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— Na verdade — gesticulou Iruka detrás de uma xícara fumegante —, quando o chakra se acumula, se espalhando pelo corpo entre os fios e ligamentos, você passa pelo choque energizante. O interessante é que mesmo sendo usado até o limite, onde você consegue se esvaziar, não completamente, e usa o seu corpo até o ponto de desgaste físico… Tá, mas e se houver uma forma de compartilhar seu chakra? Eu estive conversando com o Naruto e…
Kakashi se apoia na mesa, ignorando sua xícara e concentrando seu olhar em Iruka. Ele é… insuportável quando muito absorto em explicar seja lá o que for, é bonito como pensa sinceramente sobre tudo, teorizando sobre a melhoria de seus alunos, indo aqui e alí por respostas pontuais. As sobrancelhas franzidas, o hábito de cutucar sua cicatriz quando se encontrava enclausurado em meio a suas próprias perguntas…
Mas, se permite o minuto eterno da sinceridade, não é isso que Hatake está pensando.
O que se manifesta em nítidas e imundas imagens na mente de Kakashi deveria ser considerado desrespeitoso, se levar em conta que ele está na casa de Iruka ouvindo discorrer sobre uma de suas teses.
Mas é impossível. Ele consegue sentir o calor de Umino ao redor de seu pau, as pernas juntinhas para que Kakashi coloque as suas uma de cada lado do corpo alheio, estocando deliciosamente enquanto ouve Umino reproduzir as mesmas palavras que diz agora, só que com o devido e nefasto adendo de gemidos e arfadas.
Iruka teria seu rosto pressionado no travesseiro, de quatro, quebrando cada palavra em nítidas manifestações de prazer, o rosto vermelho e os lábios relutando em entregar as informações que deve, ele é lindo todo fodido assim. Kakashi se sente arruinado por amar tanto como seu pau entra e sai do cuzinho apertado de Iruka. Ele precisa tê-lo mais fundo.
Kakashi toma um momento para restabelecer sua respiração dificultosa, o seu peito sobe desce desregulamente e seus próprios gemidos escapam como ondas de calor para os ouvidos de Iruka, batendo seu quadril continuamente na bunda do moreno, espalmando as mãos quentes em cada lado delas e apertando a carne até que fiquem com suas mãos marcadas.
Porra, ele amaria ver Iruka na frente do espelho admirando o vermelho que ele havia deixado, se empinando e esticando para visualizar melhor, tocando e apertando. Relembrando o quão bom era ter Kakashi o fodendo copiosamente.
Mais um amontoado de frases sai e Hatake está totalmente perdido em suas próprias ideias.
É enlouquecedor como Iruka está rebolando contra seu pau, as mãos agarrando os lençóis e as ideias há muito esquecidas.
— Não sei se posso entender seu ponto — Kakashi pensa em falar, ao que Iruka se esforça para repetir mas é surpreendido por uma nova estocada, mais forte, desencadeando choques de prazer em seu corpo, uma mão de Kakashi trilha um caminho que se equivale ao magma até chegar nos cabelos da nuca de Umino, puxando com certa força e se inclinando contra ele, ajustando para estocar certeira e profundamente. Rente a orelha do outro, o sorriso de Hatake é maldoso — Pode repetir, Iruka sensei?
Iruka tenta, mas seus olhos se reviram, a boca se abre e tudo o que ele sabe é implorar por seu orgasmo, tendo espasmos contra o corpo alheio, aquecendo sua pele com a dele, ardendo juntos até que…
— Kakashi? Kakashi!
O platinado pisca uma, duas, três vezes até recobrar sua consciência.
— Sim, sensei?
— Tá tudo bem? — o olhar de Iruka era avaliativo e carinhoso em direção ao outro professor — você está bem… disperso.
— Não me olhe assim com essa avaliação toda — Kakashi cruzou as pernas, um arfar leve escapando de seus lábios, Iruka o ouviu muito bem —, não há sequer necessidade disso.
Iruka se permite uma risada irritada enquanto cruza os braços e continua olhando fixamente para o outro.
— Mantenha seu único e imprestável olho em mim, Hatake. Eu quero sua atenção.
Mal sabia ele que Kakashi sempre mantém sua atenção nele.
