Chapter Text
"Cuide bem da casa, A-Ran. Eu e sua tia estaremos de volta em poucos dias." Xue Zhengyong, com sua mala em uma mão e na outra a de sua esposa, se despedia da sobrinha mais nova pois ele e Madame Wang estariam viajando para fora a uma viagem de negócios. Mo Ran ficaria sozinha pela primeira vez.
"A-Ran, se cuide e aproveite esse tempo sozinha," sua tia lhe abraçava calorosamente, pois essa era a primeira vez que ficariam afastadas por tanto tempo - sua voz tinha um tom provocativo, fazendo suas orelhas esquentarem. "Tenha paciência com os criados e não faça nada de extremo, sim?"
"Uhum, eu vou ficar bem, Madame Wang. Cuide-se na viagem também."
Ambos partiram antes do pôr do sol, deixando Mo Ran no casarão acompanhada apenas pelos empregados da família. Ela desceu até a área da cozinha e ordenou quais seriam os pratos para o jantar daquela noite. Prontamente, os responsáveis pela arrumação da mesa correram para colocar os pratos, tigelas e taças na enorme mesa de madeira na sala de jantar e os cozinheiros começaram a cortar os ingredientes para aquela noite.
As mulheres e homens mais velhos já estavam acostumados com os comandos concisos e duros da mulher, contudo, as criadas mais novas pulavam com a voz rouca da Mo reverberando pelas paredes da mansão. Elas tinham desespero transbordando de seus olhos e as mãos ávidas tremiam com a tentativa cumprir as exigências da jovem patroa o mais rápido possível. De fato, a fama de Mo Ran não era das melhores entre os funcionários das casas de famílias ricas, muitos evitavam aplicar seus currículos na residência dos Xue por temor a mais nova da família abastada e tradicional e preferiam tentar a sorte nas famílias de cidades mais distantes.
Logo, aquelas que não estavam na casa há vários anos e tinham entrado na casa após o décimo quinto aniversário da jovem, conheceram uma Mo Ran extremamente temperamental, concisa em suas palavras e tão sincera que deixava as pessoas atônitas com sua ausência de filtro, sendo julgada como cruel e ignorante por suas exigências e pedidos absurdos.
Os rumores sobre Mo Ran se intensificavam a cada ano. Sobretudo, após o ingresso de uma criada em específico na residência Xue: Chu Wanning.
A jovem, além de ser uma empregada nova - apenas 13 meses no cargo -, era mais velha que Mo Ran, porém era tratada com pouquíssimo respeito por parte da mais nova. Chu Wanning recebia palavras cruéis e xingamentos diariamente, enquanto Mo Ran sorria sadisticamente toda vez que via a cabeça baixa e o rosto monótono da mulher se franzindo levemente, contendo em seu peito a raiva que borbulhava na boca de seu estômago.
Quanto mais Chu Wanning apertava os lábios e lhe direcionava olhares severos capazes de intimidar muitos, mais Mo Ran queria provocá-la e arrancar reações daquela face inerte.
Apesar das desavenças entre as duas, a Chu se tornou responsável por atender os pedidos da mais velha, uma vez que a Senhora Wen passou a ser cuidadora exclusivamente de seu tio adoentado pela idade. Mo Ran tinha que aguentar as poucas palavras da mais velha, sua personalidade rígida e sua face imutável extremamente irritante, mas admitia - apenas para si, nunca falaria em voz alta - que ela era a única que cumpria seus pedidos e atendia suas exigências absurdas, como a temperatura correta da água do banho, a quantidade adequada de chá pela manhã, os wontons deliciosos que comia no almoço e muitos outros pedidos específicos que, se não fossem feitos corretamente, acabavam com o bom humor da mais jovem da família Xue e a deixavam mil vezes mais cruel com os empregados.
Além disso, Chu Wanning era a única que aguentava as palavras impiedosas e punições atrozes de Mo Ran sem chorar copiosamente - e, apesar da Mo gostar de ver algumas lágrimas, ela passou a preferir muito mais o desafio de provocar Wanning de todas as formas possíveis. Assim, a conveniência de ter a mais velha como sua servente era maior do que o confronto que existia entre elas.
Na noite da partida de seus tios, Mo Ran jantou sozinha na enorme sala de jantar, exigindo que Chu Wanning preparasse vários wontons e buscasse dois jarros de vinho de flor de pera na adega do casarão. A mais velha o fez, porém com o rosto franzido em irritação por ter que fazer wontons pela terceira vez no dia e descer as longas escadas até a adega para buscar a bebida alcóolica de sua senhora.
Além disso, teve que acompanhar Mo Ran enquanto ela jantava, ajoelhada ao seu lado e derramando o vinho fragrante no copo da mais nova sempre que ela pedia. Seu próprio estômago roncava com o cheiro delicioso que vinha dos pratos feitos com ingredientes de alta qualidade, e Mo Ran comia fervorosamente, fazendo barulho desnecessário e comendo sem o mínimo de etiqueta - finalmente, livre de Madame Wang e seus conselhos de como se comportar como uma dama à mesa.
Wanning já se sentia fraca após tantas horas sem comer, sua última refeição foi o almoço e mal teve tempo de terminá-lo, pois Mo Ran estava exigindo que ela fosse até a biblioteca para organizar seus materiais de estudo. Sua barriga doía e ela tinha suas mãos trêmulas e esbranquiçadas, contudo, a mais nova não percebeu e continuou pedindo que ela enchesse seu copo, mastigando e bebendo como se não houvesse amanhã. Chu Wanning ergueu a pesada garrafa de porcelana branca e reluzente, cheia até a metade de vinho forte e sofisticado, a ponta de seus dedos estavam brancas tamanha era a força que ela usava para segurar o objeto com os braços fracos e a visão turva.
Ela vacilou e esbarrou no copo erguido de sua senhora, derramando o líquido transparente na mesa de madeira nobre e no colo de Mo Ran, encharcando o tecido fino e caro da calça dela. Como se não bastasse, suas mãos ficaram molhadas também e o jarro redondo escorregou de suas palmas, derramando na blusa branca e cheia de babados da mais nova, logo depois caindo no chão e se quebrando em inúmeros pedaços.
Tudo aconteceu tão rápido que Chu Wanning sequer demonstrou alguma reação, assistindo a situação se desdobrar em câmera lenta e tentando conter seu próprio corpo ereto apesar da fraqueza que puxava seu corpo para baixo. Porém, seu coração pulou algumas batidas ao perceber a nuvem escura que se formava acima da cabeça de Mo Ran.
A mais nova tinha a cabeça baixa, o copo de porcelana ainda em suas mãos e parado no ar, agarrando-o com tanta força entre seus dedos que poderia rachar a qualquer momento. Ela respirava de forma ofegante, seus ombros se erguendo e seu peito subindo e descendo com força, enquanto ela encarava a bagunça em seu colo e o tecido encharcado em seu busto.
As orelhas e pescoço de Wanning queimavam em vergonha ao perceber a bagunça que fez, sobretudo a blusa branca - agora, transparente - de Mo Ran, revelando as curvas dos seios da mais nova e a pele bronzeada antes escondida.
Com um baque grave, Mo Ran bateu o copo na mesa com força, fazendo as louças chacoalharem na mesa e baterem uma contra as outras. Chu Wanning quase recuou do impacto, apenas fechando os olhos e deixando as mãos entrelaçadas fortemente em seu colo, ainda sentindo como se fosse colapsar de fome ou nervosismo.
"Chu Wanning, sua incompetente!" Mo Ran vociferou, suas mãos fechadas em punhos fortes sobre a mesa, advertindo que poderiam atingir a mais velha a qualquer momento. Essa não seria a primeira vez que ela seria batida, e Wanning sabia que não adiantava balbuciar desculpas ou implorar nos pés dela como outros criados faziam - isso só a deixaria mais cruel, de qualquer forma.
"Suba. Prepare meu banho. Separe minhas roupas de dormir e, então, veremos o que farei com você."
"Sim, senhora." Foi tudo o que ela disse - o suficiente para não irritar Mo Ran ainda mais e demonstrar respeito ao mesmo tempo.
Obviamente, Mo Ran não sairia tranquilamente da sala de jantar, assim, ela jogou o copo de mais cedo na parede, perdendo por poucos centímetros a cabeça baixa de Chu Wanning e fazendo cacos voarem por todo lado. Ouvindo toda essa comoção, outros empregados correram para a sala de jantar, catando os restos do copo e tirando os restos de comida e vasilhas de cima da mesa.
Wanning já conseguia ouvir os cochichos dos outros funcionários e como eles a julgavam constantemente, comentando como não entendiam o porquê de ela ainda ter um lugar na residência Xue se seu trabalho era tão incompetente, criticando sua personalidade reservada e concisa e murmurando idiotices sobre como ela se achava superior por ter tomado o posto de servente exclusiva de Mo Ran.
Ela se ergueu do chão com o resto de dignidade que tinha, suas mãos grudentas com a bebida derramada mais cedo e seu estômago ainda rugindo de fome. Uma vasilha com três wontons estava ainda a sua frente, esquecida por Mo Ran durante o seu surto violento. Os bolinhos que ela fez com tanto cuidado estavam esfriando e provavelmente seriam comidos por algum dos criados.
Mas, não, aqueles wontons eram apenas para Mo Ran, só ela poderia comê-los porque eram feitos por Wanning. Ela mesmo disse isso. Pensando nisso, a Chu pegou o pequeno prato e levou-os junto até o quarto da outra.
No caminho, levou a água morna num balde para preparar a banheira de Mo Ran. Ela a aguardava na varanda do quarto, seus lábios envolviam um cachimbo longo e sopravam a fumaça contra a brisa da noite. Chu Wanning esperava que até a hora de sua punição, ela estivesse mais calma e que os wontons que trouxe pudessem apaziguar sua raiva.
Sem mais delongas, encheu a tina de madeira com a água, derramando os óleos medicinais e aromáticos que sua senhora exigia. Separou as toalhas e a escova para pentear os cabelos de Mo Ran, preferindo banhá-la o mais rápido possível e dar fim a essa tortura de uma vez.
"Senhora Mo, o banho está pronto." Wanning chamou, o olhar fixado no chão e suas mãos juntas na frente do corpo, mas assim que a mais nova passou por si em direção ao banheiro, ela desfez a postura obediente.
Mo Ran retirou suas vestes ao lado da banheira, jogando os panos finos no chão como se não custassem nada, obviamente para fazer Wanning agachar-se para juntar a blusa costurada à mão e a calça de linho. Ainda desnuda, Mo Ran virou o corpo deixando o rosto de Wanning queimando de vergonha com a imagem de pernas longas e bronzeadas, coxas fartas e torneadas, além da sombra triangular escura abrigada entre elas.
Mo Ran tinha um sorriso de lado rasgando seus lábios ao notar a vermelhidão que pintava a pele pálida de sua criada. A mais nova sabia o que sua falta de pudor causava nas empregadas responsáveis por seu banho e suas vestimentas, porém, as reações de Chu Wanning eram impagáveis e suas preferidas. Além disso, a mais velha parecia ser demasiadamente inocente e desviava o olhar a cada vislumbre da pele de Mo Ran - diferente das outras criadas que tentavam ser discretas ao encararem o corpo que a mais nova da residência Xue, brigando entre si para decidir quem banharia a Mo e quem vestiria suas roupas. Sim, ela já as ouviu debatendo sobre isso antes de adentrarem seu quarto.
Ela entrou na banheira e deixou que Wanning segurasse seu cabelo longo, as madeixas encaracoladas e castanho-claro formava uma cortina na beirada da banheira funda, contrastando ainda mais com a pele alva da mão da Chu - seus dedos finos e longos engataram em alguns nós e logo a empregada se pôs a pentear com cuidado os fios.
Mo Ran relaxou o pescoço na borda da banheira, o aroma delicioso do óleo de lavanda na água morna intoxicava seus sentidos. Ela ousava até dizer que a raiva que estava sentindo por ter sido banhada por álcool durante o jantar se dissipava lentamente, aliado a isso, os dedos de Chu Wanning em seu couro cabeludo estavam tirando quaisquer pensamento presente em sua mente.
Ela sorriu pequeno ao lembrar quão desajeitada a mais velha era quando começou a trabalhar. De fato, seus esforços para discipliná-la não foram em vão, uma vez que a Chu se tornou sua criada exclusiva tamanhas eram suas habilidade no presente.
"Não demore, Wanning. Não adianta prolongar meu banho para evitar sua punição. De uma forma ou de outra, você será disciplinada pelo erro de mais cedo." Claro que Mo Ran não se tornaria boazinha com Wanning de uma hora para outra. Muito menos por ela deixar de ser uma empregada inútil e fazer o seu trabalho direito. Isso não era mais do que sua obrigação e um de seus deveres, também, é receber de bom grado o que sua senhora lhe oferecesse - seja comida, vestimentas, moradia ou punições.
Como se a mais velha estivesse lendo seus pensamentos, o estômago de Wanning roncou alto, o barulho claro e audível no silêncio do cômodo. Mas logo esse barulho foi substituído pelo vacilar da respiração de Wanning ao ser chamada atenção. A criada murmurou em afirmação e até cogitou justificar para a mulher que ela estava fazendo as coisas como sempre fazia, mas achou melhor não testar o humor da outra. Afinal, ela não a xingou de imprestável nenhuma vez essa noite! Isso significava que ela não estava tão irritada e, provavelmente, só precisava extravasar um pouco. E encontrou a oportunidade perfeita ao ter seu vinho caro derramado por sua criada distraída.
O banho terminou com Mo Ran cochilando dentro d'água, Wanning temerosamente acordou a mulher pois sabia que seria ruim deixá-la adormecida na banheira. A mais nova acordou e retirou-se da tina, novamente Chu Wanning desviou o olhar do corpo úmido e exposto da outra e ofereceu com mais rapidez do que era necessário a toalha para que ela se enxugasse e se cobrisse.
De volta ao quarto enorme e sofisticado, Wanning correu para o guarda-roupa para buscar as vestes de dormir de sua senhora, deixando-as penduradas em seu antebraço e aguardando que Mo Ran permitisse que ela ajudasse ela a se vestir. Wanning ficou ainda mais nervosa e envergonhada, pois tinha que aproximar do corpo nu da Mo para ajudá-la a colocar a camisola longa, seu coração quase pulando de seu peito cada vez que seus dedos resvalavam na pele quente e macia, seus pulmões se constringindo com a sensação do calor febril que emanava dela tão perto de si.
Enquanto Chu Wanning estava prestes a ter um desmaio, Mo Ran tinha aquele sorriso de deboche emoldurando seus lábios, claramente se divertindo e zombando das reações da mais velha. Mas, hoje, ela não fez nenhum comentário de chacota, afinal, sua mente estava em outro lugar, planejando o que faria em seguida.
A mais nova segurou os pulsos de Wanning enquanto ela enlaçava os fios que amarravam a roupa fina, quase transparente - aquele tecido parecia frágil e as rendas pareciam que a qualquer momento romperiam com a força que faziam contra os seios fartos da Mo, era o que a Chu pensava.
"Chega. Ajoelhe-se, vou buscar o que preciso." Soltou os pulsos da mais velha, percebendo como eles eram finos e delicados, como se fossem quebrar caso ela apertasse com mais força.
Mo Ran caminhou até uma caixa pequena que guardava os itens de disciplinar os empregados, antes notando a pequena vasilha de wontons de mais cedo em cima dela. Suas sobrancelhas se franziram, pois sabia que foi Wanning que a trouxe. Uma sensação estranha se formou no final de sua barriga, um nó apertado que ela até poderia confundir com fome caso não soubesse o quanto comeu e bebeu durante o jantar.
Pegou a tigela e se recordou do barulho que ouviu no banheiro mais cedo, deixando-a ao lado de uma Wanning ajoelhada no chão com a postura reta e a cabeça erguida. Ela sequer moveu o pescoço ao ouvir o tilintar da porcelana no chão e o vulto de Mo Ran em sua visão periférica.
Num instante, a Mo voltou até a caixa com seu objetivo ainda em mente. Olhou os objetos ali dentro e escolheu a vara de bambu. Fina e flexível, resistente e rígida quando bem manuseada. Seus olhos brilharam e seu coração bateu mais rápido ao colocar as mãos no item.
Aproximou-se de Wanning novamente e esperou que a criada erguesse o rosto para encará-la. Ela não o fez. E Mo Ran sentiu aquela sensação inquietante no seu estômago novamente e isso a irritou novamente.
"Wanning," Finalmente, ela ergueu o olhar, seguindo a voz dura e imbatível como se não pudesse resistir senão segui-la instintivamente. "Está vendo esses wontons? Coma-os." A mais velha tinha um olhar de confusão em seu rosto, sem entender as intenções de Mo Ran, mas seu estômago doía com a fome e ela pegou a pequena vasilha ainda encarando a mais nova, esperando a quebra de expectativa.
Contudo, Mo Ran não bateu a vasilha para longe como Wanning esperava. Apenas ergueu uma das sobrancelhas, indicando que ela o fizesse logo, sem questionar. Prontamente, a Chu devorou o primeiro bolinho, a massa macia deslizando por sua língua e o recheio bem temperado atiçando todas as suas papilas gustativa; ela sabia que se estivesse quentinhos, recém-tirados do vapor, estariam ainda mais deliciosos e seriam de comer de joelhos. Quase riu com a ironia da situação.
"Estão bons, não estão?" Mo Ran questionou, a voz perigosamente suave e casual, como uma cobra que se move lenta e quase imperceptível antes de dar o bote.
"Sim, senhora. Estão agradáveis." Afirmou com a voz firme, sabia que suas habilidades culinárias ainda tinham muito o que melhorar, mas se Mo Ran pedia por seus wontons quase todo dia, isso significava que eles eram, no mínimo, bons. Não precisavam ser ótimos ou excelentes, bastava que Mo Ran gostasse deles.
"Muito bem. Quero que se lembre do gosto deles quando estiver sendo disciplinada. Quero que lembre que você interrompeu meu jantar com seu descuido e me impediu de terminar essa tigela de wontons e os outros pratos também." Wanning já terminava o último bolinho e finalmente não sentia mais como se fosse tombar a qualquer momento. Agora poderia aguentar seja lá o que fosse que Mo Ran tinha planejado para ela.
Mo Ran tirou a vara de bambu de trás de seu corpo, segurando-a como uma criança orgulhosa de seu novo brinquedo. A Chu engoliu seco, pois as punições que recebera até agora foram coisas leves como mais tarefas ou uma leve palmada na mão. Porém, quem as administrava era a Senhora Wang quando estava em casa, agora, com a mais velha ausente, essa função foi repassada para sua sobrinha.
Wanning era acostumada com as mudanças de humor repentinas de Mo Ran e com suas palavras duras e humilhantes, mas não sabia quão cruel ela poderia ser no quesito punição física. Um frio se espalhou por sua barriga e suas mãos apertaram o vestido que cobria suas pernas, tão forte que as falanges ficaram esbranquiçadas.
"Erga a barra do vestido. Vou te bater 5 vezes em cada uma de suas coxas. Lembre do meu vinho de flor de pera em cada uma delas!"
Chu Wanning levantou o tecido com as orelhas queimando, a vergonha de ter que expor as pernas que ela se esforçava para manter sempre cobertas por vergonha de quão pálidas e magras elas eram quase subjugando o temor da vara nas mãos da mulher a sua frente.
Quase sem esperar ela erguer o vestido totalmente, Mo Ran desceu o primeiro golpe contra a pele exposta. A região logo ficou pintada em um vermelho leve, uma linha avermelhada se destacando no meio da coxa direita da mulher mais velha. Wanning sobressaltou-se, seu corpo instintivamente recuando do vareta que a atingiu e um puxar de ar entre os dentes com o ardor que se espalhava pela região; seu coração pulava dentro de sua caixa torácica e seu cérebro lhe mandava avisos de como aquilo estava errado, que ela devia fugir ou implorar pela piedade de Mo Ran.
Mas ela não fez nada disso. Continuou ali, ajoelhada, segurando tão forte no tecido de seu vestido que seus dedos estavam brancos e esperando pelo próximo golpe.
Sem avisar, Mo Ran desferiu mais 3 vezes com o bambu em suas mãos, dessa vez na coxa esquerda ainda sem marcas. Wanning engasgou e seus músculos se retesaram, as coxas se contraindo e fechando como se isso fosse atenuar a dor aguda que se traduziam em três linhas avermelhadas sobrepostas na sua pele antes intocada. Finalmente, Mo Ran sorriu pequeno, seus lábios levemente puxados nos cantos ao ver as reações que esperava arrancar da criada mais velha.
Mais dois golpes atingiram a perna direita de Wanning, relembrando-a da primeira que ainda ardia fracamente e agora da queimação das novas feridas na região, uma vez que a Mo colocou mais força na pancada. Dessa vez, Chu Wanning deixou um som dolorido escapar por seus lábios, suas mãos tremendo tamanha era a força que segurava a barra do vestido, as coxas juntas e machucadas espasmavam com a tentativa de conter os movimentos de seu próprio corpo - sabia que se tentasse se esquivar da vara de bambu, Mo Ran podia ficar irritada.
"Abra as pernas, eu não permiti que você as juntasse assim, Wanning." A mais velha obedeceu, separando com dificuldade seus membros inferiores, seus joelhos e juntas reclamando do tempo longo na mesma posição. "Mais." Mo Ran ordenou e Wanning hesitou, assim, recebendo um golpe mais forte que todos os outros em sua coxa esquerda.
Chu Wanning gritou. Um "Ah!" alto e claro saindo por sua garganta contraída com o esforço de conter as lágrimas que se acumulavam na beirada de seus olhos. Dessa vez, ela obedeceu e abriu tanto as pernas que a área interna de suas coxas encostavam no chão, numa exibição de flexibilidade quase debochada e que irritou mais uma vez Mo Ran. Se sua criada tinha tal habilidade, por que hesitou separar as pernas quando foi mandada? Ousava desobedecer sua senhora até mesmo quando estava sendo punida?
Mo Ran respirava fundo e apertava com força o bambu em sua palma, narinas se dilatando ao sentir a adrenalina correr por suas veias e o coração acelerado devido à situação e a visão em sua frente. Ela sentia tanto poder sobre Wanning e ao mesmo tempo sentia que não podia domá-la completamente mesmo que tentasse, sabia que podia puni-la como fosse e mesmo assim não veria ela derramar uma lágrima sequer, nunca ouviria ela implorar, pedir por piedade ou reclamar.
Por algum motivo insano, isso era o que Mo Ran mais queria. Queria mais do que tudo reduzir Chu Wanning a nada, destruí-la e quebrá-la de uma forma que só ela podia e depois reconstruí-la pedaço por pedaço.
Com a sensação de poder e sede de controle borbulhando em seu sangue, Mo Ran a atingiu mais duas vezes, um golpe em cada coxa machucada da mais velha. Wanning grunhiu e tensionou o corpo novamente, respirando profundamente e tentando suportar a dor enlouquecedora das novas e velhas feridas em sua pele. Mo Ran parecia apreciar a cor que sua pele tomava, pois num breve momento que teve um vislumbre do rosto da mais nova, ela tinha um sorriso de lado e seus olhos brilhavam enquanto encaravam a área exposta do corpo da Chu.
"Fique em pé, Wanning." Mo Ran falou firme e Wanning tentou regular sua própria respiração, seus pelos se arrepiando com a tensão ao pensar o que a outra mulher planejava e com a dor aguda nos seus membros inferiores. Com as pernas trêmulas, Chu Wanning ergueu-se e mordeu o interior de suas bochechas ao sentir o intenso desconforto em toda a extensão de suas pernas, o ardor das feridas pela vara de bambu, os joelhos doloridos por ter ficado ajoelhada, os pés formigando por ter sentado sobre eles e músculos que espasmavam sem sua permissão.
Mo Ran ainda carregava um sorriso satisfeito no rosto e Wanning podia ver a tensão inicial se dissipando dos ombros da mais nova. Ela ainda tinha a vara de bambu nas mãos e a Chu se questionava se Mo Ran a atingiria novamente, e sabia que não aguentaria mais golpes, principalmente, se estivesse em pé dado quão fracas suas pernas já estavam.
Como esperava, suas pernas falharam assim que Mo Ran ergueu o braço para atingi-la novamente. Wanning esperou o baque dolorido no chão mas ele não veio, logo foi envolvida por braços fortes e quentes e pressionada contra o peito quase exposto da mulher mais nova.
"Wanning, você realmente é estúpida, não é? Levou uma punição leve e mal se aguenta em pé? Tsk." Mo Ran caçoou, apesar de suas palavras rígidas, ela envolvia firmemente a Chu em seus braços, pressionando-a com força contra seu corpo e sustentando todo o peso dela para que a mais velha não se esforçasse mais com as pernas tão frágeis ainda.
Mo Ran deixou que Wanning se sentasse na beira de sua cama, deixando que a criada recuperasse as forças antes de decidir o que faria com ela. Mo Ran estava cansada e sinceramente as reações de Wanning já não a satisfazia - a mais velha se acostumou com a dor depois de tantos golpes com a vara de bambu.
"Você está sendo tão dramática. Eu nem bati com tanta força. Deixe-me ver." Ergueu com indelicadeza a barra do vestido da mais velha, expondo os machucados que ela mesma infligiu na pele da outra. A pele alva de Chu Wanning agora tinha marcas retas e vermelhas, algumas desapareceriam em poucos dias pois eram superficiais e não romperam a pele, já outras com certeza formariam casquinhas antes de cicatrizarem por completo. Mo Ran passou a ponta dos dedos nos relevos formados pela vara de bambu, quase num transe ao encarar os machucados, pressionando as lesões mesmo depois de ouvir um choramingo vindo da Chu.
Empurrou a mais velha contra cama e elevou mais a saia ao redor de sua cintura, expondo até mesmo a peça íntima debaixo dela. Chu Wanning tentou segurar seu pulso e impedi-la, seu rosto queimando completamente em vergonha e seu corpo reclamando com a dor que se renovava em suas pernas. A mais nova tinha um olhar insano enquanto agarrava a carne farta das coxas de Wanning, seus dedos deixando mais marcas na pele pálida e sensível. Até que seus olhos se focaram na calcinha pequena e simples da mulher abaixo de si, seu sangue fervendo em suas veias ao notar a mancha úmida no meio dela.
Seus olhos se arregalaram com a imagem, ergueu o olhar até o rosto da criada e sentiu seu estômago gelar ao perceber como as bochechas dela estavam coradas, juntamente de orelhas vermelhas, cabelos bagunçados e pele úmida com suor. A mais velha se contorcia e tentava fugir do aperto das mãos de Mo Ran, fugir da dor aguda e fervente das marcas deixadas em sua pele tanto pelo bambu, quanto pelos dedos da mais nova.
Como se algo tivesse estalado em sua mente, Mo Ran se afastou de Wanning, o pulsar de excitação dolorido entre suas pernas a deixando atordoada e até mesmo um tanto furiosa. Ordenou que a Chu saísse de seu quarto, gritando com a mais velha da mesma forma que fez na mesa de jantar. Com raiva de Chu Wanning e suas provocações, com raiva de si mesma e como se sentia em relação a Wanning.
Semanas se passaram desde a punição de Wanning, e ela fazia tudo em seu alcance para não cometer erros e despertar a ira de Mo Ran. Contudo, era impossível não irritar a outra, pois ela tinha um temperamento muito difícil e qualquer mínimo deslize da Chu era motivo para uma litania de xingamentos.
Felizmente, nenhuma punição física severa como aquela foi aplicada novamente. Wanning odiava admitir mas preferia ser golpeada novamente a ter que suportar os gritos e surtos raivosos de Mo Ran. Além disso, a mais nova se tornava cada dia mais indecente, fazendo piadas inapropriadas e que faziam suas orelhas ficarem vermelhas de vergonha, aparecendo com poucas roupas com mais frequência em frente da Chu e até mesmo tocando a mulher mais velha de forma íntima - Mo Ran segurava seu queixo quando pedia por wontons, tocava a cintura esguia da mais velha quando passava por ela nos corredores, além da vez que Mo Ran puxou a mais velha para dentro de sua banheira.
Wanning ainda tinha as marcas da vara de bambu em suas coxas. Elas cicatrizaram em pouco tempo com um óleo que foi deixado em seu quarto e, assim, pôde tratá-las rapidamente. Chu não sabia a origem do pequeno frasco com o remédio que foi deixado em sua cômoda, imaginava que foi uma das outras empregadas mais velhas que teve pena dela após saber de sua punição - a fofoca corria pela mansão rápido demais.
Inclusive, algumas criadas mais jovens vieram questioná-la se era verdade que ela e Mo Ran estavam tendo um caso. Wanning ficou estupefata, corando da cabeça aos pés e bufando em irritação, o que apenas intensificou as suspeitas das garotas. Obviamente, Chu Wanning negou todas as coisas absurdas que elas ouviram sendo cochichadas pela residência Xue, mas não sabia o que sentir ao saber que a origem desses boatos seria o fato de que Mo Ran nunca aceitou ter uma criada exclusiva e não falava com nenhum dos funcionários além de Wanning.
Novamente, Mo Ran bebia várias garrafas de vinho de flor de pera. Ela sentava em sua varanda vestindo apenas suas roupas de dormir - se Madame Wang estivesse em casa, ela reclamaria como isso era impróprio para uma dama -, mas era óbvio seu estresse essa noite. Porém, não era o tipo de estresse que fazia ela descontar sua raiva em Chu Wanning, era o tipo que deixava Mo Ran cabisbaixa e melancólica, tão abatida que a mais velha mal reconhecia sua senhora.
A criada se ocupava servindo o álcool para Mo Ran, vez ou outra tentando convencê-la a entrar e sair da friagem da noite antes que adoecesse. Todavia, Mo Ran não lhe dava ouvidos e continuava virando garrafa atrás de garrafa da bebida doce e alcóolica que queimava sua garganta, enquanto isso Wanning trazia alguns pratos que atenuariam sua ressaca mais tarde e deixava a cama aconchegante para que a mais nova se recolhesse logo.
"Wanning," Mo Ran chamou, sua voz rouca e embargada fazendo a Chu pular da cama e correr até a varanda, seus pés descalços estalando pelo chão de madeira e deixando a mais nova com um sorriso satisfeito no rosto com a avidez da mais velha. "Leve-me até a cama", ordenou com impaciência na voz, apenas para assistir aquele pequeno vinco de preocupação se formar entre as sobrancelhas de Chu Wanning.
A mais velha ajudou a mulher bêbada a se erguer de seu assento e a levou apoiada em seu ombro até a cama arrumada. Mo Ran enfiava suas unhas nas roupas de Wanning e bagunçava a mais velha por completo, propositalmente colocando o peso de seu corpo contra a estatura frágil e esguia de sua criada apenas pela diversão de assisti-la lutando para apoiar o corpo enorme contra si.
Quando chegaram na cama imensa e luxuosa, Mo Ran inverteu as posições e lançou o corpo da mulher mais velha contra o amontoado de lençóis, seu próprio corpo caindo por cima dela logo em seguida com um baque que arrancou um grito engasgado de Chu Wanning.
"Senhora... Mo Ran?" Wanning falou com dificuldade, preocupada se a mais nova estaria passando mal por conta da bebida. Mo Ran resmungou acima de si e enterrou o rosto na curva do pescoço da Chu, o peito largo dela vibrando contra o de Wanning e fazendo a mulher mais velha corar com a proximidade, o calor escaldante que vinha do corpo da outra fazia suor se acumular na nuca de Wanning.
"Hmm..." Mo Ran ronronava como um gato, inalando com vigor o odor que vinha da pele de Wanning, sua respiração quente e úmida atingindo a pele sensível e fazendo Wanning se arrepiar toda.
"Wanning cheira tão bem," Mo Ran sussurrou enquanto pressionava o corpo pequeno abaixo de si com mais força contra a cama macia, sua mente nublada com desejo, posse e bebida dizendo-lhe quão vulnerável Wanning estava no momento, como seria fácil tirar proveito dela naquela situação, a sensação da pele delicada contra suas palmas fazendo um nó forte e quente se formar em seu baixo ventre.
Não resistindo mais, Mo Ran arrastou a língua no pescoço imaculado de Wanning arrancando um suspiro exasperado da mulher mais velha. Chu Wanning tentava empurrar o peso esmagador da mulher em cima de seu corpo, respirando com dificuldade tanto pela pressão opressiva em seu peito quanto pelo calor que a invadia pouco a pouco com as ações da Mo em uma região tão sensível.
"Por que está resistindo, Wanning?" A voz de Mo Ran tinha um ar sádico e a mais velha já sabia que seria humilhada vergonhosamente. "Você acha que não vi como você estava molhada quando te bati naquela vez?" Wanning arregalou os olhos de uma forma quase cômica, seu corpo inteiro tensionando e sua respiração parando em sua garganta. Ela ficou deveras envergonhada naquela noite quando voltou para seus aposentou, logo percebendo que o pulsar presente a noite toda entre suas pernas não era causado pela adrenalina e, sim, uma excitação insana que nem mesmo ela entendia. Como poderia se sentir assim ao ser punida tão cruelmente pela mulher que tinha sentimentos tão conflitantes? Ela não deveria sentir ódio de Mo Ran? Sentir uma raiva tão profunda e amarga que tudo o que ela poderia lembrar ao olhar para Mo Ran era da dor aguda que se prolongou por dias em suas pernas?
Mas não. Esse corpo traidor e insano de Chu Wanning não funcionava assim. Ao invés disso, ela sentia um frio na barriga sem explicação, suas bochechas se enchiam de sangue e sua nuca formigava com timidez - além daquela sensação dolorida e pulsante que voltava no lugar entre suas pernas toda vez que ela estava próxima de sua senhora. Seu coração mole e esperançoso desejava que aquele pote de pomada cicatrizante tivesse sido deixada em seu quarto por ordem de Mo Ran, ansiando no fundo de seu sentimento que sua senhora desejasse seu bem por pelo menos um momento.
Ela achou que estava sendo discreta e que Mo Ran nunca perceberia nenhum de seus comportamentos estranhos e inapropriados. Mas é claro que Wanning era péssima em esconder as coisas, inclusive, a enorme mancha de excitação nas suas roupas íntimas naquela fatídica noite. Mo Ran a puniria por isso? Puniria ela por ser tão pervertida e desejar golpes pelas mãos de Mo Ran? Seu peito se apertou ao pensar que ela poderia até mesmo ser expulsa da residência Xue - jogada na rua novamente, sem família, sem amigos ou dinheiro para de sustentar.
Wanning virou o rosto, evitando olhar Mo Ran nos olhos e revelar tudo que tentava esconder dentro de si. Contudo, a mulher mais nova agarrou seu queixo e forçou ela a encará-la, seu dedão e indicador apertando as bochechas de Chu Wanning e pressionando-as com força a ponto de enterrar suas unhas na pele macia e vermelha, os lábios da mais velha formando um biquinho fofo e a deixando ainda mais patética aos olhos de Mo Ran.
"Está envergonhada? Você não tinha vergonha nenhuma quando estava com as pernas abertas, gemendo, praticamente implorando que eu batesse mais," O hálito quente e fedendo a vinho queimava as narinas de Wanning, seus olhos se enchiam de lágrimas com a dor de ter o rosto apertado brutalmente, o brilho insano no olhar de Mo Ran fazia todos seus pelos se arrepiarem e sua pele fervilhava quente em humilhação por saber que a outra estava certa. "Wanning gosta, não é? Ser humilhada por mim? De estar à mercê da sua senhora? Diga, Wanning!"
A mais velha tentou novamente virar o rosto e esconder sua face fina, contudo, as mãos imperdoáveis de Mo Ran não permitiam, cravando suas unhas afiadas em si e aproximando ainda mais suas caras - impedindo Chu Wanning de focar em qualquer outra coisa que não fosse ela. Wanning mordia os lábios e tremia debaixo da Mo, ela sabia que nem se tentasse conseguiria escapar do enlace dos braços da mais nova e a realidade a assustava: ela não queria escapar, mas encarar essa verdade era muito mais assustador que Mo Ran embriagada arrancando os segredos de seu peito.
"Responda, Wanning! Diga que me quer, diga que vai voltar para mim ainda que eu te bata e humilhe! Diga, agora!" O tom urgente e desesperado na voz da mais nova fez a Chu abrir os olhos rapidamente, assustando-se ao perceber o olhar aflito e marejado de Mo Ran, seu cabelo longo e sempre arrumado, agora arrepiado e embaraçado, sua respiração ofegante e falha, seu rosto lindo e sorridente, contorcido numa expressão de quase agonia e coberto por uma fina camada de suor.
"Mo Ran..." A voz de Wanning saiu quase inaudível, um sussurro quebrado e confuso, sem saber o que fazer para extinguir aquela expressão conturbada do rosto jovial de Mo Ran. Contudo, antes que ela pudesse falar algo, a mais nova tomou seus lábios bruscamente, tirando totalmente o ar de seus pulmões e engolindo as palavras ainda não ditas por Chu Wanning.
A língua quente e atrevida da mais nova invadiu a boca de Wanning, explorando cada lugar possível com urgência e vigor, como se aquela fosse a última vez que poderia beijá-la daquela forma. As mãos de Chu Wanning voaram para os ombros de Mo Ran, sua mente e corpo em conflito, visto que um dizia para empurrar Mo Ran e parar com aquela loucura, enquanto o outro desejava enterrar as mãos nos cabelos da mais nova e puxá-la para mais perto.
Obviamente, Mo Ran tomou uma decisão por ela e segurou os pulsos de Wanning juntos, prendendo-os acima de sua cabeça e restringindo seus movimentos de vez.
Apesar da falta de ar, Mo Ran continuava com o assalto. Ela maltratou os lábios de Wanning até que eles ficassem sensíveis, mordendo e chupando a carne macia como um animal faminto, grunhindo e arfando como se estivesse à beira da loucura. Chu Wanning tentava se livrar do aperto em seus punhos e dos dentes afiados que mordiam sua boca, porém sem sucesso, ela se remexia e arqueava o corpo abaixo da Mo na tentativa de aliviar a confusão de sentimentos dentro de si - e, principalmente, o pulsar que começava no meio de suas pernas.
"Ah! Espere, senhora! Mo... Mo Ran!" Finalmente, a mais nova se separou da boca abusada de sua criada, sorrindo com satisfação ao perceber o brilho de saliva e vermelhidão que cobriam ela. Os lábios de Wanning realmente era difíceis de resistir e, agora que ela pôde provar da maciez deles, Mo Ran certamente roubaria mais alguns beijos da mais velha. E ela sabia que a outra não os recusaria, pois, julgando pelas reações do corpo da Chu, como ela sutilmente pressionava as pernas juntas, como ela abria mais a boca para acomodar a língua quente de Mo Ran - e, até mesmo, quando ela tentativamente encostou a ponta da sua a da mais nova e tentou tomar as rédeas da situação - Wanning gostava de ser beijada com força.
Essa conclusão fazia um nó quente e apertado se formar no fim da barriga de Mo Ran, o calor e pulsação gradativamente aumentando em sua intimidade. Quem diria que Chu Wanning, estoica e fria, monótona e tão diferente das mulheres atrevidas que já se deitaram na cama da Mo, seria capaz de alimentar um fogo tão forte dentro de si. Um sentimento de posse e desejo tão insanos que Mo Ran mal se reconhecia, não conseguia entender o porquê seu peito apertava toda vez que Chu Wanning estava presente no mesmo cômodo e isso fazia o humor da mais nova da residência Xue se alterar ainda mais, descontando suas frustrações em qualquer pessoa que cruzasse seu caminho.
"Admita, Wanning! Admita que gosta disso!" Mo Ran largou seus pulsos machucados apenas para prendê-los com uma fita do uniforme da criada, enlaçando o tecido na cabeceira da cama firmemente para que a mulher mais velha permanecesse com os movimentos impedidos. Chu Wanning tentou puxar a fita e afrouxar o nó, porém não teve sucesso algum, uma sensação gelada invadiu seu estômago ao perceber quão vulnerável estava debaixo de Mo Ran.
Sem resposta, Mo Ran perdeu a paciência por completo e ergueu a barra do vestido preto e branco de Wanning. A peça não era muito longa, cobrindo apenas metade das coxas pálidas da mulher enquanto que o restante das empregadas tinham vestidos longos até abaixo dos joelhos, porém, por ordens de Mo Ran o uniforme da Chu deveria ser curtíssimo e humilhante. Agora, a Mo realmente não se arrependia dessa decisão pois expor o corpo de Chu Wanning era muito mais fácil.
Seus olhos famintos se fixaram no tecido claro que cobria a intimidade da mais velha. A calcinha era de um azul clarinho que se destacava contra a pele alva de Wanning, ela podia enxergar alguns pelos escuros pela virilha e perfurando o tecido fino da peça íntima e, principalmente, a mancha escura e úmida que deixava o pano mais escuro. Instantaneamente, a boca de Mo Ran salivou e ela tinha certeza que podia sentir o odor que vinha da buceta encharcada de Chu Wanning, como se a mais velha tivesse um feromônio capaz de seduzi-la e a atrair para o lugar no meio das pernas dela.
Wanning tentou fechar as pernas e se esconder, contudo, obviamente, Mo Ran não permitiu, forçando as mãos contra as coxas fartas da outra. Logo, ela percebeu que as marcas feitas pela vara de bambu já estavam fracas, linhas rosadas e finas que só poderiam ser vistas de perto. A Mo acariciou as cicatrizes com o dedão, sentindo algumas que ainda estavam mais salientes e sorrindo pequeno ao lembrar das expressões e sons deliciosos que a criada mostrou naquele dia.
"Você fica calada, mas seu corpo não mente, Wanning." Sua voz era debochada e venenosa, satisfeita com o rosto corado de Wanning e como ela parecia ter dificuldade para respirar normalmente, além de suas mãos que ainda estavam amarradas apesar de todas as tentativas de desfazer os nós. "Você não sente como está molhada aqui embaixo? Ficou molhada assim antes ou depois que eu te beijei, Wanning?" As pontas de seus dedos resvalaram exatamente sobre o lugar que pingava com a excitação da criada, empurrando sutilmente o tecido para dentro da vagina da Chu.
"Mo Ran! O que você pensa que está fazendo?" Wanning vociferou, empurrando sua senhora com um dos pés, mas suas pernas não tinham força alguma. Ela nunca foi tocada naquele lugar e estava assustada com os sentimentos estrangeiros que ferviam em seu corpo, além de se sentir humilhada pelas palavras de Mo Ran e furiosa por quão sincero e fraco seu corpo era quando a mais nova estava por perto.
Mo Ran riu baixo e grave, adorando como Wanning tentava relutar e como era fácil provocá-la.
"Ah, você não gosta que eu toque aqui? Tudo bem, posso me divertir com outro lugar." Em segundos, suas mãos estavam nos seios de Chu Wanning, apertando-os com as mãos cheias e um sorriso assustador e pervertido em seus lábios.
Wanning ficou tão estupefata que nem sequer foi capaz de pronunciar palavras ou expressar sua fúria. Seu corpo queimava em vergonha e ela podia sentir suas orelhas quase entrando em combustão, as mãos enormes de sua senhora estavam espalmadas em seus seios e ela não conseguia fechar as pernas e esconder quão afetada estava com esse toque.
Porém, é claro que Mo Ran não iria parar por ali.
Em um só movimento, a mais nova abriu a parte da frente do uniforme da Chu, arrebentando os botões e fazendo-os voar para todo lado, expondo as curvas suaves antes escondidas pelo tecido do vestido. Mo Ran podia sentir sua boca salivar com a imagem diante de si. Os seios de Wanning eram perfeitos como ela imaginava, do tamanho perfeito para se encaixar nas palmas de suas mãos, os mamilos marrons e rígidos pareciam implorar para serem beijados e beliscados por ela. Mo Ran espalmou as mãos sobre os montes macios - dessa vez sem a barreira das roupas - e sentiu a maciez e calor da pele de Chu Wanning, sentindo os pelos daquela região se erguendo, indicando como a mais velha era sensível ali.
Apesar da expressão contrariada e irritada, Wanning erguia sutilmente seu tronco na direção das mãos de Mo Ran, secretamente desejando que a Mo permanecesse para sempre com as mãos em seu corpo.
"Quem diria que você escondia um corpo tão delicioso por baixo desse uniforme, Wanning." A mulher falou com um tom pervertido, seu sorriso assustador se estendendo de orelha a orelha e seus olhos carregando aquele mesmo brilho predatório que arrancava arrepios de Wanning. A mais velha corou ainda mais forte com a provocação, sem saber se deveria considerar aquilo um elogio ou uma humilhação, murmurando baixo como Mo Ran era sem vergonha e sem pudor.
Para Mo Ran, se Chu Wanning ainda podia respondê-la coerentemente era porque ela não estava fazendo um bom trabalho em humilhá-la. Assim, a Mo beliscou com força um dos bicos do seio firme de Wanning, que deixou escapar um "ah!" dolorido e contorceu o próprio corpo na tentativa de fugir da dor. Entretanto, Mo Ran não permitiu, fincando as unhas na pele fina e macia, deixando a dor mais aguda e insuportável.
Chu Wanning se remexia sem parar e tentava desatar as mãos da cabeceira da cama novamente. Sua coluna estava arqueada em um arco sensual e suas pernas pressionadas juntas fortemente, o corpo inteiro tremendo e tensionando com o esforço de conter todas as sensações que explodiam dentro de si. Ela tinha os olhos fechados e as sobrancelhas franzidas, sua respiração ofegante e falha ecoava pelas paredes do quarto.
Mo Ran massageava os mamilos sensíveis com as pontas dos dedos, movendo-os em círculos fortes e num ritmo lento que fazia a intimidade de Wanning espasmar em excitação, vez ou outra a mais nova dava um leve puxão na região sensível ou beliscava com um pouco mais de força. Em pouco tempo, os pequenos botões estavam avermelhados, constrastando lindamente com a pele clara da Chu, além disso Chu Wanning podia senti-los quentes e pulsando depois de serem abusados pelos dedos atrevidos de Mo Ran. A sensação era deliciosa e indescritível, a mais velha já não conseguia mais conter os sons de prazer que escapavam por sua boca e gemia e suspirava a cada movimento dos dedos de sua senhora em seu corpo.
"Ah, minha senhora... Isso dói, não posso mais aguentar." Wanning implorou, sentindo seu rosto queimar e mal reconhecendo sua própria voz ao suplicar por misericórdia. Mo Ran riu baixinho, como se ouvir as lamúrias de sua criada fosse a coisa mais divertida que presenciou há muito tempo.
"Pobre Wanning. Não aguenta mais ter seus peitos maltratados assim? Tudo bem, vou fazer uma coisa que vai aliviar a dor." Novamente, aquele sorriso diabólico estava de volta aos lábios cheios de Mo Ran.
Ela subiu sobre o corpo de Chu Wanning, imediatamente sua boca foi em direção aos seios da mais velha. Primeiro, rodeou a auréola marrom com a ponta da língua, a saliva fria atenuando o calor de antes e fazendo a Chu suspirar com o alívio que isso trouxe. Mas, claro que Mo Ran não seria tão piedosa. Ela sugou com força o bico rígido, raspando os dentes levemente no bico sensível e excitado.
Chu Wanning tentou mover novamente suas mãos e segurar Mo Ran pelos cabelos, porém, com as mãos amarradas, tudo que ela podia fazer era arquear as coisas e gemer como uma animal ferido, mexendo o corpo como se isso fosse fazer a outra mulher ser mais gentil.
A Mo sugava e lambia o pequeno botão com vigor, sua própria buceta se contraindo dolorosamente ao ouvir os gemidos e choramingos de Wanning, vê-la tão entregue daquela forma estava a enlouquecendo e ela não sabia quanto tempo mais aguentaria torturar a Chu e não satisfazer a si mesma. Deixou inúmeras marcas vermelhas no busto da criada, uma constelação de marcas de amor que iam de sua clavícula até seus seios expostos, pintando a pele corada e suada da mais velha com as provas de uma noite de luxúria que ambas recordariam por várias semanas.
"Wanning, você não cansa de gemer como uma vadia? Reluta e nega que quer ser fodida por mim, mas abre as pernas e se oferece na primeira oportunidade." A mais velha engasgou com a própria saliva, uma mistura de indignação e vergonha tomando conta de si, instantaneamente ela tentou fechar as pernas como se apenas agora tivesse percebido sua posição. Mo Ran riu com escárnio, beliscando o mamilo rijo de Wanning com uma força surreal e se divertindo com a expressão de dor e vergonha da Chu quando um gemido patético e quebrado escapou por seus lábios.
"Não adianta tentar esconder. Você não sente como está molhada? Até suas coxas estão sujas, Wanning." A mais velha esfregou as pernas juntas e sentiu como estavam escorregadias. Seu estômago se revirou com a vergonha e a excitação que corria por seu corpo.
"Isso é só uma reação natural do meu corpo! Não quer dizer nada!" Ela rebateu, finalmente com a mente mais clara e se sentindo mais capaz para responder Mo Ran sem a névoa espessa de prazer e desejo nublando seus pensamentos.
"Ah? É mesmo? Então, você não gosta disso, Wanning?" Seus dedos longos tocaram a vulva ainda coberta pela calcinha, pressionando-os por toda a extensão dos lábios úmidos da mais velha até chegar no pequeno botão rígido e pulsante que ela sabia que deixaria a Chu com as pernas bambas. Mo Ran forçou a ponta do dedo contra o clitóris inchado, movendo-o em círculos lentos e demorados, um ritmo que fazia os pés de Wanning formigarem e seus dedos se contorcerem com o prazer repentino.
Ela tentou rebater com um fraco "não", porém sua respiração estava presa em sua garganta e a fazia sentir como se fosse explodir a qualquer momento.
Novamente, Mo Ran tinha um sorriso cheio de deboche, seus dentes brancos se assemelhando a presas viciosas de um animal que tortura sua vítima antes de devorá-la por completo. O estômago de Wanning se revirou com a realização de que, essa noite, ela era a presa da mais nova e seria devorada em poucos instantes.
Impaciente, Mo Ran arrancou o tecido indesejado da peça íntima que ainda cobria a Chu. Suas pupilas se dilatando com a visão majestosa diante de si e que assombraria seus sonhos todas as noites: a buceta encharcada de Wanning em completa exposição. Os pelos do monte pubiano eram escuros e ásperos e brilhavam um pouco devido à lubrificação natural da mais velha que escorreu por ali, os pequenos lábios estavam quase completamente escondidos pelos grandes lábios, mas logo Mo Ran corrigiu isso, forçando a outra a abrir mais as pernas e expor-se melhor, privilegiando a Mo com a imagem de sua vagina pulsando como se implorasse para ser preenchida. Wanning pingava o líquido transparente e viscoso abundantemente, sujando a si mesma numa bagunça de suor e prazer. Mo Ran se questionava se poderia fazê-la encharcar seu colchão também.
Antes que a mais velha protestasse ou tentasse lhe chutar, Mo Ran separou os lábios maiores da mais velha com dois dedos e cuidadosamente expôs o clitóris pulsante escondido por pele. Sorrindo com malícia ela tocou a estrutura sensível com a ponta do indicador, esfregando-a lentamente e assistindo as expressões faciais de Wanning variarem entre surpresa e agonia. Com mais vigor, aplicou mais pressão sobre o pequeno botão e moveu rapidamente os dígitos para direita e esquerda.
"Uhh... Mo Ran! Ah, ah, ah!" Chu Wanning tentava se comunicar mas tudo que saía de sua boca eram gemidos e choramingos penosos. Seu corpo se contorcia para longe daqueles toques brutos e que a deixavam sem controle de seus movimentos. Entretanto, sua mente estava em êxtase puro, as sensações inéditas que corriam por seus nervos aliadas ao prazer quase doloroso proporcionado por Mo Ran eram demais para que ela conseguisse conter sua voz e suas reações.
Antes que pudesse perceber, seus quadris ondulavam em direção à Mo Ran. Esta que novamente tinha a boca percorrendo qualquer extensão de pele de Wanning e deixava marcas em seu pescoço e busto, mordendo os mamilos da mais velha enquanto ainda estimulava seu clitóris e arrancando um grito dela que com certeza foi ouvido por alguns funcionários.
"Você consegue ouvir como está encharcando meus lençóis, Wanning?" Mo Ran questionou, fazendo círculos com as pontas dos dedos logo sobre a entrada úmida e que transbordava com prazer. Chu Wanning suspirou em alívio, finalmente o lugar mais sensível de seu corpo sendo deixado em paz. Contudo, agora ela respirava com dificuldade a cada roçar das pontas dos dedos de Mo Ran em sua vagina, como se ameaçasse que iria penetrá-la a qualquer segundo, provocando ela e deixando que os sons molhados e estalados de sua intimidade ecoarem pelo quarto enorme.
"Olha como ela está piscando. É como se estivesse implorando para ser fodida." Aparentemente, o corpo de Wanning obedecia as palavras de sua senhora, pois, ao escutar essas palavras, sua intimidade se contraiu nas pontas dos dedos da mais nova. Mo Ran deu uma risada zombeteira, divertindo-se com as reações e respostas de Chu Wanning, logo sua mente insana planejava outras formas de provocar e arruinar a outra mulher.
"Eu não estou implorando por nada!" Wanning falou exasperada, gaguejando e sentindo seu rosto queimar com a vergonha de sentir-se pulsar sob os toques da mais nova.
Mo Ran riu com veneno em sua voz enquanto enterrava dois dedos dentro da vagina molhada e quente de sua criada, sentindo sua própria intimidade contrair-se e jorrar com a forma que Wanning estrangulava seus dedos e quão quente e úmida ela era por dentro.
"Você não está implorando, Wanning... Mas sua buceta, sim. Não sente quão forte você aperta meus dedos? Eu nem sequer precisei forçar meus dedos, você já estava pronta para me receber, pronta para ser fodida por mim." Seus lábios repuxaram nos cantos com um sorriso safado, seus dígitos moviam-se lentamente dentro da Chu, pressionando as paredes internas macias com as pontas de seus dedos e ouvindo com satisfação cada suspiro e engasgo surpreso da outra mulher.
"C-Cale a boca! Nada disso é verdade." Suas sobrancelhas estavam franzidas em irritação mas suas boca deixava escapar suspiros e gemidos baixinhos ao sentir os dedos de Mo Ran dentro de si, massageando sua intimidade tão profundamente e pressionando pontos sensíveis que nem ela conhecia em seu corpo.
"Ah? Então Wanning não gosta quando faço isso?" Mo Ran movimentou os dedos com fervor, retirando-os até a primeira articulação apenas para empurrar novamente tudo de uma vez só, com a mão livre usou o dedão para estimular o clitóris rígido e sensível antes negligenciado de Chu Wanning.
A mais velha não pôde conter sua voz, quebrados "ah, ah, ah's" escapando de sua garganta sem sua permissão. Ela se contorcia na cama, bagunçando mais os lençóis abaixo de si, tentava fechar as pernas e livrar-se dos toques de Mo Ran que incendiavam seu corpo e a tornava numa bagunça trêmula e incoerente.
Em poucas investidas dos dedos da Mo, o corpo de Chu Wanning se enrijeceu por completo, sua costa arqueou-se e até mesmo seus quadris se elevaram da cama, seus lábios se partiram num grito mudo ao ser atingida pelo primeiro orgasmo da noite. A mais nova ficou surpresa com as reações de sua criada, visto que era incomum para mulheres se satisfazerem apenas com penetração - suas experiências anteriores lhe ensinaram muitas coisas - e para Wanning chegar ao ápice tão rapidamente significava que o corpo da mais velha era realmente sensível.
Enquanto Wanning se recuperava do amontoado de emoções que invadiam sua mente, Mo Ran se livrava dos robes que ainda cobriam seu corpo, revelando que durante esse tempo todo ela não usava nada além daquele tecido. Seu corpo estava coberto por uma fina camada de suor, a pele bronzeada brilhando sob a luz amarelada das velas de seu quarto, seus seios abundantes tinham os bicos rígidos devido à excitação que corria por suas veias. O olhar de Wanning se fixou nos peitos enormes que balançavam logo a sua frente, descendo até o tronco de Mo Ran e sentindo uma onda de afeto lhe invadir com as pequenas dobrinhas na barriga dela - consequência da ingestão dos inúmeros wontons feitos por sua criada - seguindo uma escura trilha de pelos que desciam do umbigo da mais nova até um triângulo igualmente escuro e espesso no meio das pernas dela. Chu Wanning sentiu um frio na barriga ao perceber o brilho na parte interna das coxas de Mo Ran indicando que ela estava tão molhada que o líquido escorria por suas pernas.
Finalmente, Mo Ran desatou o nó que prendia as mãos de Chu Wanning na cabeceira da cama, logo agarrando um de seus pulsos e levando a mão delicada até sua própria intimidade. Wanning tentou relutar e retirar seus dedos do lugar úmido e quente que Mo Ran lhe forçava a tocar, porém, ainda que ela tentasse, seus esforços não tinham efeito algum visto que ela era muito mais forte que a criada.
Mo Ran ondulava seus quadris contra a palma de Chu Wanning, criando um atrito deliciosa nos pontos mais sensíveis de seu corpo e a deixando cada vez mais próxima de seu ápice a cada arrastar de seu clitóris rijo contra a pele macia da Chu. Além disso, a visão que tinha no momento era bastante estimulante também: Wanning tinha o rosto corado e suado, seus lábios estavam vermelhos e maltratados e combinavam com a cor de suas bochechas, alguns fios de cabelo grudavam em sua testa e alguns em seu pescoço, bem como seus seios ainda estavam descobertos desde o momento em que Mo Ran quase rasgou suas vestes; os pequenos montes moviam-se a cada investida da mais nova e a imagem era como um feitiço que prendia o olhar da Mo, aumentando o calor da excitação que queimava em seu ventre.
"Mova seus dedos, Wanning! Não aprendeu nada quando eu te fodi com meus dedos?" A mais nova puxava o pulso da outra mulher na tentativa de encorajá-la a tocá-la de uma forma que não parecesse que Mo Ran estava se esfregando contra um móvel.
"Como posso aprender uma coisa dessas? Eu nunca-" Impediu-se de continuar a falar, apenas puxando sua mão para próximo de seu corpo e deixando de fazer contato com as partes íntimas da Mo.
"Ah? Wanning nunca tinha feito algo assim? Nem mesmo em si mesma?" Mo Ran tinha novamente aquele brilho nos olhos que faziam arrepios subirem pelos braços de Chu Wanning. Antes que a mais velha pudesse fazer ou falar qualquer coisa, Mo Ran agarrou sua mão novamente num aperto dolorido e impossível de se libertar, e, novamente, seus dígitos estavam tocando os lábios úmidos e quentes de sua senhora, dessa vez, com Mo Ran guiando os movimentos das pontas de seus dedos por toda a extensão do órgão sensível; os dedos de Chu Wanning passearam pela vulva de Mo Ran, resvalavam pela entrada de sua vagina e sentiam como ela era quente e molhada ali, os músculos internos se contraindo como se implorassem pela invasão das falanges, até que, finalmente, seus dedos estavam pressionados contra o clitóris túrgido e sensível da mais nova.
"Agora, Wanning, faça a mesma coisa que fiz em você e me faz gozar." Mo Ran ordenou com um sorriso ladino, largando a mão da Chu e deixando que ela tomasse a inciativa dessa vez.
Wanning corou forte com as palavras obscenas e sentiu um certo nervosismo pois não tinha ideia de como faria Mo Ran sentir as mesmas sensações que ela sentiu apenas com o toque de seus dedos. Seus movimentos começaram tímidos, ela deslizava seus dedos entre os pequenos lábios da mais nova, sentindo como a entrada dela pulsava contra seus dígitos e esperando que isso fosse um bom sinal de que a Mo estava se sentindo bem.
Vasculhou em sua mente o que mais a outra mulher tinha feito que a fez chegar ao orgasmo pela primeira vez em sua vida, mas Mo Ran não parecia muito paciente e começou a estimular seus próprios mamilos, beliscando-os com força e esticando a pele delicada de uma forma que fazia o estômago Chu Wanning esfriar. Concentrando-se novamente no lugar entre as pernas da mais nova, a criada levou seus dedos até o pequeno botão que pulsava entre os lábios de sua senhora, tocando com cuidado a pequena estrutura sensível com a ponta de seu dedo do meio e movendo-o em pequenos círculos tal qual ela se recordava que a Mo tinha feito mais cedo.
"Aah... Você não é tão inocente como eu pensei, Wanning." Mo Ran gemeu afetada, a sensação familiar de prazer e satisfação correndo por suas veias, ela podia sentir suas coxas e abdômen se contraindo, seus pés formigavam e suor escorria por sua têmpora e nuca, enquanto isso, Wanning aumentava a pressão e velocidade sobre o clitóris rijo e estimulava o corpo da mais nova da melhor forma que conseguia.
As pernas de Mo Ran enfraqueceram e ela desabou sobre o corpo da Chu, plantou suas mãos uma de cada lado da cabeça de Wanning e suspirou ao sentir seus seios pressionarem contra os da mulher abaixo de si. Chu Wanning ainda estimulava a buceta de Mo Ran, sentindo como ela pingava de prazer sob o toque de seus dedos e gemia próximo de seu ouvido; ela se sentia orgulhosa por ser capaz de proporcionar tanto prazer para sua senhora e poder ouvi-la e vê-la expressar quão bem Wanning a fazia sentir, assim, tomou coragem para usar sua outra mão e mover o corpo de Mo Ran de forma que os seios fartos dela ficassem logo acima de seu rosto.
Mo Ran a olhou com uma sobrancelha arqueada e ameaçou amarrar suas mãos novamente, porém, ao perceber as intenções de sua criada, apenas sorriu ladino e pousou uma mão sobre os cabelos bagunçados de Wanning.
Wanning pressionou os lábios contra a pele macia e e quente da mais nova, deixando beijos tímidos por toda a extensão dos seios da Mo até que sua boca se fechasse sobre um de seus mamilos escuros e rígidos. Mo Ran suspirou e empurrou o busto em direção à Wanning, suspirando com o prazer sutil que as sucções da boca delicada lhe trazia. Ela moveu os quadris contra os dedos da mais velha com urgência, sentindo como se fogo líquido corresse por suas veias e acabasse com toda sua capacidade de pensar, suspirando e gemendo com a combinação deliciosa do estímulo em duas regiões tão sensíveis.
Contudo, a inexperiência de Chu Wanning era evidente e a Mo precisava satisfazer-se rapidamente e as ações da mais velha não eram suficientes para fazê-la chegar ao seu ápice nos próximos segundos. Irritada, ela desferiu dois tapas nos peitos de Wanning, um em cada seio desnudo da mulher.
"Você é realmente inútil, Wanning. Não aprendeu mesmo como satisfazer uma mulher." A Mo tinha uma expressão debochada e sorria com satisfação ao observar as marcas vermelhas que floresciam na pele pálida da Chu, enquanto isso Wanning fazia o possível para cobrir a região abusada com suas próprias mãos e atenuar o ardor dos golpes atingidos nela. Mo Ran achou adorável as reações dela e dentro de si uma chama queimava com o desejo de torturá-la mais um pouco.
Contudo, ela tinha coisas mais urgentes para fazer no momento. Encaixou-se de modo que uma das coxas de sua criada fica-se pressionada em sua intimidade dolorida e excitada, permitindo que uma pressão deliciosa e que atenuava o calor insano que se abrigava entre suas pernas.
"Wanning é tão inútil para me fazer gozar que eu mesma terei que me satisfazer. Mas eu vou usar seu corpo para isso, ok?" O sorriso safado que tomou conta de seus lábios fez arrepios subirem pelos braços de Chu Wanning. Sua própria intimidade pulsou e se umedeceu ao sentir o calor da buceta de Mo Ran pressionada contra sua pele, ela deslizava com facilidade devido à quantidade de lubrificação transparente em abundância que transbordava dela.
Em poucos minutos, Mo Ran chegou ao seu limite, seu corpo tremia com a sensação libertadora e delirante que a invadia. Gemia sem pudor algum e sem se importar se um funcionário passasse pela porta de seu quarto e a escutasse, dando um sorriso satisfeito ao perceber quão envergonhada Wanning estava ao escutá-la expressar seu prazer de forma tão libertina.
Finalmente, Mo Ran deixou seu corpo despencar sobre o corpo suado de Chu Wanning, enterrando o rosto na curva do pescoço dela e respirando pesadamente, ainda tremendo e espasmando com os efeitos de seu orgasmo tão esperado.
As mãos de Wanning formigavam com a vontade de acariciar o corpo nu e pesado sobre si, contentando-se apenas com enfiar o rosto nos cabelos longos e escuros da mulher mais nova e inalando o perfume delicioso que emanava dela e que fazia seu coração acelerar.
"Você ainda tem muito o que aprender, Wanning. Vou te foder bastante até que você aprenda direitinho a me satisfazer, sim?" Coletou sua lubrificação viscosa em dois dedos e os enfiou na boca macia de Wanning, esfregando as pontas de seus dedos contra a língua quente da mulher mais velha e assistindo com um brilho no olhar como o rosto dela parecia tão satisfeito ao sentir seu gosto, como se interpretasse aquilo como uma promessa do que a Mo ainda podia lhe dar.
Wanning deixou uma respiração trêmula escapar e sentiu seu corpo esquentar com essas palavras e ações, corando forte ao perceber que estava ansiosa pelas futuras lições de Mo Ran e desejava que os dias passassem mais rápido até a próxima vez que sua senhora permitiria que ela subisse em sua cama. Permaneceu calada por receio de falar mais do que deveria e irritar a mulher que respirava tranquilamente contra sua pele.
Mo Ran deitou-se em sua cama sem se preocupar com a ausência de roupas e agarrando o corpo de Chu Wanning contra o seu. Elas se encaixavam perfeitamente. O tronco largo de Mo Ran era quente e macio contra a costa de Wanning, seus braços bronzeados abraçavam seu corpo esguio e maleável com firmeza e sua respiração atingia a nuca da mais velha e arrepiava sua pele exposta.
Chu Wanning relaxou por completo e seu coração se aqueceu ao pensar que a Mo queria dormir de forma tão íntima com ela. Estava prestes a dormir quando sentiu as mãos da mais nova deslizando por seu corpo, uma cobrindo um de seus seios ainda descobertos e outra abrigando-se entre suas pernas. Não pode evitar o som que escapou de seus lábios e ouviu um pequeno riso vindo da mulher atrás de si.
"Durma, Wanning."
A criada permitiu-se relaxar e ignorar o borbulhar de emoções dentro de seu peito, aproveitando o momento para deleitar-se no calor delicioso e confortante do corpo da outra mulher e esperar pelos momentos que elas dividiram juntas no futuro.
