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os desejos que são atendidos

Summary:

Luffy se lembrou de Makino contando suavemente histórias sobre as estrelas, sobre sonhos que se realizam, então, olhando para a estrela mais brilhante do céu, ele resolveu fazer seu pedido.

ou

one piece reagindo a one piece.

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Chapter 1: prólogo

Chapter Text

Monkey D. Luffy, navegando (escondido shishishi) em um navio da marinha, olhava para o mar pela pequena janela da cabine com o queixo apoiado em uma das mãos, seu rosto estava sério, olhos cerrados e boca em uma linha fina, diferente do seu sorriso tão característico, seu humor tão sombrio que ele quase não foi capaz de apreciar sua carne (um absurdo!). Dentro do quarto, Hancock, a Imperatriz Pirata, e sua nova amiga, estava deitada no chão, fazendo uma das coisas estranhas que ela parecia estar sempre fazendo parte dele, por um momento, Luffy imaginou Sanji ali, ele e Hancock se comportavam da mesma de qualquer maneira, eles poderiam ser amigos, seria legal se Chopper estivesse ali também, a pequena rena poderia conversar com o outro colega de quarto deles, uma cobra azul grandona que parecia ser divertida (não que Luffy conhecesse os pensamentos da cobra, ela provavelmente queria matá-lo e o garoto confundiu suas ações com afeto, quem sabe?).

As ondas balançavam suavemente, mas nem mesmo elas, de quem Luffy tanto gostava, conseguiam acalmar seu coração inquieto.

O garoto suspirou, droga, sentiu falta de seus companheiros, queria que eles estivessem ali com ele, que o ajudassem a invadir uma prisão. Queria não ter sido fraco ao ponto de perder todos eles.

Ele se lembrou de Makino, contando suavemente histórias sobre as estrelas, sobre sonhos que se realizam, e então, olhando para a estrela mais brilhante do céu, ele resolveu fazer seu pedido.

Eu desejo, ele pensou, desejo salvar meu irmão.

E a Grand Line, incessantemente misteriosa e imprevisível, resolveu atender ao pedido do menino que sempre a surpreendia.


Zoro respirou fundo mais uma vez. Estava por um fio de surtar e decapitar a garota de cabelos rosas.

Perona, era como ela disse se chamar, queria que ele se tornasse seu servo, pelo amor de estar lá o que rege o mundo, um maldito servo, onde diabos ele havia se enfiado?

Ele fechou os olhos enquanto a ouvia murmurando sobre cor de rosa e coisas fofas, até o momento em que não ouviu mais nada.


Chopper queria muito dormir, mas estava com medo. Ele queria ser um grande pirata e um grande médico, que seus companheiros sentissem orgulho dele, mas sozinhos na floresta, fugindo dos nativos e dos pássaros gigantes tudo que ele pudia sentir era medo. Medo e saudade dos amigos.

Talvez se ele tivesse cinco minutos de sono, ele poderia sonhar com eles...


Sanji estava correndo, desesperado. Que inferno era aquele? Seus pés quase não tocavam no chão, mas ele não podia desacelerar, não podia. Ele estava preocupado demais em escapar para conseguir formar outro pensamento.


Nami estava deitada na grama observando o céu, a chuva havia acabado há pouco tempo, sendo substituída por um arco íris, o chão ainda estava úmido e o vento calmo. Aquela tranquilidade era incomoda, ela sentia falta do barulho constante do Sunny, Zoro e Sanji brigando, Luffy e Chopper rindo de qualquer bobagem, Usopp explodindo tudo que tocava, sentia falta das canções que o Brook e Franky cantavam. Ela fechou os olhos, sentia falta de conversar com a Robin, de ter seus amigos por perto.


Frio do cacete. As mãos de Franky tremiam, ele não sentia mais suas pernas, porcaria, só havia neve onde quer que ele olhasse, seus dentes batiam uns contra os outros e porra, ele já não tinha certeza de que sua cola ainda era líquida. Ele havia se metido em uma SUPER fria.


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH

Uma planta gigante tentou engolir Usopp, de novo. Que inferno de ilha.


─ É um demônio?

─ Mestre Satã, rei dos demônios...

Hein? Satã?

Será que... não, não, não é possível... ou será que é?

Brook morreu e foi para o inferno? Oh, espere, ele já está morto, yohoho. Mas a parte do inferno é meio preocupante.


Robin observava a ponte ainda em construção, era um sinal de esperança, os guardas disseram, um novo futuro, mas Robin não conseguia ver assim. Tudo o que Robin podia ver era o sofrimento e a exploração causados para beneficiar um grupo muito pequeno de pessoas malignas.  A vida humana valia tão pouco? 


A cela era fria e úmida, Ace não conseguia dormir, seus braços doíam e sua mente parecia pesada. Jinbei, sentado ao seu lado, parecia triste, exausto, puto da vida, não que Ace pudesse culpa-lo, ele sentia o mesmo. Sua cabeça descansou contra a parede gelada, suspirando. Ele não queria admitir mas estava com medo.

Os outros prisioneiros não pareceram perceber que três criminosos desapareceram misteriosamente. O tempo parou e, com ele, todas as outras pessoas pararam também.


O universo não é como um quebra cabeça cujas peças se encaixam com exatidão, ele é engraçado de um jeito cruel, misterioso de maneira sombria, e as vezes, quando do mar está calmo e as estrelas estão brilhando, ele é simplesmente bom. Não há explicação, como ou porque, ele é como é, sem tirar nem por, perfeito em sua imperfeição.

E como em um passe de mágica, pessoas de todos os cantos dos mares encheram a sala, heróis, vilões, piratas e civis, homens, mulheres e aqueles que não são nenhum dos dois. Por um segundo de silêncio surpreso todos se entreolharam, tensos, antes do pandemônio começar.

Zoro não se importava muito com as pessoas ao seu redor, mas a gritaria estava começando a irrita-lo, seus olhos escaneiam a sala calmamente, até encontrar um garoto com chapéu de palha.

─ LUFFY ─ foda-se sua pose despreocupada, ele permite que sua máscara caia por um momento e sorri para seu capitão, que sorri de volta e corre em sua direção.

─ ZORO!

─ LUFFY ─ duas, três, oito vozes se juntam a primeira e sem perceber Zoro começa a correr também.

Eles se encontram no meio da sala, Brook, Franky, Robin, Chopper, Sanji, Usopp, Nami, Zoro. Luffy. É um milagre?

Abraço. Saudade. Espere aí, eles não deveriam estar ali, o que aconteceu? Você está bem?

─ Luffy ─ outra voz. Esperança.

Por um momento o mundo para, todos observando o encontro de dois irmãos.

Ás.

─ Ace, você está bem?

Luffy corre e se joga nos braços do irmão, como as pessoas observam. Quem é aquele tão próximo de um dos filhos do Barba Branca?

Não importa, eles não ouvem nenhum dos cochichos, felizes demais em sua bolha de esperança.

─ O que está acontecendo? ─ o momento se quebra e a pergunta par pelo ar.

Olhares confusos, alguns surpresos e assustados, outros prontos para lutar, até que alguém perceba. Não é possível usar haki ou akuma no mi.

Sente-se.

Não é uma ordem ou um pedido, nem há voz ou som, é apenas uma necessidade de ceder. Alguém dá o primeiro passo e logo a sala inteira se põe em movimento. Poucos minutos depois já não há ninguém de pé.

Não é difícil notar a divisão clara, marinha em uma das paredes, piratas em outra, revolucionários no fundo da sala, civis perdidos no centro, e, nos puffs espalhados no meio da sala, estão os Chapéus de Palha, que não se importam com essa bobagem de separação.

Antes que alguém faça mais pergunta, um telão desce na frente da tripulação do futuro Rei dos piratas.