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it's my right to be hellish | Tradução PT-BR

Summary:

Hermione quer deixar Lucius com ciúmes. Smut acontece na sequência. Continuação de Smile Like You Mean It.

Hermione x Lucius

Notes:

Esta história é uma tradução autorizada de it's my right to be hellish, escrita por slouchbeanie75. Todos os créditos pertencem à autora original. Esta tradução foi realizada com o objetivo de tornar a leitura acessível ao público brasileiro.

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(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Tudo tinha começado por algo que, talvez, em retrospecto, não fosse tão importante assim.

Eles estavam deitados na cama de Lucius em uma manhã lenta de domingo, lendo suas respectivas literaturas e comendo croissants amanhecidos que Hermione trouxera do café no fim de sua rua. Tinham espalhado migalhas absolutamente por toda parte, e ela vinha provocando-o sobre a bruxa que trabalhava no Transporte Mágico.

"Ela nunca fala comigo," Hermione disse, incisiva, deitada de bruços e limpando lascas de croissant das páginas de seu romance. "Mesmo quando estou bem ali. Ela simplesmente diz 'ah, Lucius, você está com uma ótima aparência' e é irritante —"

"Querida," Lucius disse, erguendo os olhos do jornal com um sorriso irônico, "eu trabalho com ela. Não posso exatamente mandá-la se foder, posso?"

"Ah, aposto que você gosta," Hermione zombou. "Você adora quando ela coloca a mão no seu braço e ri das suas piadas e diz que você está com uma ótima aparência."

Ele baixou o jornal, lançando-lhe um olhar curioso. "Você está com ciúmes?"

Hermione o encarou. "É claro que estou. Você não estaria?"

"Não," Lucius disse, indolente. "Eu não sinto ciúmes."

Hermione se sentou ereta de repente. "O quê? Sente, sim. Como assim você não sente ciúmes?"

"Não sinto."

"Você tinha ciúmes de Ron quando começamos a namorar."

"Eu não tinha," disse ele, com uma calma absolutamente enlouquecedora, "e nós não estávamos realmente namorando naquele momento. Estávamos fingindo."

"Ranho de trasgo," ela exclamou, e ele revirou os olhos cinzentos. "Você precisa sentir ciúmes."

Ele olhou para ela com uma superioridade tão presunçosa que chegava a ser insultante. Nem importava que ele estivesse sem camisa, usando os óculos de leitura e sem ter feito a barba, e que, em qualquer outro cenário, ela teria subido em cima dele. "De quem eu teria que sentir ciúmes?"

E Hermione não conseguira deixar aquilo para lá.

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"Só para constar," Neville disse, fixando nela um olhar duro enquanto bebia chá à mesa da cozinha, "acho que isso é uma péssima ideia."

"Acho que é genial," Ginny disse, enfiando um pedaço inteiro de torrada com Marmite na boca.

Neville olhou, inquieto, para Ginny e depois de volta para Hermione, como se dissesse, viu?

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Talvez o vestido que ela usara na festa de Natal em Julho tivesse sido um pouco decotado.

Certo, tinha sido muito decotado, mas, com toda honestidade, Lucius não parecera se importar. Na verdade, pelo modo como ele a beijara, ela havia deduzido que ele gostava bastante.

"Não," ela disse com firmeza, tentando afastar as mãos dele quando ele agarrou sua bunda, "não podemos nos atrasar."

"Vamos dizer que estou indisposto," ele insistiu, puxando-a para perto e beijando a pele sensível de seu pescoço. "Mandaremos uma coruja dizendo que não consigo sair da cama... Não estarei mentindo..."

Mas Hermione estava determinada a rir por último.

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Tinha corrido bastante bem. O barman flertando incansavelmente com ela fora um bônus inesperado, mas Hermione havia trazido reforços — o homem bonito que continuava se oferecendo para pagar bebidas para ela e rindo de suas piadas era, na verdade, Susan Bones sob os efeitos da Poção Polissuco (elas haviam usado o fio de cabelo de um Trouxa particularmente lindo que tinham visto na John Lewis). Susan não fora nada além de solidária, e mais do que feliz em seguir o plano de Hermione assim que soube que receberia um suprimento interminável de produtos Clinique enquanto Hermione vivesse.

"Se você morrer nos próximos cinco anos, eu vou matar você," Susan avisou. Era estranho ver as expressões de Susan no rosto de outra pessoa, ou ouvir suas inflexões na voz de outra pessoa.

"Vou fazer o meu melhor," Hermione disse enquanto pairavam pelo bar, "certo, agora ria como se eu tivesse dito algo engraçado."

Susan riu obedientemente. "Devo colocar o braço ao seu redor, ou...?"

"Demais. A risada está ótima. Ele definitivamente deveria estar com ciúmes agora. Ele está olhando?" Ela flagrou uma careta que Susan estava fazendo. "O quê?"

"Nada. Isso é saudável e está tudo bem."

Hermione revirou os olhos. "Clinique."

"Certo, certo," Susan disse, nervosa. "E o que exatamente você espera conseguir com isso, Hermione?"

Hermione fingiu pensar a respeito, quando, na verdade, o que queria conseguir com aquilo era a) Lucius admitindo que estava errado, e/ou b) Lucius admitindo que estava errado e implorando para ela ir embora. Isso seria seguido por ele estando tão consumido pelos sentimentos por ela que a jogaria no chão no instante em que chegassem em casa, incapaz de esperar, e a comeria com tanta força que ela conseguiria sentir pelos próximos dias.

Hermione pigarreou, excepcionalmente grata por Susan não conseguir praticar Oclumência.

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Não demorara muito — entre Susan se aproximando de vez em quando para perguntar se ela queria bebidas, o barman flertando com ela, e o vestido decotado, Lucius estivera bastante interessado em ir embora. Ela sentiu o braço dele se envolver ao redor de sua cintura enquanto caminhavam até a lareira que os conectaria à casa dele, puxando-a para mais perto contra o calor dele, o corpo firme sob as vestes. Ela fechou os olhos, inspirando fumaça de madeira e capim-de-cheiro.

Tinham acabado de voltar para a casa dele, cinzas se espalhando pelo tapete, quando Lucius a beijou com uma necessidade tão desesperada que ela sentiu-se desfalecer. As mãos dele estavam em toda parte; seus quadris, seus peitos, sua bunda, e ela retribuiu o favor com alegria, empurrando-o contra a parede da sala de jantar e acariciando sua ereção crescente através das vestes.

"Você se divertiu, querido?" Hermione perguntou, inocente, enquanto ele investia contra sua mão.

Ele não respondeu; simplesmente olhou para ela com os olhos semicerrados, colocou uma mão na nuca dela e a beijou. Hermione tomou aquilo como um sim e deslizou a língua para dentro da boca dele.

Ela não conseguia acreditar que ele estava tão atiçado que não ouvira um único comentário desde que tinham atravessado a lareira. O pensamento a deixou tonta — Lucius, sem palavras? E ela tinha feito aquilo? Podia sentir a vibração do próprio pulso em cada parte de si.

Ela desceu até ficar de joelho, desesperada para deixar sua fantasia do chão ganhar vida, mas Lucius a impediu, puxando-a de volta para cima.

"Quero você na minha mesa," ele sussurrou em seu ouvido, e o estômago dela deu um salto, o sangue martelando em seus ouvidos. Àquela altura, ele poderia ter dito "vamos transar em uma roseira", e Hermione teria topado.

No segundo em que fechou a porta do gabinete atrás de si, toda a urgência pareceu deixá-lo. Ele a beijou devagar, de leve, e sempre que ela tentava acelerar as coisas arrancando suas roupas ou agarrando sua bunda, ele envolvia uma mão em seu pulso e a levava de volta para o lado do corpo.

"Lucius," Hermione implorou, confusa. Ela estava mais do que pronta para uma rodada de sexo apaixonadamente frenético.

"Mm?" foi a resposta dele enquanto beijava seu pescoço, chupando a pele delicada; ela se remexeu contra ele, querendo mais. "O que foi, preciosa?"

Preciosa. Hermione mordeu o lábio. "Um —

"Eu achei que você gostasse de provocar?"

Hermione bufou. "Lucius..."

"Não gosta?" Ele subiu até sua orelha, mordendo o lóbulo. "Você certamente pareceu gostar esta noite."

Ela agarrou as mãos dele, puxando-as para seus peitos. Foi recompensada com um aperto suave, e moveu os quadris contra os dele, sentindo a ereção dele pulsar contra ela. Sentia-se quente demais, desesperada demais, e a sensação de esfregar o clitóris contra o pau dele era perfeita e ainda assim não o bastante —

"Por favor," ela choramingou, e ele agarrou sua nuca, puxando-a para um beijo.

"Não até você me dizer," ele murmurou contra seus lábios, e as mãos dele se foram de novo.

"Dizer o quê?"

"Por que é tão importante para você que eu sinta ciúmes?"

Hermione congelou. "Você não estava com ciúmes?"

"Ah, não, esta noite eu estava," ele disse, amável. "Aquele barman estava amigável demais. Por que você precisava que eu estivesse, no entanto?"

Hermione ainda estava comemorando internamente a admissão dele. "Porque eu fico com ciúmes. O tempo todo."

"Por quê?" Lucius disse, perplexo. "Você é a única pessoa com quem eu quero estar."

Com o coração derretendo diante da expressão dele, ela o beijou. "Eu amo você."

"Eu também amo você, mas deixe-me terminar — você é a única pessoa com quem eu quero estar, apesar do fato de que você é insana."

"Você sabe disso desde que começamos a fingir que namorávamos."

Os olhos dele reluziram. "Suponho que sim. Devo fazer você pagar por isso?"

Em resposta, Hermione subiu na mesa dele, arrancando as próprias roupas. Jogou o vestido no chão, soltou o sutiã às pressas e o arremessou por cima do ombro. Certamente agora ele ficaria mais do que feliz em —

"Vire-se," ele disse, grave, acariciando-se através das vestes.

Ela se moveu para ficar de quatro, comemorando por dentro — sabia que funcionaria, sabia que seria bom —

"Você parecia estar se divertindo esta noite," ele disse, e ela sentiu as mãos dele em sua bunda, apertando suas nádegas.

"Por favor, me fode," Hermione soltou. "Por favor —"

"Hermione," ele arrastou. "Você se divertiu?"

"Eu — hã?"

Ela sentiu o pau dele contra sua entrada, provocando-a. Remexeu-se contra ele. "Lucius —"

"Merlin, você está encharcada. Gostou? De me deixar com ciúmes?"

Hermione lutou contra a vontade de lhe dar um tapa. "Sim."

Ela sentiu a cabeça do pau dele entrar nela. Mal, não o bastante, nem de perto o bastante —

"Mais rápido," implorou, remexendo-se para trás contra ele. "Por favor, mais rápido —"

"Mmm, mas mais devagar é muito mais gostoso, não é?" ele perguntou, e sua mão agarrou os quadris dela, prendendo-a contra a mesa e esmagando prontamente seus esforços de controlar o ritmo. "Aí está."

Em vão, ela tentou se mover contra ele mais uma vez. Ele riu, mais divertido do que qualquer outra coisa. "Há algo errado?" Ele inclinou os quadris dela para cima, saiu de dentro dela e deixou a cabeça de seu pau arrastar sobre seu clitóris latejante. Hermione soltou um gemido baixo, o rosto pressionado contra a madeira fria da mesa dele, as mãos arranhando em busca de apoio em alguma coisa, qualquer coisa, enquanto ele deslizava de volta para dentro dela, mas mal, o idiota provocador —

"Lucius, mais fundo," ela choramingou. Precisava se colocar de volta nos trilhos, ter mais controle. Tentou pigarrear da melhor forma que conseguiu, e olhou por cima do ombro, o rosto queimando. O bastardo presunçoso apenas ergueu uma sobrancelha para ela. Ela poderia ameaçar azaralá-lo. Alguma coisa, qualquer coisa, para —

"Talvez você devesse implorar um pouco mais," Lucius disse, "e talvez eu considere."

Ou ela poderia simplesmente fazer o que ele mandava. Aquela também era uma opção muito boa.

"Por favor," Hermione tagarelou, desesperada por mais, "por favor, ah, por favor, preciso que você vá mais rápido, mais fundo, por favor, me deixe gozar —"

"Sempre com tanta pressa." A voz dele estava mais áspera, mas ainda muito sob controle, enquanto continuava com suas investidas rasas. "Acho que você precisa aprender a ir mais devagar, querida."

Hermione se preparou para a possibilidade agora incrivelmente provável de que aquilo seria uma jornada muito longa, e choramingou.

"Talvez, se você não tivesse sido uma mentirosa provocadora, eu teria fodido você bem rápido, bem gostoso e com força, do jeito que você gosta."

Ela se remexeu com mais força, girando os quadris em círculos apertados — era tudo que o aperto dele permitia. Mordeu o lábio quando o pau dele entrou mais fundo nela, apertando-se ao redor dele, e ele gemeu.

"Sim, mais!" Hermione implorou. Aquilo era tortura — seu clitóris latejava tanto que era quase tudo em que conseguia pensar. "Por favor!"

"Não, agora não," ela o ouviu dizer, quase como se estivesse lembrando a si mesmo, e seu ritmo diminuiu e —

"Mas você quer!"

"Eu sei, mas não consigo me controlar — veja como você me recebe bem. Tão boa garota."

Hermione arfou. "Diga isso de novo!"

"Dizer o quê de novo? Boa garota?"

Havia coisas demais acontecendo em seu cérebro ao mesmo tempo. Tudo aquilo, tudo aquilo de novo, mas seus pensamentos se fixaram em uma coisa. "Você não consegue se controlar!"

Ela o sentiu parar completamente. Ah, não, o que tinha dito? "Ou não!" soltou. "Você não precisa dizer nada disso, eu amo tudo, só continue —!"

Ele saiu de dentro dela e ela teve que morder o lábio para se impedir de uivar. "Não! Não, não, o que você está —?"

Ela guinchou ao sentir a ardência aguda da mão dele batendo em sua bunda, sua boceta se contraindo em torno de nada.

A voz dele transbordava doçura. "Ah, céus. Esquecemos de pedir com educação?"

Malditos modos! Hermione não conseguiu conter o gemido que saiu de sua boca quando ele bateu em sua bunda uma vez, duas vezes mais. "Por favor."

"Hum?" Ela sobressaltou quando a mão dele colidiu com suas nádegas nuas outra vez. "O que foi isso, preciosa? Vai ter que falar mais alto."

"Por favor, Lucius!"

Os dedos dele foram até seu clitóris, circulando-o exatamente do jeito que ela gostava, e ela derreteu. "Mm, tão boa garota para mim quando quer ser. Agora," os dedos dele desapareceram e ela se ouviu choramingar mais uma vez, "o que mais você queria que eu fizesse?"

Seu estômago deu um salto. Não conseguia dizer de novo. Já tinha sido constrangedor o bastante da primeira vez, e as palmadas em sua bunda a haviam deixado um pouco mais coerente. "Eu... você me ouviu..."

Ela sentiu o comprimento duro do pau dele pulsando contra sua bunda enquanto ele se inclinava sobre ela, o peito contra suas costas ao murmurar em seu ouvido: "Você precisa usar suas palavras, querida, ou então não vou saber o que você quer. E eu não posso fazer você gozar se não souber o que você quer."

"Pode, sim!" ela explodiu, furiosa.

Ela o sentiu rir tanto quanto ouviu, antes que ele depositasse um beijo em seu ombro. Odiava o quanto ele a havia deixado fora de si — conseguia se imaginar, de rosto vermelho (e bunda também, supôs), pingando por toda a mesa dele, o cabelo ficando mais frisado a cada segundo, enquanto ele provavelmente sorria com malícia sem sequer suar, provocando-a até que ela não aguentasse mais.

Lá se ia sua ideia de rir por último.

"Tudo bem," ela o ouviu conceder enquanto ele se endireitava, o pau ainda aninhado contra sua bunda, "eu posso, mas não vou. Não até você me dizer exatamente o que quer."

"Você não faria isso," Hermione gaguejou, olhando por cima do ombro, horrorizada. Sua imagem mental dele quase estivera certa — podia ver o suor reluzindo na pele dele, mas ele sorria com malícia exatamente como ela suspeitara que sorriria. "Ah, qual é, você está tão desesperado quanto eu —"

Ele deu de ombros, os olhos reluzindo. "Ah, ficarei feliz de qualquer jeito, querida — se não me disser, vou foder você até deixá-la sem juízo na minha mesa. Mais de uma vez, imagino. Mas vou garantir que você não goze com isso."

A injustiça daquilo tudo fez Hermione reconsiderar azaralá-lo.

Talvez, se permanecesse em silêncio e ele a fodesse até deixá-la sem juízo sobre a mesa, ele não conseguisse cumprir a palavra de não deixá-la gozar — se alguma coisa, Lucius gostava demais de vê-la ter um orgasmo (não que ela estivesse reclamando). Lembrava-se vividamente de alguns meses antes, quando ele lhe dissera para esperar até ter permissão para gozar, e que, se gozasse antes de ele dizer que podia (ela havia gozado), não teria permissão para gozar por um mês. Nem uma semana depois, na festa de aniversário de Draco, ele a puxara para um banheiro na Mansão Malfoy que ela nunca tinha visto antes, erguera o vestido dela até os quadris e a fizera se observar no espelho enquanto sussurrava pura obscenidade em seu ouvido e a dedilhava até ela gozar com tanta força que viu estrelas.

"Mas eu não tenho permissão," ela ficara dizendo, sem ter certeza absoluta se era um teste.

"Esta noite você tem," ele lhe dissera, a voz rouca, cativado pelo reflexo dela, "esta noite você tem porque Papai precisa ver você gozar, precisa ver esse rosto lindo que você faz, é culpa do Papai que ele não consegue se controlar —"

Seu clitóris latejou violentamente com a lembrança e ela teve que se impedir de babar na mesa dele. "Eu..."

"Hum?" Ele investia gentilmente contra a bunda dela, o pau deslizando entre suas nádegas; ela se perguntou se ele fazia ideia de que estava fazendo aquilo.

"Eu quero..." Ela sentiu o rubor subir por seu corpo. Ah, parecia tão idiota pedir, e ele sabia disso.

"Diga-me, preciosa."

Ela apertou os olhos com força. "Se você rir de mim —"

"Vou ter que ouvir primeiro, não vou? Diga-me. O que está deixando você tão molhada quando mal estou tocando em você?"

Ela forçou as palavras a passarem por seus lábios antes que pudesse pensar mais. "Eu gosto quando você diz que não consegue se controlar — perto de mim, tipo — tipo como se eu fosse tão..." Ela não conseguiu terminar, podia sentir-se ficando cada vez mais vermelha a cada segundo.

Ele havia parado de investir. "Você é tão... o quê?"

"Eu só — como se eu fosse boa, como se eu fosse linda e gostosa demais e, mesmo que você quisesse se impedir, não conseguiria —" Hermione cobriu o rosto com as mãos, mortificada. "Eu não sei, eu — isso me deixa tão excitada —"

"Deixa?" Ela ficou chocada ao ouvir o quão rouca a voz dele soava.

Ela engoliu em seco. "Sim."

"Então peça."

Hermione cravou as unhas nas palmas das mãos para não desmoronar. Ela ia matá-lo. "Por favor, diga que eu sou uma boa garota e me elogie e — e diga que você não consegue se controlar."

Ela guinchou, chocada, quando ele a puxou para si, virando-a para que agora estivesse deitada de costas, e ela pudesse ver seu rosto. "Boa garota," ele disse, e entrou nela em um movimento rápido.

Hermione agarrou a mesa em busca de apoio, mal tendo tempo de se ajustar ao tamanho completo dele enquanto ele continuava em um ritmo forte, punitivo, sem se importar em conter os gemidos que escapavam dela. As mãos dele agarravam sua cintura, literalmente movendo-a no ritmo de suas investidas para que ele entrasse o mais fundo que pudesse. "Lucius — ah, porra — mais devagar —"

"Não consigo, preciosa, você é gostosa demais," Lucius disse, os olhos semicerrados enquanto continuava a fodê-la, e o som que ela fez foi diabólico. "Isso, deixe-me fazer você se sentir bem. Boa garota, dizendo ao Papai o que quer. Foi tão difícil assim, hm?"

Ela levou uma mão para baixo, entre eles, para brincar consigo mesma, e ele afastou sua mão. "Eu não disse que você podia fazer isso —"

"Por favor, por favor, isso vai — porra — me fazer sentir tão bem e — ah, sim — eu quero me sentir tão bem para você, por favor —"

Ela viu os olhos dele se fecharem, viu sua mandíbula se tensionar. Graças a Merlin, ela não era a única que estava perto.

Ele se inclinou sobre ela, e o ângulo de suas investidas mudou, deixando-a sem fôlego, e por um segundo ela se perguntou o que diabos ele estava fazendo quando percebeu que ele estava tirando a varinha da bengala, murmurando algo baixinho e —

"Aaah, porra," Hermione conseguiu dizer, olhando entre eles enquanto ele jogava a varinha de volta sobre a mesa; não havia nada fisicamente ali tocando seu clitóris, e ainda assim parecia que ela estava usando seu vibrador favorito — mas na potência mais baixa. Ainda assim, ela ponderou enquanto envolvia as pernas ao redor de Lucius enquanto ele continuava a fodê-la, quem não tem cão caça com gato.

"Eu não deveria ter feito isso," Lucius disse. O cabelo dele finalmente começava a se soltar enquanto se inclinava sobre ela, caindo sobre seu peito e fazendo cócegas em seus seios. "Eu queria fazer você esperar. Mas você sabia que eu faria se me pedisse, não sabia? Sabia que eu não conseguiria dizer não? Que não consigo me controlar quando se trata de você? Diga 'obrigada'."

"Obrigada," Hermione arfou entre as investidas dele, "obrigada, Papai. Posso brincar com meus mamilos, por favor?"

"Boa garota, pedindo primeiro. Ah, você gostou disso, não gostou? Merlin, o modo como você me aperta — eu poderia fazer isso por horas. Gostaria disso?"

"Sim!" Hermione gritou enquanto suas mãos iam para os mamilos, amando cada segundo daquilo. Ele poderia ter mandado que ela lançasse uma azaração para arrancar o próprio cabelo e ela provavelmente teria feito.

"É melhor gostar," Lucius disse, o ritmo acelerando, "porque, nesse ritmo, não vou conseguir me impedir de foder você a noite toda —"

Hermione sentiu os dedos dos pés se curvarem. "Sim, por favor, por favor, continue, continue falando —"

"— não conseguiria me impedir nem se quisesse e, ah," ele sorriu com malícia quando ela gritou, "ah, aí está. Tão boa garota, gozando tão forte."

Hermione estremeceu, fechando os olhos, enquanto os espasmos posteriores de seu orgasmo pulsavam por ela. A vibração em seu clitóris começava a ficar um pouco superestimulante. "Ah, porra, ah — ah, é demais, por favor —"

"Eu sei, querida, mas Papai está impaciente e precisa ver você gozar de novo. Não vai ser uma boa garota para mim?"

Hermione jogou a cabeça para trás, no paraíso. "Você pode gozar dentro de mim, por favor, Papai?"

Ele gemeu. "Hermione —"

"Por favor! Você me fode com tanta força quando está prestes a gozar dentro de mim —"

Ela sentiu o ar ser arrancado de si enquanto ele a penetrava com força, atingindo o ponto exato de que ela precisava, e seu segundo orgasmo de repente estava sobre ela, atravessando-a com ímpeto, e ela sentiu os quadris dele desacelerarem, investirem mais uma vez, antes que ele caísse por cima dela. Ela envolveu os braços ao redor dele. "Eu te amo pra caralho."

Ele riu contra seu pescoço. "Assim espero."

Ele saiu de dentro dela, e ela soltou um choramingo diante da sensação de vazio. Seu clitóris ainda vibrava agradavelmente quando ela se ergueu sobre os cotovelos, tentando recuperar o fôlego enquanto ele pegava a varinha. "Certo... então quem diabos ensinou —"

A vibração em seu clitóris dobrou e ela quase engasgou com a própria saliva. "Lucius —"

"Você pode me dar mais uma," Lucius disse, indolente, os olhos brilhando enquanto enterrava três dedos dentro dela, curvando-os. "Hm? Mais uma, preciosa. Seja uma boa garota e goze nos meus dedos."

"Eu não consigo —"

"Por que não? Isso não é o bastante para a minha boa garota?" Hermione notou-o estendendo a mão para a varinha mais uma vez e balançou a cabeça desesperadamente.

"Lucius, eu —"

A vibração aumentou mais uma vez, quase insuportável, mas bom, tão bom, e entre aquilo, e os dedos dele entrando e saindo dela, e seus gemidos suaves de: "Isso, quase lá. Eu sei que você consegue por mim — Papai precisa ver como você fica linda quando goza nos dedos dele, querida," e ela gozou uma terceira vez, o orgasmo rasgando através dela enquanto movia os quadris furiosamente de novo e de novo, deixando que ele a conduzisse por aquilo.

Finalmente, sentiu os dedos dele deixarem seu corpo, sentiu a vibração em seu clitóris parar, e por um momento apenas ficou ali, deitada sobre a mesa dele, atordoada.

"Quem," ela finalmente conseguiu dizer, "caralhos te ensinou Feitiços?"

 

 

 

Notes:

N.T.: Um último extra para acompanhar esses dois um pouco mais. Mantive a publicação separada, como no original da autora. Obrigada por lerem. ♡

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