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Characters:
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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-01-20
Updated:
2026-01-20
Words:
1,098
Chapters:
1/?
Comments:
3
Kudos:
14
Bookmarks:
1
Hits:
228

Lábios de licor

Summary:

Após acordar de mais um pesadelo Jasper é confortado por Pomba

Notes:

Oii oii é minha primeira vez postando uma fic aqui no Ao3 então espero que gostem, além disso sou horrivel com diagramação de diálogos então desculpe se ficar confuso alguma hora e sim! essa fic terá mais capítulos no futuro no mais é isso desejo uma ótima experiencia -🦞

Chapter 1: Me acabo nos teus olhos de jabuticaba

Chapter Text

E…Elisa!

É o nome que sai gritado ao desespero dos lábios de Jasper que se levanta sentando na cama a afundando com força, os pulmões ardentes, respiração curta e errática, boca seca, olhos desfocados a roupa grudada ao corpo com um suor frio e uma escuridão macabra são o que cercam o albino que checa os próprios pulsos segurando com força sua pele a marcando com um tom vermelho fraco, parecia não acreditar que estava vivo se sentia afogado em seu próprio corpo, demorava mais alguns segundos para seus olhos se acostumar com a penumbra e finalmente levantava do colchão com delicadeza para não acordar o moreno que dormia manso ao seu lado, andava com passos tímidos até a pequena cozinha de conceito aberto e acendia a luz alaranjada que batia em seu rosto como um trem o acordando de vez mesmo com isso o seu corpo sentia um cansaço primordial, suas mãos passeiam pelos armários achando um pequeno pacote de café extra forte com um pregador na metade que o fechava, o combatente tirava aquilo e colocava duas colheres cheias em um coador já com filtro o posicionando encima de sua caneca, fazia o mesmo com um pequeno pacote de chá para água fria com sabor de gengibre o colocando em um copo comum, o albino odiava café, o gosto amargo que vive em sua boca pelas decepções e auto culpa se intensifica com o liquido porém ele não conseguia parar de beber, talvez pensasse que um dia gostaria do sabor, talvez pensasse que só bebia para ter mais energia durante o dia ou talvez usasse aquilo como uma tortura pessoal afinal ele não merecia um sabor doce como o do chá não depois de falhar tantas vezes, não depois de decepcionar sua equipe, não depois de deixar o Rafa morrer não depois da Eli-

— Jas volta pra cama

Seus pensamentos são interrompidos por uma gentil, manhosa e levemente rouca de sono voz junto de duas mãos morenas, pequenas e macias que se entrelaçam em sua barriga em um abraço apertado que fazia o homem soltar uma leve risada

— Desculpa amor eu não queria te acordar - Antes de qualquer outra fala ele sente a respiração quente do rapaz atrás de si contra sua pele fazendo seus pelos quase invisíveis a olho nu se arrepiarem

— Tá tudo bem, só senti falta do meu polar na cama… outro pesadelo?

Uma risada boba seguido de um suspiro saem da boca de Jasper antes de sua fala carregada de marasmo — S-sim mas não se preocupa bobinho você sabe que eu sou for- Ele recebe um beliscão antes de terminar a frase e se vira finalmente tendo a visão de Pomba com a cara amarrotada de sono, os olhos âmbar entre abertos, um biquinho manhoso, cabelo completamente bagunçado e uma roupa cinza que fica um vestido nele — Amor para, você pode se abrir também não precisa ser forte o tempo todo

A frase de Pomba invade as orelhas do albino como um trem, ele não precisava fingir ser forte o tempo todo, não com o amor da sua vida a quem ele enrolou os braços em um abraço de urso levantando o moreno do chão alguns centímetros deixando seus pés balançando buscando equilíbrio enquanto um som de choro travado, engasgado a anos em Jasper decorre como uma avalanche e molha suavemente suas bochechas como um rio de mágoas que se desfaz na roupa cinza que fica com pontos mais escuros, Pomba só segura o combatente e o conforta com carinhos circulares nas suas largas costas traçando os musculos definidos com cuidado como quem tecesse paixão e segurança por cima de cada cicatriz que o tempo abriu. O abraço dura pelo o que parece ser anos até que finalmente o chão de carvalho escuro reencontra os pés descalços do pássaro que olha Jasper com uma galáxia de entusiasmo que brilhava igual ou até mais que o sol

— Eu prometo estar aqui pra sempre amor, nunca vou largar sua mão ok

— O-Obrigado…

Qualquer frase posterior era cortada por lábios macios e quentes que selavam um beijo quieto carinhoso e demorado, a sala parecia se fechar naquele pequeno momento, um amor tão puro genuíno e belo que poderia ser emoldurado como uma pintura clássica até a falta de ar chegar quebrando ele como uma tempestade após um dia de sol

— Pomba… a-aprendeu isso aonde?

— Com você bonitão - Seus lábios curvaram em um divertido sorriso que escondia ousadia propositalmente retrucando o apelido que Jasper utilizou no hexatombe — Comigo? mas eu sou tão burrinho e inocente - Todo aquele medo e tristeza são substituídos por um ar de delicadeza, cuidado e flerte

— Inocente?- O moreno solta um suspiro brincalhão — Jasper você é o homem mais safado que eu já vi

Assim que ouve isso o grauçá faz um biquinho se fingindo de emburrado mas logo cede segurando a cintura de pomba com firmeza o levantando o que faz o pássaro por instinto subir as pernas e as enrolar por volta daquele corpo massivo. Com passos lentos que parecem propositais como uma provocação Jasper anda até o quarto colocando Pomba contra o colchão

— Vai dizer que eu não sou inocente? eu nunca fiz nem nada de mais pra você falar isso… eu só… gosto de passar a mão pelo seu corpo - Os dedos precisos do albino começam a passear pelas curvas de Pomba como um navegador experiente descobrindo os sete mares, o contraste entre a pele alva azulada e o tom terracota causado pela sombra era como a oitava maravilha do mundo naquele momento, a pressão sempre no momento certo que moldava todo o corpo do passarinho faziam Jasper parecer um escultor renascentista fazendo sua obra mais pela, sons agudos de prazer saem dos lábios de Pomba ecoando e enchendo aquele pequeno cômodo

— Jas…

— O que foi amor, gosta de como eu te toco? - A frase sai ladina como uma faca de emprazamento acertando diretamente o baixo ventre de Pomba que só acena que sim em um ato de vergonha onde qualquer palavra sairia gaguejada — você quer que eu te toque mais? - Novamente o mesmo aceno tímido, Jasper balança a cabeça e solta uma risada com gosto de volúpia, sua mão livre abre uma gaveta e de dentro puxa uma camisinha que logo toma um tapa de Pomba derrubando-a no chão fazendo as pupilas do albino dilatarem ainda mais

— Eu quero sentir você por completo Jas…

Essa foi a frase que inundou o resto de razão que o albino tinha dentro de si com os sentimentos extremos. Pomba queria ele e Jasper daria tudo de si para Pomba.