Actions

Work Header

LAUNDRY DAY

Notes:

★ Não mexa com o fandom de #Henriar, nós somos 3 pessoas

★ Playlist: https://open.spotify.com/playlist/7zvkT0RDM8RBtCmWNUVwQf

★ Sugestões, comentários, xigamentos e o que for no @amogrelos no twitter.

VIVA O TESÃO PARANORMAL !!

Chapter 1: LAUNDRY DAY

Chapter Text

Twitter: @amogrelos

Playlist: LAUNDRY DAY

Mais um dia quente, por volta de 11 horas da manhã, Juan se encontra enfurnado numa minúscula lavanderia improvisada, enfrentando um dos piores – e mais inesperados – oponentes de sua vida até então: um cesto transbordando com uma pilha massiva de roupas sujas.

Fantasiando com aquisição de uma Lava & Seca novinha e de última geração, se contenta em desbravar o mar de panos usando uma máquina de lavar velha e barulhenta demais, que seria plenamente suficiente se não fosse pelas dezenas de camisetas já-não-tão-brancas e apertadas demais de Aguiar, que diariamente voltam das patrulhas encardidas e com manchas terríveis, às vezes de sangue, suor, café e até mesmo batom, que resultam nele ter de dormir no canil junto a Princesa e Docinho, independente da justificativa que tente oferecer.

Juan veste as últimas peças limpas disponíveis, uma samba-canção xadrez relaxada e uma camiseta comprida que lhe alcança as coxas, estampada por alguma campanha beneficente organizada pela delegacia de Inquisidor do Vale alguns anos antes, ambas largas demais, sendo posses de Aguiar, evidenciam a diferença no porte físico dos dois.

Prendendo os cabelos num coque alto, ele resmunga para si, aborrecido

 — Aquele fudido acha que tem uma empregada?!? Não é possivel!! o que TANTO ele faz pra ficar imundo todo santo dia?! Eu já disse que eu não sirvo a n-i-n-g-u-é-m!! – vocifera aos ventos tacando um punhado de peças num balde com água-sanitária

Catando mais uma camisa suja, ele a estende em sua frente examinando uma mancha misteriosa até que, num ímpeto, traz-lá ao rosto, aconchegando e aspirando fundo no cheiro dele com um suspiro.

— Tô interrompendo algo? – A voz grossa e áspera de Aguiar ressoa no cômodo pequeno, pegando o ocultista num sobressalto

— WAaaH?!  Cacete, Aguiar, que susto, porra! – Xinga, acanhado, arremessando um punhado de meias velhas na cara do homem – O que caralhos ‘cê tá fazendo aqui?!

o delegado ri, escorado no batente da porta com os braços cruzados e um sorriso largo grudado no rosto

— O que foi, princípe, não me ouviu chegar? – simula passos pesados batendo os pés sonoramente no chão com os coturnos da farda, que teve os calcanhares toscamente personalizados para acomodar pequenas esporas metálicas – E pra sua informação, já é meio-dia!

Huh?? porra!! eu nem-  argh! foi mal, não deu tempo de preparar nada, eu– AH, SEU MERDINHA!! Eu ja disse pra não usar essas porras de botas dentro de casa! Arranha todo o assoalho, e depois sou eu quem tem que se matar pra tentar limpar a sujeira dos vincos! Já não bastam as cadelas riscando tudo com as patinhas! tira essa merda A-G-O-R-A!!

— Tssk, tu tava tão mansinho… tenho que te pegar desprevenido mais vezes… – obedece, arrancando os sapatos e tacando pra longe

Hmph! Vai sonhando!… foi só dessa vez! Culpa dessa bomba que você chama de máquina, aposto que ela é tão velha quanto você! – provoca apontando um dedo acusatório em seu peito

— É, talvez seja, mas eu gosto dela, é tão barulhenta quanto você – Agarrando a cintura do menor tomando-o num beijo intenso

Seria um equívoco dizer que Juan foi pego de surpresa, o ronco do motor da caminhonete velha que Aguiar insiste em dirigir anuncia sua chegada muito antes dele atravessar a porta de entrada, então o  policial raramente tem a chance de testemunhar esse tipo de cena, pois seu parceiro, apesar de escandaloso, mimado e mandão, é paradoxalmente sorrateiro e fechado quando se trata des próprios sentimentos, demonstrando afeto exclusivamente através de atos de serviço, desde uma quase devoção, ameaçando frequentemente queimar o mundo em chamas por ele à menor inconveniência, e até algo banal como tolerar esfregar as cuecas nada-sexys, porém confortáveis dele.

Mas Aguiar é um homem egoísta, e não se basta á gestos, e quer sempre devorar algo á mais, insaciável, quer tê-lo para si de corpo e alma. Ainda que seja adorável saber que, mesmo por poucas horas sua ausência faça tanta falta, a ponto de fazê-lo se descuidar, envolvido em seu próprio delírio e expor suas vulnerabilidades, torna a descoberta ainda mais saborosa, e faz o policial transbordar com um senso inflado de superioridade. Ter o herdeiro do trono, o próprio diabo, a seus pés lhe preenche com uma excitação eufórica que nem a melhor e mais sanguinária de suas caçadas poderia ser capaz de suprir. Juan é como a droga perfeita para despi-lo de toda moralidade, tornando-o tão bestial quanto a forma do outro. Há somente um único momento em que o demônio se vende como honesto, quando o estímulo da carne supera as muradas da mente, fazendo-o perder o freio na língua bifurcada quando, alucinado por prazer, se declara mil vezes, de forma quase animalesca, com juras tão intensas e cruas quanto o amor que sente.

Aguiar enfia as mãos com facilidade sob as roupas frouxas de Juan num gesto desesperado pelo anseio em tocá-lo, percorrendo os músculos,, cravando as unhas na cintura, apertando a bunda e massageando o peitoral sem separar os lábios do beijo que intensifica metendo a lingua pra devorar parceiro, sedento.

MmmnNgh- Huff… n-não caralho! você já tem que voltar daqui a pouco… hhng – Protesta o ocultista, parando a mão sob o peito de Aguiar, tentando afastá-lo, mas a expressão em seu rosto traí cada palavra que sai de sua boca – Você devia é ir buscar algo pra levar hoje, não tive tempo de cozinhar e-

— Escuta, eu ‘tô pouco me fudendo pro almoço, eu já decidi o que quero comer – encurralando-o entre a parede com os braços e plantando uma mordida em seu pescoço

Ele agarra o corpo de Juan e, erguendo-o pela cintura com um movimento brusco, remove sua cueca e lhe senta no topo da máquina de lavar.  O tatuado retribui, quase que em instinto, se escorando na parede e amarrando as pernas sob o dorso de Aguiar, prendendo-o num enlace sedutor e puxando pr’outro beijo pelo cordão em seu pescoço. O tintilar metálico de quando a aliança no dedo ocultista esbarra em seu distintivo é suficiente pra fazer os olhos do assassino brilharem, satisfeito. Afrouxando o cinto, o delegado puxa um sachê de lubrificante escondido no bolso de moedas dos jeans e, abrindo o pacote com os dentes, e despeja o conteúdo viscoso sob a entrada do parceiro, espalhando com movimentos circulares e introduzindo um dedo.

Hgnn??? p-porque você tem isso? aAhn…!

Heh, Meu marido é imprevisível…e eu não gosto de decepcionar… um homem prevenido vale por dois! – Insere mais um dígito com um sorriso malicioso, ciente do efeito que a palavra tem no parceiro

O título de “marido" ressoa em Juan fazendo toda sua relutância se dissolver, e ele afasta mais as pernas, cedendo passagem.

‘Cê gosta aqui, né? – provoca Aguiar, curvando os dedos para massagear a próstata num movimento suave, fazendo-o estremecer – Fica fácil de encontrar quando ‘cê tá tão duro…

Tomado pela visão erótica, ele se ajoelha em frente ao tatuado, e apalpando pelas coxas, desce o rosto para engolir o pau de Juan fundo da garganta sem receio algum, contraindo na língua até fazê-lo gemer enquanto puxa seus cabelos. Ele aproveita a saliva e fluido que escorrem para prepará-lo com calma, metendo mais um dedo e uma chupada de vez em quando, lançando olhares por entre as pernas arreganhadas pra vê-lo se contorcer, mordendo os lábios e tentando ficar quieto.

Aguiar arruina todo o esforço do moreno quando parte para masturba-lo com o pulso firme, roçando o comprimento com os dedos calejados enquanto o provoca a glande com o polegar e, com mais uma linguada, faz-lo derramar sobre si com um gemido alto.

aAANNnGhhk!! … HaanNh…Huff… uRgh! ó-ótimo! mais uma… nngh- camisa imunda!!

Foda-se a camisa!! olha o que tu fez com a minha cara!! Eu lavei o cabelo hoje de manhã!! – protesta, um tanto incrédulo

Huuff… bem feito! eu avisei pra parar!

—  Tssk! tu tava é implorando pra eu continuar, so não quer admitir! – Reclama, lavando o rosto do sêmen no tanque E já passou da hora de você tirar, inclusive! Ler “doe sangue" gigante nela vai me encher de ideia errada, e eu preciso voltar em no máximo uma hora! – Diz impaciente, arrancando a blusa de Juan e a própria, atirando-as no meio do corredor, revelando os piercings que usam combinando no mamilo esquerdo, que Juan torce com um beliscão.

SSssst isso dói, porra! – o alto resmunga, puxando o ar entre os dentes

— Hmph!! aguente! foi você que não quis usar aliança! Aposto que por causa daquela loira atirada, como é o nome dela mesmo? Chloe? Sheila? ou sei lá o que caralhos – rosna, enciumado

Não é nada disso não, porra! Essa cidade é um ovo e eles fazem perguntas demais! Esse pelo menos fica escondido e- –reluta por um instante – …toda vez que o colete roça no meu peito, meu pau lateja lembrando de você… então tu não sai perdendo… – Admite, capturando-o num beijo molhado

Com um tranco da máquina de lavar, Juan morde a língua de Aguiar, sugando o sangue, irritado e grosseiramente lembrado que ainda é dia lá fora, sabe que eles não conseguem exatamente parar ou conter as vozes quando transam

Nnnn, esperaa, eu preciso terminar aqui… – tenta em meio a suspiros ofegantes

— Tssk… equanto tempo leva isso?

Hmngh…Tá no ciclo rápido… uns vinte minutos…?

— Heh, ‘cê aguenta!

— Hmpf! mas você não, idiota, tu não dura nem cinco!

— Por culpa sua, óbvio, não dá pra resistir se você me aperta tão gostoso…– acaricia os músculos no abdômen de Juan – eu sei que tu ama quando eu meto bem fundo em você… – instiga, brincando com a joia do piercing no umbigo do ocultista

o delegado corre a mão pela espinha, causando um arrepio, e aterrissa no quadril trazendo-o pra beirada, posiciona seu membro ereto na entrada pulsante, roçando provocante até penetrá-lo de repente, impulsionado por um mais um solavanco

— Hgg…nGWAaH!?! AH! n- não…! A- AguiaArr, aa porra da má-máquinaa!! uungh…

— Aaahh…Pffft hahaha, conveniente pra caralho né? hnngh… heh não sei quem tá tremendo mais… tu ou ela…? – Provoca sussurrando em seu ouvido

— Ungh... aH! Vai se FuudeEerr…!! AH!  unnghHh… porra...!! 

— Huff… quase isso ngh-... vou TE fuder – marcando um chupão no pescoço

Aguiar escora a perna do marido sobre o ombro e agarra sua cintura, apertando a bunda nas mãos grandes e se encaixando dentro com facilidade, testa uma, duas vezes pra acostumar Juan com o volume que preenche seu ventre, e na terceira, o ocultista cerra os dentes, prendendo os grunhidos de prazer que tentam lhe escapar os lábios. Percebendo a reação contida do parceiro, Aguiar acelera prum ritmo bruto, movendo o quadril como um pistão e extraindo os gemidos que tanto lhe excitam

— aAAngH! Ah! caralhOo…! MnNghn- AH!! – ele tomba a cabeça pra trás, revirando o olho quando Aguiar acerta impiedosamente com precisão seu ponto mais sensível – AH! isso!! anNgh– ah! A-Aguiar seu- ah! filho da puta- HgnNN…! porrAaAh…!!

As vibrações da máquina de lavar embalam as estocadas, fazendo Juan cravar as unhas na costas do assassino e, colando os corpos, faz seu próprio pau roçar nos gomos do abdômen do outro com um sibilo manhoso quando começa a mover a própria pelve buscando mais estímulo

— AnnHng- ah! AguiAar!! – abraçando o pescoço, geme manhoso o nome do esposo em seu ouvido, derretido pelo prazer – Unngh… Ah! eu... Nnng… e-eu senti sua falta…seu- canalha! e-eu t-te odeio tanto por me fazer sentir saudades..!! Ah! N-não é justo- AH! Eu te amo tanto, porra! Eu amo seu beijo que p-parece que quer me engolir– AH! Amo seu cheiro- nnGh- Eu amo seu pau- AH! e- e o jeito que você me fode tão bem… mNgh- aAa!! Isso!! – Confessa, inebriado no calor do afeto pelo outro

Cada palavra reverbera com um aperto no peito de Aguiar e de forma quase sufocante invade fundo seu âmago, a ponto de fazê-lo tensionar os músculos em aflição, como se pudesse perder o chão a qualquer instante e começar a flutuar no êxtase de ser amado tão intensamente. Uma mão voa para a nuca de Juan, pressionando-o contra si num beijo sedento entre gemidos ofegantes, pois mesmo que deseje deleitar-se nas declarações apaixonadas dele, mais uma palavra sequer seria o suficiente pra fazê-lo atingir seu ápice, e, apesar de egoísta, Aguiar é ainda mais devoto. Com a outra mão desce pra estimular o pênis do ocultista, masturbando no vai e vem sincronizando as estocadas e deslizando a palma áspera e úmida pela glande sensibilizada do parceiro, que reage num grunhido manhoso com um espasmo, contraindo todo o corpo e apertando ainda mais o delegado em seu interior.

— AH! AhNgh– AguiAAHR! seu- hhMpff… seu fudido…!! Você me arruinou…!! – aos poucos, os gemidos na garganta seca se transformam e pequenos soluços chorosos quando o tatuado escora a cabeça no vácuo do pescoço do amado, derramando lágrimas vermelhas que escorrem quentes como brasa pelo peitoral do assassino – E-Eu não sei mAais v-viver sem você… idiotA!! é tudo culpa sua…!! mNgh…!! Eu não consigo neem mAis gozar se não for conTiiigo, seu desgRaÇaAdoOo…  AAhH!! – Acusa, num tom desolado

Vê-lo confessar algo tão sério e tão besta ao mesmo tempo faz Aguiar quebrar num riso conflitado, lisonjeado e um tanto preocupado

— mmPfft… anngh- ‘Tá tudo bem, querido- Urgh… eu te amo tanto, Juan- kHgh- que mesmo se você me odiasse- Huff… eu  te caçaria até o último dia da minha vida-  hNgnn… v-você diz que eu te arruinei? Hmnng?  isso é perfeito, se eu pudesse te trancaria numa cela, e tu seria só meu, pra sempre - HnnGh- e a-até que fique tão obcecado por mim quanto eu sou por você, eu não vou largar, entendeu?

O assassino pontua cada sentença com uma estocada funda e longa, tirando lento e botando forte, determinado

— Huff… v-você quer gozar? é? vou te fazer… GhkK- a única coisa que preciso que você tenha nessa sua cabeça dura é o quanto você me ama e o quão bem eu te fodo, tá legal? – enxugando as lágrimas de sangue que escorrem no rosto do ocultista

mmNgH… v-você jura? – questiona, num tom minguado

Huff… pela minha vida – olhando no fundo dos olhos com uma ardência terna – e que você me mate se um dia eu descumprir minha promessa – beijando a aliança no dedo de Juan – e- KggH- vamos– urgh… juntos- eu tô-... tão p-perto HNGhh- ahn…

Aguiar acelera mais uma vez, masturbando Juan com vigor e circundando o quadril para atingir todos os pontos que lhes dão mais prazer, fazendo-o contrair e gemer com vontade até explodirem juntos num orgasmo mútuo, intenso e demorado. Descendo aos poucos do pico do clímax, entrelaçam os corpos por alguns minutos com um abraço silencioso, o peito arfante e batimentos acelerados preenchem todas as lacunas, num enlace tão apertado que se fundiriam um ao outro se pudessem.

As engrenagens mal lubrificadas da máquina de lavar irrompem o silêncio, rugindo em fúria dentro do cômodo minúsculo como se mantivessem uma besta de sangue na lavanderia e, com mais um tranco, faz o casal bater as testas quando se inclinam ‘prum beijo

— Haaah… Pfffft… é terrivel mesmo, hhhmNg… sexta nós vamos atrás de uma nova, pode ser? – Convida Aguiar, plantando um beijinho suave na têmpora do outro

— Hnnng, nem é taãao ruim assim… eu dou meu jeito… Ah! mas deixa tua sexta livre, ok? talvez eu tenha outros planos…

BEEP BEEP BEEP BEEP

A máquina apita ao fim do ciclo, só mais 5 desses e o demônio do dia-de-lavar-roupas será derrotado e, por algum motivo, Juan mal pode esperar pra ter lençóis limpos e cheirosos de novo.




Series this work belongs to: