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Summary:

O desenvolvimento peculiar do relacionamento de Tanya Denali e Isabella Volturi.
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Esta história faz parte de uma coleção, sugiro iniciar a leitura a partir de "Outra Vez?"

Notes:

Isabella Volturi precisa ir ao casamento de Edward conferir se os Cullen estavam sendo sinceros sobre transformar a garota humana em vampira.

Chapter 1: O casamento de Edward Cullen & Angela Weber

Chapter Text

O dia em Forks estava tão bonito quanto a  previsão do tempo estimou nas últimas sete horas, ou seja, sem chuvas e com nuvens o bastante para que vampiros circulassem a luz do dia sem problemas.

Com menos umidade, o tempo tendia a ficar mais quente para os humanos: e como os Cullen iriam recepcionar muitos deles em breve, isso deveria ser bom. 

Afinal, o casamento do primogênito de Carlisle seria realizado hoje. 

Edward Masen Cullen & Angela Weber. 

Um vampiro e uma humana , Isabella torceu o nariz em desgosto. A coisa mais esquisita que ela já ouviu falar até hoje.  

A julgar pela ordem que recebeu do seu mestre, ele deveria estar ainda mais incomodado com esse emparelhamento. 

Isabella puxou seu celular do bolso e enviou uma mensagem para Demetri, assegurando-lhe que ela já estava em Forks. 

Um homem de boa aparência e vestido de terno, segurava uma placa com seu nome. 

Seus olhos vermelhos – mesmo escondidos pelas lentes escuras do óculos, se estreitaram antes que a realização lhe atingisse um segundo depois. 

A empresa de aluguel de carros. 

Seria muito estranho correr pela cidade sem um veículo em sua posse, mesmo carregando apenas uma mala de mão, ainda levantaria suspeitas desnecessárias. 

Ela se aproximou do humano, cujo batimentos cardíacos aumentaram levemente. 

“Você é a Senhorita Isabella?” perguntou ele, educado. 

O coração bombeando em seu peito quase a deixou com sede, mas o cheiro desagradavel de cigarro que estava impregnado em sua pele tirava todo o apelo que seu sangue deveria causar.

“Sim, sou eu.”

O homem assentiu. 

“Meu nome é Steve, por favor, me siga.” 

Ele se virou e começou a caminhar para fora do pequeno aeroporto. 

“Seu carro está aqui na frente, a cidade é pequena então é mais fácil estacionar.” começou Steve, sua voz preenchendo o espaço, “A empresa tem um extenso catálogo de veículos, mas foi a primeira vez que alguém teve o interesse de reservar este.” 

Ou dinheiro. ” acrescentou ele com um sussurro baixo, suficiente para esconder de ouvidos humanos mas completamente inútil contra ouvidos sobrenaturais. 

“Hmm.” 

Quando eles atravessaram as portas duplas automáticas, Isabella entendeu o que o humano tagarela estava falando. 

Diziam que o carro tendia a espelhar o motorista, e olhando para esse Mercedes amg63 ele era a cópia fiel de quem o escolheu: Largo, grande e parecendo ter sido forjado para a guerra. 

Félix não poderia ser mais sutil. 

O dito vampiro não tinha muitas paixões na vida; exceto lutar talvez. Mas além disso, seu outro interesse era exclusivamente voltado para carros. Então não deveria ser uma grande surpresa que ele tenha resolvido toda a papelada com os humanos. 

Isabella agradeceu Steve e o dispensou rapidamente – ela não queria tolerar mais nenhum segundo perto daquele odor pungente de tabaco. Pulando para dentro do carro, ela pode descartar sua bolsa de mão no banco do passageiro. 

Tudo pelas aparências. 

Dando partida no motor, Isabella lamentou que não poderia realmente surpreender os Cullen com a sua chegada. 

Uma lástima. 

Isabella quase se perdeu. 

Se não fosse pelas instruções precisas do GPS – e não as claras fitas de cetim ao redor dos troncos das árvores, ela teria perdido o caminho de terra que se abria quase timidamente do lado da rua asfaltada. 

A casa dos Cullen ficava no meio da floresta, quase completamente escondida no meio da vegetação, uma construção grande, alta e estupidamente bonita com grandes janelas de vidro. 

Com uma mansão dessas, receber um casamento era um detalhe à parte. 

E falando em casamento… 

Isabella freou o carro bruscamente, um vampiro parecido com Félix; mas com cabelos cacheados e olhos amarelos, que não parecia ansioso para sair do seu caminho.  

“Normalmente uma recepção é feita pelo anfitrião e não por sua caravana de seguidores.” comentou ela, descendo do carro. 

Isabella reconheceu quem era o vampiro de braços cruzados, “Emmett.” 

A entrada da casa ficou cheia, e ela entendeu finalmente o que Aro dizia quanto a família de Carlisle. 

Ela poderia ser bem…. Impressionante.  

Um grupo de sete vampiros era enervante no mínimo. 

“Perdoe-me,” vindo a frente, o homem das pinturas que ela viu tantas vezes no salão de artes, o próprio Carlisle Cullen,“ Mas não imagino o que uma vampira nômade poderia querer com nossa família. Adoraríamos recebê-la em outro dia, mas hoje…” hesitou ele, apontando para a decoração da residência, “temos uma festa para organizar.” 

E você não é bem-vinda. Ficou nas entrelinhas, mas ele não precisava dizer em voz alta. 

Isabella sentiu seus lábios tremerem, é verdade que Carlisle ficou um tempo em Volterra e conhecia a guarda muito bem; mas esse tempo foi ultrapassado.

Ela não estava exatamente usando suas roupas da guarda – ela não poderia andar por aí com um manto aos seus pés e um colar de ouro ao redor do pescoço sem chamar atenção indevida. Ela usava, no entanto, um conjunto de terno elegante para os padrões italianos, na cor bege. 

Não era uma roupa para a realeza, mas serviria para um casamento. 

Porém, ao que parecia, os Cullen não faziam ideia de quem ela era e se fosse assim, eles tinham todos os motivos para duvidar da sua súbita aparição.   

“Parece que temos um pequeno mal entendido, veja, recebemos seu convite para o casamento. Mas apenas eu pude representar a família italiana, afinal, como poderíamos perder tal… Evento?

O rosto de Carlisle se contorceu levemente em confusão, o desconforto em ser pego de surpresa não era uma emoção que ele deveria sentir muito. 

“Eu vi ela vindo até nós, mas não tive uma visão de Aro decidindo isso.” Disse uma vampira menor, com os cabelos curtos. Então esta era Alice Cullen. 

Seus olhos travaram com o único vampiro que estava de terno e gravata. 

“Você não pode ler a mente dela?” perguntou Alice. 

“Não, é completamente silencioso.” respondeu ele, carrancudo. 

O dom de Edward Cullen ser inútil contra Isabella não era uma notícia nova, Aro supôs que tanto o poder dele quanto o do filho de Carlisle eram parecidos nesse sentido, onde ambos conseguem ler os pensamentos das pessoas. No entanto, seu mestre se ressentia da limitação de precisar tocar os seus alvos de interesse; algo que Edward não precisava fazer, mas ele só poderia ler os pensamentos atuais de alguém. Aro conseguia ler todos os pensamentos que uma pessoa já teve.

Isabella não achava que era uma limitação, pelo contrário, era uma válvula de segurança. 

Como você não enlouqueceria com um poder que você não consegue desligar? 

O silêncio deveria ser desconfortável com tantos olhos nela, mas Isabella estava acostumada em chamar atenção. 

Ser o novo grande talento entre as fileiras do clã Volturi faria isso por você. 

“Não podemos ter certeza que ela é uma Volturi.” chamou outro vampiro, seu corpo rivalizando com o de Frankenstein, de tantas cicatrizes que o cobriam. 

Suas gengivas coçaram em um reflexo vampírico involuntário, ela reconhecia um predador habilidoso quando via um – Félix causava esse mesmo efeito engraçado durante suas sessões de treinamento. 

Então este era o famoso major das guerras do sul, Jasper. 

O barulho de saltos altos estalando dentro da casa chamou atenção de Isabella.

Quantos vampiros estavam por aqui? 

A mulher que saiu na porta parecia um sonho, seus fios de cabelo loiro mel organizados em um coque baixo com tranças pareciam tão sedosos e brilhantes que Isabella fechou os dedos contra a vontade avassaladora que ela teve de testar por si mesma. 

Ela era assustadoramente parecida com alguém que ela conheceu. 

Seu vestido era de uma cor suave de cinza claro e abraçava perfeitamente sua silhueta feminina, destacando com graciosidade suas curvas e seu busto. 

“Uma festa só é uma festa se houver alguma confusão. Não é mesmo?” perguntou ela para Carlisle, sua voz divertida. 

A  mulher virou a cabeça na direção de Isabella e ambas puderam travar os olhares. 

Dourado contra carmesim. 

Isabella interrompeu antes que o decoro a alcançasse, “Tanya?!” 

Ela puxou os óculos de sol do rosto, como se não pudesse acreditar que as lentes escuras estavam projetando uma imagem real. 

“Isabella?!” perguntou Tanya, tão surpresa quanto ela, “não que seja um encontro indesejável – pelo contrário,” um sorriso suave acompanhou essa parte, a vampira estava verdadeiramente feliz em lhe ver, “mas o que você está fazendo aqui?” 

Isabella sentiu sua garganta fechar, ela não veio preparada para encontrar a mulher que esteve silenciosamente rondando seus pensamentos mesmo depois de meses. 

“Você conhece ela Tanya?” perguntou Carlisle, a salvando de ter que abrir a boca e responder. 

“Sim, da última vez que estive em Volterra e vocês estavam brincando com um exército no quintal ,” frisou Tanya, pausadamente, “eu a conheci, então sugiro que vocês sejam mais cordiais . Isabella é a nova adição de Aro à guarda, e a última coisa que desejamos é agir desrespeitosamente com uma representante dos Volturi, não é mesmo?”  

Foi quase engraçado, como todos os Cullen saíram das suas posições defensivas para demonstrarem quase pateticamente, uma posição mais submissa. 

“Perdoe-me Isabella, eu não estava sabendo dessa mudança tão repentina dentro das fileiras dos Volturi.” 

“Você deveria ligar mais vezes para Aro.” sugeriu ela educadamente, "Inclusive, ele está muito ansioso para conhecer a futura Sra. Cullen.” respondeu Isabella, achando a desculpa de Carlisle demasiadamente insignificante. 

Um líder de clã não deveria ser tão ruim com a política externa, pelo menos, se quisesse manter a mesma consideração. 

Por que alguém com tanta desenvoltura como Tanya estaria associado aos Cullen? 

Isabella não perdeu o pequeno rosnado que saiu de Edward, mas ele não tinha que gostar do que os Volturi decretavam. Aro estava sendo muito misericordioso apenas por permitir que a garota vivesse por tanto tempo sabendo do segredo. 

Uma exceção que deixava Caius furioso às vezes e por consequência, mantinha os guardas inquietos durante suas explosões de humor azedo. 

Carlisle teve a decência de parecer envergonhado com a sua flagrante falta de interesse nos assuntos dos Volturi ,"É claro, vou cuidar pessoalmente do planejamento da nossa viagem até Volterra o quanto antes.”

Isabella duvidava dele, no entanto. 

Os Cullen continuavam tensos, mas saíram para continuar os preparativos do casamento que seria realizado mais tarde – afinal, sua presença aqui não impediria a realização da cerimônia. 

Isabella descobriu – quando ela pode ficar a sós com Tanya, que a outra vampira mantinha uma amizade de longa data com Carlisle, e seu afeto compartilhado os tornava, nas palavras dela, quase primos distantes.

Por isso Tanya estava no casamento, ela e seu clã foram convidados para prestigiar a futura nova adição ao clã Cullen. 

Seu clã ainda não tinha se aproximado e com os Cullen cuidando dos detalhes dentro da casa, elas arranjaram um lugar para conversar no quintal que ficava atrás da casa – onde seria realizada a cerimônia matrimonial. 

Quando elas se sentaram, Isabella não perdeu tempo, e sutilmente estendeu seu escudo ao redor da outra vampira.

Não abafaria o som mas pelo menos, os pensamentos da líder dos Denali estariam seguros por ora. 

“Então… Já faz um tempo desde a última vez.” comentou Tanya, olhando para o pequeno palanque que tinha um arco torcido de madeira em cima, abastecido abundantemente com milhares de pequenas flores brancas. 

Ela não queria admitir mas infelizmente, a decoração estava linda. Nenhum detalhe foi poupado para a realização da festa. 

Desde a última vez que elas se viram? Sim. Desde que ela pensou na outra vampira de olhos amarelos? não. 

“Um ano, sim.” 

Parece que foi ontem que ela estava conversando com a outra mulher na cobertura do Hera e teve uma noite realmente agradável. 

O tempo era uma coisa engraçada quando você era imortal.

Na sua vida humana – o pouco que ela lembrava, o relógio sempre corria mais rápido do que suas pernas podiam alcançar. Agora, isso sequer era relevante. 

O tempo havia se tornado tão relativo para ela quanto um planeta na órbita de um buraco negro. 

Tanya arranhou a garganta, fazendo o pescoço de Isabella se virar na sua direção. 

“Espero que Aro não tenha arrumado problemas quanto – hã,” Tanya parecia tão consciente da plateia invisível quanto ela, tentando falar sobre um assunto mas sem vontade de entregar os detalhes. 

Pelo menos onze pares de ouvidos extremamente sensíveis estavam ouvindo essa conversa. 

“Não se preocupe”, interrompeu gentilmente Isabella, entendendo sobre o quê Tanya estava se referindo – a visita dela à Tanya, durante a estadia das irmãs Denali em Volterra, “Caius não permitiu nenhuma represália contra mim. Afinal, era um desejo de Aro não uma ordem.” 

Como seu mentor, Caius tinha a palavra final nas decisões que lhe diziam respeito.

Ele era um vampiro com um temperamento forte; explosivo, mas que equilibrava muito bem com seu conceito de justiça. 

Ele não era completamente um carrasco, mas também não era nem de longe, suave.  

Tanya assentiu, seus olhos dourados transmitindo tantas emoções que Isabella se perdeu momentaneamente, “Fico feliz que não tenha terminado mal para você.” 

Poderia ter terminado melhor , mas Isabella guardaria esse pensamento.   

O cheiro de Tanya estava deixando sua mente confusa, a mistura de narcisos, lírios e violetas rodopiavam ao seu redor. Deixando-a desconfortavelmente relaxada. 

Isabella balançou a cabeça tentando reorganizar seus pensamentos. 

“Espero que você tenha guardado meu boné, é um dos meus favoritos.” 

Várias risadinhas vieram de dentro da casa, mas Tanya ignorou – mantendo a pose, na verdade, ela chegou ainda mais perto, suas mãos delicadas subindo até encontrarem a gravata azul marinho listrada com fios de ouro, que estava no seu pescoço. 

Se isso fosse a dois anos atrás, seu coração estaria batendo como um louco. 

“Ele está em um lugar seguro, não se preocupe.” respondeu ela, se concentrando em desfazer o nó, “mas, temo que você tenha me deixado em uma  situação delicada agora.” acusou ela seriamente, mas a curvatura dos seus lábios para cima, denunciava seu próprio contentamento, “Minhas irmãs e meus primos estão extremamente curiosos sobre como seu boné foi parar em minha posse.” 

Suas mãos habilmente ajeitaram o novo nó em seu pescoço – quase como uma memória muscular. 

As unhas bem cuidadas de Tanya rasparam levemente na sua nuca antes de se afastarem por completo.

“Gosto do nó F our In Hand , mas ele não combina com o seu terno,” explicou ela, dando um aceno positivo para si mesma, “para todo e qualquer tipo de ocasião, o nó Windsor é mais confiável.” 

Não que ela soubesse muito sobre o mundo das gravatas, mas caramba… Ela achava que poderia ouvir Tanya falar sobre qualquer assunto sem cansar. 

Isabella respirou fundo, essa mulher ia ser sua perdição. 

Não.

Ela era sua própria perdição,   Aro tinha a avisado para ficar longe de Tanya e mesmo assim ela foi atrás da outra vampira como um marinheiro indo estupidamente ao encontro do canto da sereia. 

A julgar pelo sorriso em seus lábios muito – extremamente, beijáveis. Tanya sabia exatamente o que estava fazendo. 

Uma pontada de insegurança a atingiu, deixando seus ombros tensos. 

Quantos séculos de experiência a outra mulher teve em comparação com sua vida imortal tão recente? Isabella viveu o mesmo tempo que um fim de semana poderia durar para Tanya. 

Deus a abençoe, ela estava agindo como uma adolescente na frente da sua paixão.

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O quê?!!