Work Text:
Jean era novo nisso de relacionamento. Sobre certas questões, ele se sentia a vontade para tirar dúvidas com Renee e Jeremy, mas, em outras… ele não sabia para quem recorrer.
Então, ele acabou recorrendo a Neil. O que não foi uma decisão muito inteligente, diga-se de passagem, já que ele também não era tão experiente quando o assunto é sexo. Além de demissexual seu primeiro relacionamento foi com Andrew, com quem está até hoje. Kevin entrou um pouco depois, após muitas discussões e receios. Apesar da esquisitice, os três até que davam certo.
Jean não conseguia entender como o relacionamento deles funcionava, já que eram três pessoas tão... problemáticas. Para não dizer algo pior. Mas Neil sempre era acolhedor consigo, respondendo de acordo com o que vive com seus parceiros. E toda, literalmente toda vez que Jean o perguntava algo assim, Neil se propunha a ensiná-lo com um tom de voz suspeito e um sorriso mais suspeito ainda.
— Se você quiser que eu te ensine como se faz, eu ensino — Neil diz isso mais uma vez, dando de ombros.
— E como você vai me ensinar isso? — Jean questiona com as sobrancelhas franzidas. Neil sorri ainda mais.
— Ah, você sabe. Da mesma maneira que eu te ensinei a beijar…
Jean sempre se impressionava com a falta de vergonha e noção de Josten, mas dessa vez ele sentiu seu cérebro entrar em pane. Sim, foi Neil quem o ensinou a beijar depois de tanto tempo… como poderia esquecer disso?
Andrew, Neil e Kevin ainda não era uma coisa só na época, mas estavam prestes a se tornar. Kevin tentava se aproximar de Jean de todas as formas, mas ainda havia uma barreira de insegurança e medo que os separava. Neil foi quem trouxe refúgio ao Jean e o fez perceber o que realmente queria.
— Eu nunca sei se você está falando sério… — Jean sussurra em francês.
— Eu estou — Neil responde no mesmo idioma. Jean o encara por alguns segundos, esperando que ele negasse ou dissesse que era uma piada – mas nada aconteceu. — Eu realmente posso te ensinar, Jean… eu não sei se sou o melhor, mas eu sei que Kevin e Andrew gostam.
— K-Kevin e Andrew… e eles? — Jean pergunta temeroso. Neil estava os traindo ou isso era parte do relacionamento descompensado dos três?
— Eles sabem que eu te quero tanto quanto eu sei que eles também fariam o que estou fazendo — Neil murmura, aproximando-se lentamente de Jean. Seus olhos bizarramente azuis o encaravam como se estivessem cobertos por uma névoa de desejo. — Eu sei que você sabe que Kevin te deseja. Você só não tem coragem de encará-lo dessa forma ainda por tudo o que passaram, já eu… eu nunca fui nada além de uma promessa vazia para você. Apesar do que eu quero, eu não irei forçá-lo a nada. Eu posso seguir o ritmo que você preferir, mas pararei assim que você me pedir.
— Josten… — Jean estava confuso, ao mesmo tempo que sentia uma vontade quase incontrolável de puxar Neil para seus braços, sua cabeça criava mil motivos para não fazer aquilo. — Eu… eu preciso pensar. Eu posso te ver amanhã?
— Tudo bem — Neil respondeu, sentando-se ao lado do outro. Ele olha para o teto enquanto diz: — Vou aproveitar para conversar com Kevin e Andrew.
Jean assente e se levanta da cama, esperando Neil fazer o mesmo para guiá-lo para fora do quarto. Neil o acompanha até a porta do apartamento aonde ele vivia com seus parceiros e sorri quando vai se despedir.
— Até amanhã, Moreau — ele diz em francês.
— Até amanhã, Josten — Jean o responde na mesma língua. Ele olha por mais alguns segundos para o ruivo e depois se vira para ir embora.
[…]
Quando Jean toca a campainha no outro dia, ele está completamente ansioso. Depois de passar a noite inteira pensando no que fazer, Jean decidiu ceder à sua própria vontade. A imagem criada por sua própria mente do ruivo deitado em sua cama, totalmente nu, sendo tocado e estimulado por Kevin e Andrew o atiçava. Pela primeira vez depois de tanto tempo, Moreau levou a mão até a sua ereção e bateu uma punheta até gozar.
A sensação de prazer era tão diferente que sentiu que iria perder o ar. O calor na boca do estômago, o frio subindo pela coluna, as bolas inchadas de porra, o pau pulsando de tesão. Quando chegou ao ápice, seu corpo tremeu contra a cama e seu gozo sujou suas mãos e corpo.
Deitado na cama, ainda sujo de porra, Jean decidiu que veria Neil no dia seguinte e confiaria em suas palavras.
Quando Neil abre a porta, Jean se depara com o ruivo vestido com uma blusa de moletom branca que parecia o dobro do seu tamanho. Na frente, estava escrito Toca das Raposas e possuía o número de Kevin no time. Jean engole em seco. Neil abre espaço para ele entrar e Moreau passa por ele, entrando no apartamento. Neil tranca a porta e se vira para Jean.
— Cadê… cadê Kevin e Andrew? — Ele pergunta nervoso. Neil sorri e responde:
— Eles saíram rapidinho, já já estarão de volta — Josten caminha em direção ao quarto, sendo seguido por Moreau. Ao chegar na porta, ele olha mais uma vez para o moreno. — Não precisa se preocupar com os dois. Eles sabem o que vamos fazer.
Ele abre a porta do quarto e entra junto com Jean, fechando a porta. Neil caminha até a cama e se senta ali com Jean ao seu lado, que brincava com os dedos pra mascarar a ansiedade.
— Você… você pensou sobre aquilo? — O ruivo perguntou, encarando o colega com seus olhos azuis. Jean não o olhou de volta, apenas concordou com a cabeça.
— Eu… eu quero, mas eu não sei… eles realmente estão concordando com isso?
— Eles estão, Jean — a mão repleta de cicatrizes se aproxima da mão do moreno, mas sem encostar. O corpo de Neil se inclina em direção ao de Jean, sussurrando perto da sua orelha: — Quando eles chegarem, provavelmente vão bater uma escutando a gente.
Apesar do sorriso desavergonhado no rosto, as bochechas manchadas por sardas estavam vermelhas. Jean assentiu novamente, também com o rosto vermelho. Seu corpo tremeu em resposta, o estômago se embrulhando em ansiedade.
Jean virou o corpo na direção de Neil, que esperava sua resposta. A resposta veio como um selinho temeroso nos seus lábios. Neil deixou que ele se afastasse, olhando-o nos olhos para confirmar que queria continuar. Sabendo que Neil não avançaria, Jean puxou-o pela nuca e o beijou mais uma vez. Dessa vez, seu beijo era intenso. Ele beijava o ruivo com todo o desejo que sentia, com todo o tesão que teve que mascarar por tanto tempo. Seu corpo estava quase em cima de Neil, prestes a deitá-lo na cama. As línguas se moviam entre as cavidades com vontade, se esbarrando e se esfregando.
Neil seguia o ritmo de Jean, deixando-o comandar como desejava. Aos poucos seu corpo se deitou contra a cama e Moreau engatinhou por cima dele. Com a coluna inclinada, Jean cobria o ruivo com o próprio corpo. O beijo ficava cada vez mais desesperado, arrancando gemidos de ambos. Neil coloca sua mão contra a barra da blusa de Jean e pergunta:
— Eu posso…? — Jean paralisa por um momento. Ele sabia que, ali em seu torso, estavam as marcas dos anos de tortura que viveu com os Corvos. Pela primeira vez, se preocupou ao ter que expor essas cicatrizes. — Não se preocupe com isso. Nós somos iguais nesse aspecto, não é?
Seu comentário automaticamente acalmou o coração de Jean. Ele analisa cada cicatriz no rosto sardento, cada marca de sobrevivência aos ataques dos Corvos e do seu pai. Jean puxa sua camiseta para cima, revelando sua pele pálida e repleta de cicatrizes. Os olhos azuis escaneavam sua pele composta também por algumas pintas. Jean conseguia reparar no ódio em seus olhos, mas também percebeu a luxúria.
— Você é lindo, Jean — Neil sussurra, sua mão chegando perto do corpo forte sem realmente encostar. Ele olha para o moreno, esperando uma confirmação. Jean segura a sua mão e a coloca contra o próprio peito. Neil nota a diferença do tamanho das mãos dos dois. Não considerava sua mão pequena, mas a de Jean era grande e forte, além das veias que chamam a atenção. Apesar de Jean ter colocado sua mão no seu peito, Neil não a tirou dali. Ele apenas inclinou o corpo para cima e alcançou os lábios de Moreau, iniciando mais um beijo.
Apesar da vontade, este beijo era calmo e profundo. Neil controlava o ritmo, mas estava suscetível a qualquer movimento que Jean fazia. O moreno colocou as mãos na blusa de Neil e o encarou, desvencilhando-se do beijo. Entendendo o que ele queria, Josten puxou a blusa de moletom para cima, exibindo seu corpo marcado por diversos momentos de agressão.
Jean reparou em cada detalhe. As sardas que pintavam dos ombros até o começo do peito, os músculos não muito marcados, mas trabalhados pelo treino intenso e corridas constantes. Quando seus olhos captaram uma pequena marca de mordida roxa entre seu pescoço e seu ombro, seu corpo inteiro estremeceu. Essas mordidas tinham um outro significado para Jean e, apesar dele saber que isso não se aplicava às outras pessoas, não podia controlar seus pensamentos. Aos poucos sentiu a ansiedade se instalar no seu âmago, mas Neil a impediu pressionando mais a sua mão. Ela ainda estava contra o peito de Jean, no mesmo lugar que ele a havia deixado.
— Não se preocupe. Está tudo bem comigo — Josten sorriu minimamente e, pela primeira vez, seu sorriso não assustou Jean por parecer com uma expressão maníaca. Dessa vez, expressava um sorriso calmo de quem tinha certeza e confiança no que dizia. Moreau leva a ponta dos dedos para a grande cicatriz de ferro de passar, sentindo a textura diferente. Depois, ele traça a marca de tiro no peito que parecia muito maior do que deveria. Provavelmente o cuidado na cicatrização não foi o dos melhores, conhecendo a história de Neil. Seus dedos traçaram cada uma das cicatrizes e, de alguma forma, Jean se sentiu mais calmo. Ao chegar perto da cintura de Neil, Jean retirou a sua mão e segurou a do ruivo que estava no seu peito, passando-as pelas próprias cicatrizes. Quando os dedos esbarraram contra a barra da calça preta, os dois se olharam.
Por alguns segundos, nenhum deles se moveu. Neil o olhava com curiosidade e Jean estava receoso. Ele já sentia o seu pau apertar sua calça, completamente ereto apenas por sentir esses toques tão cuidadosos.
— Jean, sim ou não? — Neil pergunta em voz baixa. Jean o encara e olha para a calça dele, percebendo a leve elevação por baixo do moletom.
— Sim — ele responde. Neil levanta o corpo, ficando de joelhos na cama junto com Jean. Sua mão desce, por cima da calça, até a ereção do moreno, tocando-a com tanta leveza que, se Jean não estivesse tão imerso naquele momento, não o sentiria. Os dedos se apertam ao redor do comprimento, esfregando por cima do tecido.
Jean fecha os olhos, prendendo o ar por alguns segundos. Seu estômago se aperta em um nó e ele sente o pau pulsar. Neil também o sente, já que ele levanta os olhos no mesmo momento. Encarando-o, Neil passa a masturbar o membro por cima da calça, seus olhos azuis capturando cada reação do colega. Percebia seu corpo arrepiar, a barriga se contrair, os dentes morderem o lábio inferior, os olhos cinzas lutarem para permanecerem abertos para ver o que ele fazia.
Neil leva as mãos ao botão da calça e a desabotoa, descendo o zíper com uma lentidão torturante. Ele desce a barra da calça até ser impedido pela posição em que Jean estava sentado, então olha para ele num pedido para que ele levante os quadris. Jean o obedece, deixando que o ruivo puxe sua calça para fora do seu corpo e a jogue em algum canto do quarto.
Ele percebe o olhar sedento do pequeno problemático focado em sua ereção, marcada e manchando a cueca branca. Era possível ver todo o comprimento através do tecido fino, e havia uma mancha molhada feita pelo pré-gozo que vazava da sua uretra.
— Porra, Jean… — Neil sussurra, aproximando o rosto do seu pau. Ele lambe os lábios, como se estivesse maluco para colocá-lo na boca. — Eu posso?
— O quê? — Jean pergunta, apesar de saber a resposta. Ele ainda estava inseguro e queria ser reafirmado várias e várias vezes.
— Eu quero muito chupar o seu pau. Eu posso? — A fala sem vergonha de Neil causa um leve engasgo na garganta de Jean. Ele apenas concorda com a cabeça, sentindo suas bochechas arderem.
Josten abaixou mais o rosto até encostar no cacete e o lambeu por cima do tecido. Um grunhido foge de Jean ao encarar os olhos azuis de volta. Ele chupava o pau por cima do tecido com uma devoção que Jean nunca havia experimentado, desejando cada pedaço e aproveitando cada reação. O pau pulsava dentro da cueca, tão excitado que sentia babar porra em sua pele.
Quando Neil finalmente retirou sua cueca, Jean viu um sorriso tão grande que chegava a ser obsceno. Ele era grande, ele sabia, mas isso nunca havia importado muito. Mas, para Neil, parece que é algo muito bom.
Ele leva suas mãos cheias de cicatrizes no pau duro, masturbando-o devagar. Trazendo seu rosto para perto de Jean, ele o dá mais um beijo enquanto punheta o seu cacete. Moreau se segurava para não gemer, sentindo o calor tão agradável e uma confiança se estabelecer.
Neil se afastou minimamente, esticando o corpo para abrir a gaveta da mesinha de cabeceira. De lá, ele retira um tubinho. Sua outra mão ainda segurava seu membro, como se recusasse a largá-lo. Quando retorna, ele beija Jean mais uma vez.
— Eu tenho que me preparar pra você, você quer me ajudar?
Os olhos de Jean se arregalam e ele vê Neil se deitar ao seu lado. Ele concorda com a cabeça rapidamente, quase desesperado, e se aproxima.
— Então tira a minha roupa.
Moreau concorda, puxando a blusa para cima com uma lentidão torturante. O que ele vê por debaixo do tecido o faz arregalar os olhos cinzas mais uma vez.
Apesar de não possuir gordura nos peitos, Neil usava um sutiã branco rendado. A vestimenta se contrastava estupidamente bem contra sua pele bronzeada e suas cicatrizes, dando um ar de delicadeza no meio da brutalidade que lhe foi cometida. O tecido era tão fino que Jean conseguia ver os mamilos se esgueirando pela renda, completamente duros.
Moreau sentiu seu pau vazar ainda mais e isso não passou despercebido pelo olhar atentos de Neil.
— Você gostou? — Ele perguntou em um tom quase inseguro. Parecia tão vulnerável que Jean sentia sua barriga dar um nó, controlado por um desejo inexplicável. Jean não o respondeu, mas o toque lento contra a renda e os olhos captando cada partezinha da pele já diziam tudo. Um sorrisinho orgulhoso tomava os lábios de Neil. — Tira o meu short…
Moreau o fez prontamente, puxando a roupa pelas pernas fortes e torneadas. Foi surpreendido pela segunda vez ao ver o quadril escondido por uma calcinha igual ao sutiã, tão pequena que a cabecinha do pau de Neil escapava por cima. As bolas vazavam um pouco pelos lados e Jean precisava ver a parte de trás.
Como se lesse seus pensamentos, Neil virou uma das pernas e se deitou com ela dobrada, enquanto a outra estava estendida. Uma linha branca fina passava pela bunda de Neil, tão pequena que era apertada pelas nádegas grandes. Jean permanece alguns segundos encarando sem dizer um único comentário, apenas sentindo seu corpo queimar de tesão. Neil o observava com um sorrisinho e, levando uma mão para trás, ele segura a mão de Jean e leva até a sua bunda.
O toque de Jean era gentil, desacostumado. Ele colocou as mãos em ambas as nádegas, mas não fez nada além de encostá-las por alguns segundos. Cedendo ao seu desejo, ele as apertou como se fossem uma massa de pão. O gemido contido que Neil emitiu o incentivou a apertar mais as bandas, vendo o tecido da calcinha se comprimir e esconder cada vez menos pele.
— Jean… — Neil resmunga e alcança o tubo de lubrificante, entregando ao Jean. O moreno o olha confuso e Neil volta o seu corpo para a posição que estava antes, deitado de costas e com as pernas abertas.
Neil puxa a calcinha para o lado e sua entrada fica à vista, bem a frente de Moreau. O moreno lambe os lábios encarando o buraco, mas não faz nada, apenas aperta as nádegas e as puxa para lados contrários para ver o buraquinho se esticar. Só depois de um tempo, Neil diz:
— É só encher seus dedos de lubrificante e entrar com cuidado. Coloca só um primeiro, depois coloca os outros. Eu acho que três… é o suficiente.
Jean assente e faz o que Neil disse. Ele enche os dedos de lubrificante e encosta a ponta deles na entrada apertada, esfregando o lubrificante ali. Ele pressiona a pontinha do dedo do meio na entrada, entrando devagar. Ele vê a sobrancelha de Neil franzir e ele questiona se deve continuar ou não.
— Continua… mete até o final.
O comentário excitou Jean, que voltou a meter o dedo até onde pôde e depois o deixou parado ali dentro. Quando Neil mexeu o quadril, Jean puxou um pouco e entrou mais uma vez. Um gemido esganiçado ecoou pelo quarto.
— Mete mais um pouco e coloca outro dedo…
E assim Jean o fez. Seu dedo ia e vinha com facilidade pelo lubrificante. Quando achou que Neil estava perto demais, puxou o dedo até deixar só a ponta dentro e enfiou outro. Com a mesma lentidão, Jean esperou o ruivo se acostumar. Depois, ele adicionou mais um dedo. Com três dedos dentro, os gemidos de Neil eram agudos e ele agarrava o lençol com força.
— I-Inclina o dedo para cima quando estiver dentro.
Apesar de estar meio confuso, Jean obedece. Assim que ele o faz, Neil solta o gemido mais alto dessa noite, seus dedos dos pés se apertam e ele arqueia a coluna. Jean continua a foder aquele mesmo lugarzinho, observando a reação de Neil. Ele se remexia contra a cama. Ao mesmo tempo que parecia se distanciar, ele também se fodia em seus dedos. Seus gemidos se tornaram frequentes e uma poça de pré-gozo se formou em sua barriga.
— Jean, para — Neil pede e Jean para imediatamente, retirando os dedos do interior. Percebendo a reação assustada do colega, Neil se senta na cama e tenta acalmar a própria respiração. — Eu ia gozar, eu não quero gozar agora.
— Não? Por quê? — Pergunta inocentemente. O ruivo sorri e pega o tubo de lubrificante e segura o pau de Moreau com a outra mão.
— Sim ou não?
Jean suspira e responde: — Sim.
Neil sorri e despeja o líquido no cacete, punhetando-o para espalhar. Voltando a se deitar, Neil abre mais as pernas e segura abaixo do joelho. A visão faz o pau de Jean pulsar mais uma vez, tão sensível que doía.
— Quando você quiser. — O ruivo diz com a voz tranquila. Jean se inclina contra o seu corpo e posiciona a glande na entrada melada, empurrando devagar. Apesar de tê-lo preparado, o cuzinho dele continuava apertado e o pau de Jean o esticava a cada centímetro que entrava. Quando o membro entrou por inteiro, Jean ficou parado, deitado contra o pescoço de Neil.
Neil o puxa para um beijo desengonçado, as línguas se misturando e os dentes se esbarrando sem preocupação. Durante o beijo, Jean começa a movimentar o quadril inconscientemente, tirando apenas um pouquinho e entrando novamente. Seus movimentos eram lentos, mas entrava fundo e alcançava a próstata de Neil com facilidade.
O ruivo separou seus lábios dos de Jean para gemer, suas mãos agarrando os braços do homem grande na sua frente. Jean levanta o corpo e começa a se movimentar mais rápido, suas mãos grandes agarravam a cintura de Neil enquanto ele fodia seu buraco.
— Ah, caralho — Neil murmurou em meio aos gemidos, olhando para baixo. Ele viu o pau grande de Jean entrando em sua bunda, suas bolas batendo logo abaixo.
Jean parecia tão forte naquela posição, as veias em seus braços estavam proeminentes pelo esforço e seu rosto sério o dava um ar ainda mais sexy. Os cabelos pretos ondulados na altura do ombro estavam bagunçados, caindo pelo seu rosto. As várias pintas espalhadas pelo corpo pareciam uma bela constelação.
— Jean… — Neil resmunga. Jean o olha, ainda com o rosto sério, tão diferente do olhar inseguro de antes. O ruivo se afasta minimamente, removendo o pau do seu interior.
— O que foi?
— Eu quero gozar em outra posição — e então ele se vira de costas para Jean, abrindo as pernas e colocando os cotovelos contra o colchão. Moreau lambe os lábios ao ver a entrada vermelha e esticada, toda suja de gozo e lubrificante. Jean segura uma das nádegas de Neil e encaixa o seu membro no buraco, penetrando-o. Neil geme manhoso, colocando os braços embaixo do rosto como se fosse um travesseiro e murmura: — Seu pau é tão grande, Jean… ele entra tão fundo desse jeito…
Jean geme rouco, acelerando os movimentos contra Neil. O barulho dos quadris se batendo era alto e ecoava pelo quarto, e provavelmente pelo apartamento inteiro. Além disso, Neil gemia alto em meio aos rosnados que soltava, junto com alguns elogios ao colega.
Jean pensa em Andrew e Kevin, se eles estavam no apartamento, se eles estavam ouvindo tudo aquilo e como estariam reagindo. E se eles ficarem putos? E se eles ficarem chateados? E se… eles estiverem se masturbando agora como Neil havia insinuado?
O pensamento o faz rosnar, fodendo o buraco de Neil com ainda mais força. Em algum momento Jean rasga sua calcinha, tendo mais liberdade para meter no cuzinho. Neil solta um gritinho que se derrete em um gemido deleitoso misturado com uma risada. Ele olha para trás, seus olhos azuis com uma névoa de tesão se encontrando com os olhos de Jean.
Neil estava com os cabelos ruivos bagunçados, o sutiã em seu peito estava levemente para cima, a renda estimulava o seu mamilo a cada vez que Jean estocava e seu corpo ia para frente. Ele parecia como um gatinho desgrenhado, mas havia algo parecido com um sorriso no seu rosto.
Quando Jean sente que está perto do ápice, ele começa a foder mais devagar e mais fundo, o sorriso de Neil se desmonta e ele começa a gemer sôfrego.
— Jean, eu vou gozar… hmmm, porra — ele murmurava com a fala embargada, parecendo até estar bêbado. Seu cuzinho apertava a piroca de Jean e seus olhos se reviravam toda vez que sua próstata era estimulada. Ele sente um calor se formar em sua virilha e o orgasmo o alcançar. Seu corpo se contrai e ele libera jatos de porra contra a cama, gemendo como um louco.
Jean não sabia o que fazer, mas sentia que iria gozar toda vez que o cuzinho apertava seu pau. Quando Neil pareceu se acalmar do orgasmo, Jean voltou a se mover com rapidez, buscando o seu orgasmo. Neil estava despencado na cama, gemendo e apenas mantinha suas pernas em pé porque era segurado por Jean como um bonequinho.
E então Jean sentiu. Seu corpo inteiro se esquentou, suas bolas se apertavam e ele sentia como se o seu corpo estivesse ficando mais leve. Sua visão ficou turva e, puxando as costas de Neil contra o seu peito, ele gozou em seu interior. A cabeça de Neil estava encostada em seu ombro, a diferença de tamanho nessa posição era ainda mais aparente. Jean parecia enorme perto do corpo pequeno e - no momento - fraco de Neil.
Quando ele se retirou da entrada, Neil soltou um gemido. Jean se sentou na cama e puxou o amigo para o seu colo enquanto ambos controlavam a respiração.
— Você gostou? — Depois de um tempo em silêncio, Neil perguntou. As bochechas de Jean ficaram avermelhadas e ele respondeu:
— Sim.
