! É errado! 

"E no entanto, seu ômega está ansiando por mim."  

Era verdade. 

Eren não podia negar como suas pernas estavam começando a tremer e como sua lubrificação estava escorrendo a cada momento, quase como se seu corpo tentasse garantir que o lobo pudesse se alimentar dele.  

Mas... mas ainda assim! Era um lobo! Ele não podia permitir que seu heat nublasse seu julgamento, mesmo que estivesse se sentindo bem! 

"Relaxe, ômega. Você está comigo. Alfa vai cuidar de você.”  

Era como se um interruptor fosse tocado dentro dele e Eren sentiu-se mais molhado ainda uma vez que a voz grossa lhe assegurou proteção. Seu ventre se contorcia, aquela terrível sensação vazia fazendo sua entrada de apertar e convencendo-o que apenas um pau poderia satisfazê-lo. 

De repente, Eren se lembrou do pênis grande pendurado entre a pernas do lobo. Era longo, ele sabia. Tão vermelho quanto um morango, como se fosse apenas pele crua e dolorosa ao toque. Como o menino era um ômega, seu órgão sexual servia apenas para urinar e se masturbar, portanto ele não precisava de um pênis grande. Mas aquele lobo havia nascido para copular, Eren tinha certeza. Ele era grande e um olhar para baixo para vê-lo através das próprias pernas, fez Eren pensar que não poderia envolver o pênis em uma mão. 

O órgão também tinha uma ponta exótica. 

A glande do órgão não era com a de Eren. A do lobo tinha uma forma de triangular, molhada com pré-gozo. Estava pingando e fazendo um caminho molhado no chão da floresta. 

Eren corou loucamente quando ele viu também o nó bulboso na base do pênis. Já estava redondo o suficiente para fazer Eren não acreditar que caberia nele, então o garoto nem podia imaginar como ficaria quando estivesse preenchido de sangue. 

Havia um ruído estranhamente humano atrás dele, como se alguém tivesse rido ou bufado e Eren logo afastou os olhos com vergonha. Ele deveria estar enojado ao observar o pênis do animal, mas sua barriga tremia de excitação e um gemido alto saiu de seus lábios quando foi lambido novamente. 

“Curioso? Eu não te culpo.  Você tem um gosto tão bom, meu garoto.”   

E quando a voz negra soou em sua cabeça, Eren soube que não mais podia dominar os instintos de seu ômega. Estar naquela posição de quatro parecia despertar um profundo desejo em si e todas as suas preocupações foram esquecidas quando a perspectiva de ser fodido foi apresentada. 

Ser chamado de  meu  foi algo que Eren nunca experimentará. Ele nunca foi "meu filho", uma vez que sua mãe morreu ao dar-lhe à luz e seu pai nunca esteve por perto. Ele nunca foi "meu enteado", uma vez que sua madrasta não gostava dele, e nunca "meu irmão" porque ele era mais escravo do que qualquer coisa. 

Mas ser ômega de alguém? Melhor, ser ômega de um lobo enorme e poderoso soou incrível em sua cabeça e logo o pequeno estava ronronando sem perceber.  

Uma vez que seu heat se desenrolava lentamente, Eren estava se afeiçoando ainda mais à ideia de ter aquele perigoso lobo negro protegendo a ele e a seus filhotes, caçando para alimentá-los e mimando o ômega com beijos enquanto o prendia um nó. 

Foi então que o animal parou de lambê-lo e quando Eren sentiu a afeição indo embora, entrou em pânico. Ele estava no cio, pelo amor de Deus! Eren queria, não, ele  precisava   ser segurado! 

Ser  cuidado e protegido.  

Um lamento involuntário saiu dos lábios carnudos e um rosnar profundo soou em resposta, sua entrada estremecendo com a vocalização do canino. A parte racional de Eren queria negar como ele precisava daquela atenção, mas ele era incapaz de fazê-lo. Era incapaz também de parar suas duas mãos de alcançar seus traseiro e abrir-se para o lobo. 

 – P-por favor, n-não vá! C-continue! – Eren deliberadamente liberou seus feromônios, o cheiro de baunilha de misturando com o aroma de almíscar profundo e solo florestal. 

O lobo uivou atrás dele quando sentiu o apelo de acasalamento partindo de Eren e, instantaneamente, todos os caninos recuaram, como se respeitando a marcação de território. 

"Não se preocupe, babe, eu vou te dar o que você precisa."  

– Ah...p-por favor... 

Nem um segundo após a súplica, Eren estremeceu ao sentir um membro muito quente, muito grande pressionando contra seu traseiro. Um gemido irrompeu em sua garganta e o ômega deixou o peito cair no chão, joelhos se separando ainda mais para manter a bunda arrebitada.  

O ômega não sabia por que, mas um instinto profundo o incentivada a assumir a posição para ser montado. E mesmo que ele estivesse gritando "não" alguns minutos antes, Eren suspirou aliviado quando o calor corporal do lobo estava de volta, uma vez que o animal se posicionava em cima das costas de Eren. 

A pelagem preta e sedosa estava fazendo cócegas na pele lisa e macia do garoto e a bochecha de Eren continuava apoiada no chão sujo. Mas a terra, a grama e o chão da floresta não o incomodavam quando um grande pau escorregou entre suas nádegas, espalhando seu lubrificante por toda parte. 

Um gemido baixinho e agoniado deixou o menino, seu buraco doendo para ser preenchido. Eren estava queimando, mas queria queimar ainda mais. Sua pele estava febril e ele queria a presença do lobo por toda parte. Eren queria aquele lobo mau envolto em torno dele, queria as patas com metade do tamanho de sua cabeça prendendo-o e protegendo-o do mundo.  

Acima de tudo, ele queria "ouvir" aquela voz profunda e viril dizendo coisas doces em sua cabeça novamente. 

"Bom menino, ômega. Todo pronto para ser montado pelo seu alfa, hm?  

– Ahah! Sim! Sim! Acasale comigo! Por favor, lobo... 

E, ah, se Eren soubesse que ser praticamente partido ao meio por um pau era tão bom, ele não teria resistido tanto. Humano ou não, o ômega sabia que aquilo era certo. Ele sabia que algo algo que o faria se sentir tão bem não poderia estar errado. 

A ponta triangular larga forçou contra sua entrada escorregadia e avermelhada e o ômega gemeu fino quando o membro deslizou para dentro dele, distendendo sua barriga e criando uma protuberância nela.  

Era tão quente! Tão quente e pulsante dentro dele! Algo tão grande não deveria caber dentro dele, mas ainda assim era o ajuste perfeito e ele se sentia tão cheio e tão...  amado , que seus olhos se encheram de lágrimas. 

O lobo bufou acima dele, as patas batendo no chão ao lado do rosto de Eren, e o garoto não estava pensando quando sua mão direita alcançou uma pata e a agarrou, procurando apoio enquanto sua sanidade estava prestes a ser fodida fora. 

Por alguma razão, o animal não rosnou para ele e continuou empurrando seu enorme pau dentro do pequeno buraco de Eren. Ele continuou empurrando e empurrando e o ômega sabia que era grande, mas -  Deus!   

– Ahh w-wolfie, não t-tão fu-fundo-AH! – Eren gritou, o membro forçando contra seu corpo menor e empurrando seu corpo contra o chão sujo. Ele estava sendo esticado tanto que Eren teve problemas para respirar, sua língua saindo para fora enquanto tentava não engasgar com sua própria saliva. – Oh, não! Hah! T-tão grande!! Eu posso sentir... v-você... na minha barriga!! 

Um rugir profundo sacudiu o corpo do ômega e o lobo farejou seu pescoço, o focinho molhado tocando e cutucando-o como se perguntasse se ele estava bem.  

Eren já estava chorando de superestimulação quando a voz voltou a soar: 

"Você está bem, meu ômega? Meu pau te fodendo é bom?  

Eren choramingou em resposta e sua nuca foi lambida como um singelo pedido de desculpas. Ele estava se sentindo tão cheio, tão bem e ele queria daquele prazer. Ele queria ser esticado e usado e queria que todos os outros lobos vissem o quão bom ômega ele era, como ele era perfeito em tomar um animal mesmo sendo humano.  

Eren queria que a voz continuasse elogiando-o. 

– Me use! Me faça seu! Me enche de-AH! – As palavras soavam sem o seu consentimento, suas unhas cavando no solo quando o lobo ronronava e empurrava os quadris.  

Em uma investida particularmente forte, o membro entrou tão fundo que Eren engasgou com a sensação de estar cheio, sentindo inclusive o membro empurrando contra a pele de seu barriga lisa. 

Ele estava sendo montado como uma fêmea e a ideia era tão excitante que fazia lubrificação natural escorrer de seu buraco e deslizar pela parte de trás de suas coxas. Ainda assim, o heat exigia que ele se abrisse o máximo possível para envolver aquele pênis dentro de si e tomá-lo o mais fundo possível. 

Enquanto seus gritos agudos e soluços enchiam o ar, a respiração do lobo era difícil e quente novamente em suas costas. O animal passou a lambê-las com a língua comprida, como se quisesse provar e comer Eren por inteiro. 

Os outros lobos assistiam enquanto o humano era fodido pelo lobo negros e, por um segundo, olhos verdes úmidos focaram nos olhos azuis de um pequeno lobo laranja claro. O ômega mantinha a boca aberta para facilitar a respiração, saliva escorrendo por seu queixo, umedecendo suas bochechas e se acumulando no solo. E uma vez que seus olhares se cruzarem, Eren se sentiu envergonhado por perceber que o lobo virou a cabeça, como se também estivesse contrangido de assistir a cópula. 

 Eren ficou ainda mais vermelho e gemeu acanhado cada vez que seu corpo tremia pelo poder das estocadas do lobo.  

Se antes ele estava sentindo seu buraco queimar com a quantidade de pau dentro dele, agora seus músculos estavam apertando o membro, implorando para que o lobo não  desaparecesse... para não abandoná-lo naquele cruel mundo humano. 

A mente do ômega estava ficando cada vez mais confusa e a respiração escassa não estava ajudando. Seus dedos do pé se apertavam, seu ventre tinha espasmos e a dor do cio foi totalmente substituída pelo calor acumulando em sua barriga.  

"Tão bom, ômega. Você está tão molhado e quente, sugando meu pau.”  

Eren gritou quando o animal acelerou o ritmo e começou a empurrar tão fundo e tão forte que ele precisava morder o lábios inferior. Era selvagem e sem cuidado e Eren chacoalhou os quadris numa tentativa de acalmar o animal. Ainda assim, cada vez que o pênis era forçado para dentro, uma sensação estranha enchia seu corpo como um raio, e agora aquele lugar especial que o fazia sentir-se bem estava sendo tão abusado que Eren passou a chorar de prazer. 

 – Tão b-bom, hahh!  

Ele estava tão ensopado de pré-gozo e lubrificação, que os sons molhados eram altos e claros, e Eren estava se contorcia, sentindo-se sobrecarregado com toda a sensação de ser destruído aos pouquinhos. 

– E-eu! Vou-AH! Ah, ah! 

A orelha do lobo se animou e mais uma vez ele começou a bater com força contra o corpo menos. As pernas de Eren tremiam e suor cobria sua pele. Mas quando um bufo e um uivo foram ouvidos, o menino percebeu que algo estranho estava acontecendo. 

Ele estava sendo esticado ainda mais!  

Cada vez que o animal empurrava para dentro, seu buraco se fechava em algo, e o lobo apertou seus quadris contra Eren quando aquela  coisa  estava inchando a ponto de...de... 

– Me...me, en-enche, wo-wolfie, por fa-ah-vor! – Ele não sabia o que o levou a gritar as palavras, mas se preparou quando o nó prendeu em sua entrada de uma forma tão deliciosa que todo o seu corpo se contraiu e se espalmou.  

Um gritinho agudo saiu de seus lábios inchados e olhos verdes tontos observavam quando seu pênis negligenciado disparou um esperma leitoso e quase angelical, sua lubrificação escorrendo ao redor do pau preso dentro dele. O ômega soltou um longo gemido,  peito arfando e pernas tremendo tanto que ele provavelmente cairia se o pau preso dentro dele não estivesse segurando-o no lugar. 

O esperma quente e espesso do animal começou a enchê-lo e era tanto que uma parte acumulou no buraco de Eren, escorrendo por suas coxas flexíveis e sujando-o com o sêmen do lobo. 

O menino choramingou exausto e o lobo atrás dele ronronou em resposta, língua longa correndo para lamber a nuca de Eren e mostrar satisfação. 

Ele se assustou quando o animal o puxou para o chão, ambos caindo de lado no solo. O enorme lobo negro se encolhendo contra ele e começou a lamber o suor e o líquido que suas glândulas aromática enquanto o pobre ômega tentava acalmar a respiração.  

Eren quase comparou o animal com o gatinho, tamanho era o cuidado com lambidas pequenas e o ronronar alto que as acompanhava. Eren mesmo se encontrou ronronando de volta, sua barriga se distendendo com o nó enquanto ele continuava a sentir o gozo esquentando seu interior e o preenchendo. 

Nunca antes ele havia se sentido tão seguro, saciado e protegido. Estar deitado, no meio da floresta, com um lobo enorme mais do que capaz de defendê-lo nunca foi a ideia de felicidade de Eren, mas naquele momento, ele não conseguia pensar em uma palavra melhor para descrever o que sentia. 

Um rugido o trouxe de volta de sua soneca e olhos verdes piscaram lentamente quando o lobo inclinou seu pescoço e começou a esfregá-lo contra o cabelo e pescoço de Eren. 

Ele não sabia muito sobre acasalamento, mas isso era certamente marcação de território. O animal estava marcando-o com seu cheiro e, agora que Eren não estava mais tão delirante por causa do cio, ele poderia finalmente analisar o aroma que o envolvia. 

Era um cheiro tão diferente, mas ao mesmo tempo tão familiar que sua mente ficou tonta de reconhecimento. Eren sabia que... não, seu ômega sabia o que aquele cheiro almíscar, com tons de dominância, doçura e proteção e uma pitada de maçã significava. 

Eren sabia em seu âmago que aquele cheiro era... 

 – Por que você cheira como... – O garoto tentou elaborar, mas sua língua estava lenta e a atividade extenuante deixou-o em um estado letárgico. 

"Shh, ômega, descanse. Você precisa descansar.”  

Aquela voz profunda e suave novamente falou em sua cabeça, mas agora, apesar de não saber de onde veio, ele sabia de  quem era.  

Uma grande pata se esticou e pousou em cima do corpo do ômega, o garoto automaticamente aconchegando-se contra o corpo quente e felpudo atrás dele. Ele estava se sentindo tão sonolento e cada nova leva de esperma dentro dele o ninava ainda mais. Ele estava tão cansado e tão faminto e tão... tão exausto. 

"Eu vou cuidar de você. Vá dormir, ômega."  

Sim, é tudo o que ele precisava. Tudo o que ele desejava. Alguém para cuidar dele, para tirar o fardo de seus ombros magros. Ele queria um lugar quente para dormir, uma cama confortável para descansar, talvez um pouco de comida para saciar sua fome. 

E ele também precisava  dele.  

– Por que...por que você cheira a alfa...?  

Ele precisava de seu alfa e justo quando percebeu, seu mundo desbotou em escuridão e olhos azuis-gelo.