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Suor escorria pela pele escura e quente, tanto pelo sol forte ao qual expunha-se, quanto pela adrenalina e raiva correndo por dentro do corpo do moreno.
Luciano cerrou os punhos com força enquanto olhava o largo sorriso cínico a sua frente, o loiro o encarava de cima para baixo, e mesmo que seu estado não fosse tão diferente do outro, coberto de suor e um pouco terra, exalava superioridade no olhar; orgulhosamente estendeu a mão para frente na direção do moreno, que encarou a palma branca do maior antes de apertá la, se segurando o quanto pode para não apertar mais forte do que deveria.
ㅡ Três à um hermanito! ㅡ Martín disse pomposo, alargando ainda mais o sorriso.
ㅡ Parabéns, "hermano". ㅡ Luciano respondeu com a voz firme, olhando com ódio para cara do loiro.
ㅡ Ei gente calma aí, foi só um jogo de brincadeira, não competitivo. ㅡ O pequeno paraguaio disse caminhando até os dois.
ㅡ Você sabe que não existe "jogo de brincadeira" com esse dois. ㅡ O moreno chileno dizia andando junto ao outro.
ㅡ Bom, não sei do que estão falando, para mim foi super divertido, não levei na competição... ㅡ O loiro disse apoiando uma mão em cada lado da cintura. ㅡ Foi apenas uma surra amistosa no jogo, não concorda Lucho?
O moreno não se deu ao trabalho de responder, sentia que se olhasse para a cara de Martín por mais um segundo que fosse, acabaria por socá-lo com toda sua força, então apenas deu as costas aos amigos e caminhou para fora do mini campo de futebol, respirou fundo soltando todo o ar dos pulmões assim que entrou na casa e se dirigiu até o quarto que estava dormindo, ele olhou por alguns segundos a bagunça de roupas e de seus pertences espalhados pelo cômodo, foi quando se questionou de quanto tempo fazia que estavam alí.
Estavam todos desocupados e entediados, foi quando alguém sugeriu um encontro para descontrair, Luciano propôs aos colegas a idéia de um churrasquinho em uma chácara durante o fim de semana, a ideia agradou a maioria e então fizeram, inicialmente era para passarem um final de semana juntos, entretanto, já ia fazer quase duas semanas que estavam alí.
Luciano caçou entre o punhado de roupas uma camisa e bermuda limpas, arrancou do corpo as roupas sujas de grama sintética, terra e suor, as tacou em outro canto do quarto e vestiu as limpas, apanhou a toalha aberta sobre a cabeceira da cama e partiu em direção a piscina.
Só queria se refrescar, relaxar o corpo e tenta esquecer a derrota humilhante que teve para o rival, deixou a camisa e toalha sobre uma das espreguiçadeiras e pulou de vez na água, recebendo olhares bravos de algumas das amigas que acabaram se molhando mais do que queriam, ele sorriu sem jeito coçando a nuca e se desculpou, suspirou jogando os cabelos para trás, encostou as costas na borda da piscina e apoiou os cotovelos para o lado de fora. Não demorou muito para receber companhia, virou o rosto para o lado encarando o loiro de óculos sentando ao seu lado, pondo apenas partes das pernas na água, ele segurava um copo em cada mão e estendeu um para o moreno, que não segurou um sorriso e pegou o copo da mão do outro.
ㅡ Ai sim, valeu Sebas. ㅡ Tomou um generoso gole da caipirinha.
ㅡ Imaginei que fosse gostar... ㅡ O uruguaio disse sorrindo. ㅡ... Por que tá com essa cara?
ㅡ Porque é a única que eu tenho. ㅡ Fala brincalhão, tirando uma revirada de olhos do maior.
ㅡ Ele está com essa cara emburrada porque perdeu pra mim.
A voz cínica de Martín faz os dois se virarem, vendo o loiro sentando ao outro lado de Luciano.
ㅡ Achei que vocês tinham jogado só de brincadeira.
ㅡ Tínhamos, mas alguém não sabe brincar! ㅡ Luciano diz sumindo com o sorriso novamente.
ㅡ Ah, eu não sei brincar?! É você que está se mordendo todo de raiva por ter perdido.
ㅡ Vai pra puta que pariu! Me deixa em paz seu arrombado!
Luciano não espera uma resposta, apenas emerge o corpo para debaixo d'água e nada para o outro lado da piscina, ele rapidamente olha para o loiro e vê um sorriso orgulhoso nos lábios rosados.
Certo que não era surpresa para ninguém alí a atitude dos dois, mesmo que tivessem jogado de brincadeira Martín ia fazer questão de esfregar a vitória na cara de Luciano o máximo possível, e Luciano ia fazer o máximo possível para evitar Martín pelo resto do dia, e ninguém poderia reclamar ou julgar nenhum dos dois, pois sabem bem que se o oposto tivesse acontecido ele faria exatamente o mesmo que o loiro está fazendo com ele.
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Luciano realmente se esforçou ao máximo para tentar aproveitar o resto do dia e evitar Martín, mas o argentino se esforçou em dobro na missão de perturbá-lo, aproveitou com êxito toda e qualquer brecha que apareceu para dizer como ele era o melhor e o mais incrível, falou até mesmo que deixou de propósito que Luciano tivesse marcado pelo menos um gol, pois havia ficado com pena do menor. Luciano se controlou ao máximo para não começar uma briga física com Martín, lutou contra o próprio corpo contra a vontade de socar com força aquela carinha bonita dele, para ver se ainda teria um sorriso tão radiante se estivesse com alguns dentes faltando.
Foi só em uma parte da noite que Luciano olhou surpreso, ao redor da sala de estar, quando percebeu ter ficado sentado vendo a tv por mais de cinco minutos sem a voz insuportável de Martín o importunando, depois de muitas horas finalmente suspirou e relaxou os ombros, fiel de que o loiro finalmente havia enjoado de provocá-lo, pelo menos por aquele dia, sabia perfeitamente que na manhã seguinte ouviria todas as provocações humilhantes e narcisista de Martín novamente, então aproveitou aquele mísero tempo de sossego que lhe restava.
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Após jantar, tomou um bom banho quentinho e colocou seu "pijama", composto apenas por um samba canção. Com sua toalha em volta do pescoço e um sorriso sutil nos lábios, caminhou para o quarto, pronto para se jogar na cama, se aconchegar bem nos lençóis e travesseiros macios e dormir tranquilamente.
Porém, suas expectativas de sono e o sorriso sumiram assim que abriu a porta e adentrou o quarto, tendo a vista de Martín deitado em sua cama, envolvendo um dos travesseiros com os braços e olhando para a porta, soltando um sorriso assim que vê o moreno passar para dentro do quarto.
ㅡ Você demorou, sabe que odeio esperar. ㅡ O loiro diz se sentando.
ㅡ Minha paciência tá por um fio Martín, então é bom você ir dando o fora do meu quarto, antes que eu te encha de porrada! ㅡ Luciano diz em tom sério cruzando os braços.
ㅡ Hm, não, não quero ir. ㅡ Ele deita novamente e rola pelos lençóis do outro. ㅡ Vamos lá Lucho, pare de ser um mau perdedor e vem deitar aqui comigo. ㅡ Ele dá alguns tapinhas no colchão chamando o outro.
O moreno suspirou impaciente e abriu totalmente a porta da qual entrou.
ㅡ Vaza daqui! Agora!
ㅡ Você está sendo injusto e muito mal humorado!
Luciano apenas cerrou o olhar com raiva, Martín soltou um suspiro enquanto levantava, caminhou até Luciano e ao invés de sair, fechou novamente a porta e parou de frente para o moreno, deu um sorriso sutil e seguro o rosto dele, forçando-o a encará-lo.
ㅡ Vamos cariño mio.~ ㅡ Diz em um tom suave levando os lábios ao pé d'ouvido do menor. ㅡ Por que ao invés de se livrar de mim, não deixa eu te ajudar a se livrar desse mal humor?~ ㅡ Sussurrou baixinho ao outro.
Ele encarou o rosto de Luciano, que parecia analisá-lo, como se estivesse decidindo se cederia ou não.
É certo que eles se odiavam, claro, mas isso não era motivo para não transarem, tinham tentado uma vez, um teste, só para saberem como era, afinal os outros viviam zombando dos dois, afirmando que a richa deles não passava de um desejo mais profundo, então foram tirar a limpo para ver no que dava.
No final deu bom, muito bom, aceitaram fácil o fato de ter sido uma das melhores fodas que já tiveram em suas vidas; Martín amou ter Luciano dentro de si, ter suas mãos o apertando e acariciando, e aquela boca esculpida por deuses o mimando e beijando, e amou sua voz firme sussurrando de forma descarada as maiores obscenidades em seus ouvidos; Luciano amou ter Martín para si, amou ver aquele sorriso e olhar arrogantes e egocêntricos se desmanchando em seus braços, amou fazer o loiro implorar por mais, e mais que tudo, amou ouvir seu nome sendo gemido tão manhosamente incontáveis vezes com aquele sotaque delicioso.
Depois da primeira vez, passaram a dividir a cama com certa frequência e depois só agiam como se nada houvesse ocorrido.
Durante o dia se odiavam, brigavam, discutiam, eram insuportáveis...
Durante a noite se amavam, com desejo, força e paixão, eram inseparáveis.
Mas agora Luciano estava irritado, queria foder com Martín, mas não do jeito que Martín queria que ele o fode-se.
O loiro realmente estava prestes a desistir e deixar Luciano em paz, mas para a alegria dele, viu o sorriso ladino clássico do moreno se formar e sentiu as mãos fortes irem até sua cintura, passou os braços ao redor dos ombros do brasileiro e inclinou o rosto para beijá-lo, Luciano retribuiu o beijou enquanto guiou Martín de volta à cama, fazendo o loiro se sentar na beira dela e olhar sorrindo para o moreno.
ㅡ Sabia que não resistiria. ㅡ Ele puxa a toalha do pescoço do outro, deixando-a ir ao chão.
O moreno puxa os fios loiros para trás, fazendo Martín levantar a cabeça e expor bem o pescoço pálido, Luciano avança nele, dando alguns beijos suaves antes de morder com força na parte lateral, o loiro soltou um grunhido que o menor não sabe dizer se foi de dor ou prazer, ou ambos, ele dá um beijo sobre a marca vermelha que em breve ficará roxa.
Essa era outra coisa que Luciano amava na hora do sexo com o rival, era fácil deixar marcas em Martín, e no final dá noite o moreno se deleitava vendo o corpo pálido todo colorido na mistura de vermelho e roxo, como um pintor apresiando um quadro recém finalizado.
Luciano levou as mãos até a blusa do loiro e a retirou com pressa tacando para algum canto qualquer, parou por um segundo para admirar o corpo do outro antes de cobri-lo por beijos, ele desceu as carícias até que estivesse de joelhos, com o rosto entre as pernas alvas, o brasileiro não enrolou, agarrou a cós da bermuda e da cueca do maior e sem cerimônias retirou as duas, deixando Martín totalmente nú, fazendo as orelhas e bochechas claras queimarem.
ㅡ Eu mal te toquei, por que você já tá duro desse jeito? ㅡ Luciano disse levando a destra até o membro rijo do outro.
ㅡ Vo-você tava demorando de mais pra vir... ㅡ Ele diz entre arfadas, sentindo a mão quente do menor o massageando.
ㅡ Você quer tanto eu te fodendo que tava se masturbando na minha cama?! ㅡ Sua voz era provocativa, acompanhada de um sorrisinho travesso.
Martín não respondeu, sentiu o rosto esquentar ainda mais e só o virou para o lado, recebendo uma risada cínica do moreno.
Luciano agarrou e apertou as coxas do maior e então as passou para cima de seus ombros, fazendo Martín esticar os braços para se manter sentado, uma das mãos do moreno volta a acariciar o membro ereto do loiro, enquanto a outra continua a apertar e arranhar a coxa pálida, os lábios morenos se divertiam colorindo com chupões e mordidas a parte externa da outra coxa.
ㅡ Ah~
Martín geme ao sentir a língua quente do menor passando pela extensão de seu pênis, ele fecha os olhos suspirando com um sorriso, enquanto aproveita a sensação extasiante da língua e lábios macios roçando no membro, arrepia mordendo os lábios com os movimentos ágeis da língua rodeando sua glande, apertou os lençóis para controlar o desejo de agarrar os fios negros e empurrar de vez seu pau para dentro da boca de Luciano.
ㅡ Lucho, vamos pare de me provocar.~ ㅡ Ele fala com a voz manhosa, inclinando a cabeça para baixo para poder olhar o moreno.
Luciano olhou aqueles olhinhos pidões brilhando encarando os seus, cheios de desejos, suplicando para que o moreno supra a todos, e quem é Luciano para negar?!
O moreno abriu a boca deixando parte da língua para fora e abocanhou o membro inteiro do loiro, Martín não era pequeno, longe disso, e o fato de Luciano conseguir levá-lo até o fim só o enche ainda mais de tesão, o moreno tirou e novamente levou até o fundo de sua garganta o membro do outro, repetiu o ato lentamente, diferente da pressa que demonstrou na hora de despir o loiro, agora fazia o'que tinha que fazer com calma, vez retirava da boca e o lambia, vez o masturbava e vez misturava os movimentos da boca com as mãos, Martín suspirava incansavelmente, sentia o corpo aquecendo mais e mais, o coração acelerando deixando-o ansiando por mais, moveu o quadril choramingando, Luciano novamento não se conteve em atender a vontade do outro, moveu mais rápido a cabeça chupando com voracidade, o som do membro coberto de saliva entrando e saindo da boca do menor e das leves engasgadas do mesmo se misturavam aos ofêgos doces do loiro, Martín desistiu de se controlar e agarrou os cachos negros de Luciano com uma das mãos, movendo ainda mais rápido a cabeça dele contra o seu membro. O argentino sentia os choques da adrenalina correndo de sua cabeça até as pontas dos dedos dos pés, a boca de Luciano era um verdadeira paraíso, úmida, quente e ele tinha uma habilidade sem igual com aquela maldita língua, poderia facilmente levar qualquer um aos delírios e Martín não era exceção, o loiro sente como se o membro fosse derreter com aquilo, estava pulsando com força, louco, suplicando por alívio, e ao perceber que chegaria ao clímax Martín puxou os cabelos de Luciano o fazendo parar, encarou ofegante o membro todo melado unido por fios de saliva aos lábios carnudos do moreno, que o encarou igualmente ofegante.
ㅡ Chega disso, vamos logo pro que interessa. ㅡ O loiro fala encarando ansioso os olhos escuros sob os cílios compridos.
Mesmo que o próprio corpo estivesse suplicando para ter os lábios macios em si novamente, Martín não queria gozar assim, não gostava de gozar sozinho e ainda por cima tão rápido, por isso, mesmo adorando os mimos e carícias que Luciano o dava antes de fode-lo, costumava sempre evitar de prolongar as preliminares, ou sempre seria o primeiro a cansar.
Mas agora o moreno não o obedeceu, ele segurou o pulso do loiro o fazendo soltar seus cabelos e voltou a chupa-lo arduamente, arrancando um gemido surpreso do maior.
ㅡ E-espera... ㅡ Ele fala com dificuldade entre gemidos.
Luciano o ignora totalmente e não demora para sentir o gosto, sutilmente amargo, do esperma escorrendo pela garganta, o corpo de Martín se encolhe tremendo pelo choque do orgasmo enquanto morde forte os próprios lábios, evitando soltar um gemido muito alto. O moreno afasta o rosto e levanta lambendo os lábios, ele encara o loiro, com o rosto todo vermelho e um olhar irritado voltado para o moreno.
ㅡ Eu... eu disse pra você parar... ㅡ Ele tenta manter a voz firme, mas falha totalmente, sua voz ainda saia fraca.
Luciano abre um sorriso cínico no rosto.
ㅡ Mas não parecia que era o'que queria. ㅡ Ele segura o queixo do outro aproximando seus lábios.
ㅡ E você sabe o'que eu quero agora? ㅡ O loiro perguntou inclinando o rosto mais para frente, deixando os lábios roçarem nos do outro.
ㅡ Tenho uma ideia do que seja.
Essa é a última coisa que ele diz antes de selarem seus lábios com vontade, o moreno mordeu levemente o lábio inferior do outro o fazendo abrir a boca e passa a língua deixando que se enrolasse na do loiro, que como resposta, rodeou o pescoço do moreno com os braços e se jogou para o colchão deitando e fazendo Luciano ficar sobre ele, as mãos do brasileiro passeavam pelo corpo pálido o acariciando e apalpando, enquanto as mãos do loiro arranhavam de forma superficial a nuca e ombros do moreno, aos poucos o beijo foi ficando mais ansioso, desesperado, suas bocas não se dispersam nem por um segundo, recuperavam o mínimo de fôlego que fosse só para perderem no próximo instante. Martín envolveu a cintura do rival com as pernas o trazendo para perto, podendo sentir mais o corpo do outro e finalmente sentiu a ereção, por trás do tecido do samba canção, roçando contra si; o loiro pressionou um pouco mais as pernas sentindo um pouco melhor o volume duro do moreno contra ele, o ato trouxe um choque de excitação ao corpo dele e pode sentir seu interior formigar. Luciano começou a mover o quadril se esfregando no corpo abaixo de si, o'que definitivamente causou uma boa onda de excitação sobre ambos, respirar estava realmente ficando difícil então cederam e separam suas bocas, o moreno tombou a cabeça afundando o rosto na curvatura do pescoço de Martín, o loiro se agarrou um pouco mais nos ombros do outro enquanto ofega gemidos sutis no ouvido do brasileiro.
ㅡ Luciano tira logo isso... vamos fazer de verdade.~ ㅡ Ele fala desvencilhando as pernas do corpo do menor.
ㅡ Você vai ter o que quer meu amor, não precisa ter pressa.
Ele se afasta um pouco do outro e segura suas pernas, as levantando e pressionando contra o tórax do mesmo, que o encara confuso.
ㅡ O que você-...
ㅡ Te preparar. ㅡ Ele responde interrompendo o loiro.
Martín queria protestar, sabia que o outro estava enrolando de propósito, mas também sabia que reclamar só faria com que Luciano enrolasse ainda mais, então apenas se deu por vencido, virou a cara para o lado e segurou as próprias pernas se expondo um pouco mais, deixaria que o moreno fizesse logo o'que queria, para ele poder ter logo o'que ele queria.
Luciano sorriu ladino, vagou os olhos pelo corpo inteiro do loiro até pousarem na entradinha rosada, alargou um pouco mais o sorriso e se abaixou, deslizou os dedos ao redor do pequeno botão, ao qual mesmo já tendo explorado algumas vezes, sentia-se descobrindo um terreno novo toda vez, aproximou mais o rosto e deu uma leve assoprada, vendo o corpo do loiro dar um pequeno espasmo e entrada a sua frente piscar; "Que visão", ele pensou sentindo o próprio membro pulsar, passou lentamente a língua lambendo, posicionou uma mão em cada banda da bunda pálida e puxou esticando e abrindo um pouco as portas de seu paraíso, não enrolou mais, levou a boca enterrando a língua dentro do loiro.
Martín mordeu os lábios com força interrompendo um gemido, assim que sentiu a língua macia e quente dentro de si. Ele odiava isso, não o estímulo do moreno, mas sim o constrangimento que vinha com ele, tinha certeza que seu rosto, ombros, orelhas, estavam completamente vermelhos, as bochechas ardiam, sabia perfeitamente que Luciano estava fazendo isso de propósito, exatamente para ter essa reação, se ele quisesse mesmo "prepará-lo", apenas usaria os dedos como normalmente fazia, mas não, ele optou por ser assim, primeiro por saber como deixaria Martín acanhado, segundo por saber que com a língua provocaria muito mais do que com os dedos, afinal com ela não conseguiria ir tão fundo.
E ele estava completamente correto, mesmo Martín "ficando por baixo", ainda mantinha o orgulho , não gostava de perder completamente a pose, mas isso na posição em que se encontrava era difícil, estava totalmente exposto, segurando as próprias pernas para que o rival pudesse lambê-lo nas partes de baixo, enquanto encarava o teto bege tentando pensar em qualquer outra coisa que não fosse o calor crescente em seu corpo, o formigamento atordoante em seu interior estimulado pelos movimentos da língua do moreno.
"Maldito!"
Pensou o loiro ao sentir a mão de Luciano se envolver em seu membro, começando a acariciá-lo, ficou o massageando lentamente enquanto sua língua trabalhava com premência, aquilo era maldade, jogo sujo, Martín estava entrando na beira de um colapso, queria- ou melhor, necessitava, sua carne clamava por um toque mais voraz e algo o alcançando mais fundo.
ㅡLucho eu quero mais! ㅡ Ordenou ofegante.
Luciano se afastou e degustou da visão de Martín abaixo de si, corado, com o corpo trêmulo e todo arrepiado, o membro pulsava escorrendo o líquido do pré-gozo sobre a barriga dele, o peito subia e descia aceleradamente e o loiro o olhava agitado cheio de anseio. Um sorriso orgulhoso se forma nos lábios morenos, ele leva as mãos até a única peça de roupa que usava e a retira libertando o membro inquieto, ele estava enrolando para torturar o loiro mas também era uma tortura para ele mesmo, porque no fim das contas, internamente ele sabia que queria ter avançado em Martín e enterrado seu pau dentro dele assim que entrou no quarto e o viu deitado em sua cama.
As orbes delicadas e verdes de Martín brilharam finalmente tendo a visão do corpo nú do moreno, "Oh deus, deveria ser um sacrilégio existir alguém assim", Luciano era o ser mais lindo que aqueles olhos já viram, parecia ter sido desenhado a mão, o loiro sentiu a boca encher d'água e lambeu os lábios encarando o pênis completamente duro do rival, se seu corpo inteiro não estivesse as súplicas para ter aquele pedaço de carne dentro de si, ele não exitaria em avançar e saboreá-lo com a própria boca.
Luciano percebeu e gostou da reação que causará no loiro, e como gostou, entre tanto, não era o suficiente, ele queria ver Martín perder completamente a noção, então respirou fundo indo contra o próprio desejo e segurou seu membro, que pulsou forte finalmente recebendo algum tipo de atenção, se ajeitou melhor entre as pernas pálidas e posicionou o membro contra a entrada do outro, Martín estremeceu com um sorriso no rosto que não durou muito, ele aguardou que Luciano o penetrasse mas o moreno não o fez, ficou apenas esfregando contra o outro, vez o pressionava contra a entrada mas nunca deixando que entre; Martín quis chorar, seu corpo não suportava mais, seu membro pulsava dolorido, ele encarou Luciano que o encarava de volta com aquele maldito sorriso convencido no rosto, o loiro sabia oque ele queria, e sabia que não colocaria enquanto não cumprisse com seu desejo, mas à essa altura que se nada, pouco importa dignidade, pudor, orgulho, tudo que importava era Luciano bem acima de si, com aquele sorriso cretino estampado no rosto, aqueles olhos ardentes cobiçando devorar cada pedaço do loiro e aquele membro quente pulsando contra seu corpo.
ㅡ Vamos querido, me diz oque você quer. ㅡ O moreno disse provocativo.
Sua voz era grave e rouca e entrou nos ouvidos do maior evaporando qualquer resquício de sanidade que ainda restava nele.
ㅡ Você, quero você Lucho, te quero dentro de mim.ㅡ Sua voz saia exasperada.
O moreno estremeceu, sua cabeça girou com a pontada de tesão que correu por seu corpo, o coração acelerou mais e ele cede, não conseguiria mais provocar o outro nem se quisesse, ele pressiona entrando lentamente, assim que passa a cabeça ele empurra se enterrando de vez no outro, o interior do argentino contrai com força, o corpo pálido estremece por inteiro, as costas de Martín se inclinam, ele joga a cabeça para trás soltando um berro de prazer, que facilmente pode ter acordado todos na casa, ele se agarrou com tanta força nos lençóis que foi possível ouvir um pequeno estalo de um rasgo. Seus olhos se arregalaram sentindo seu coração em frenesi, todos os músculos se contraindo e aos poucos relaxando, por um segundo tudo girou virando um borrão, ele soltou os lençóis conforme sentiu o corpo relaxar, ainda meio atordoado e com a respiração ofegante ele inclina a cabeça para frente, vê o próprio membro ainda dando leves espasmo, com um pouco de porra escorrendo da ponta e o rastro do líquido perolado espalhado em seu próprio abdômen, lentamente seu olhar sobe pelo corpo do moreno, até alcançar os olhos negros que o encaravam com surpresa.
Os dois ficaram alguns segundos em silêncio, até se recuperarem da surpresa.
ㅡ Isso foi um pouco...rápido. ㅡ Seu tom era de puro deboche.
Martín quis socá-lo com força mas mesmo que tentasse não conseguiria, o corpo estava fraco e sensível com o recém orgasmo.
ㅡ É culpa sua! ㅡ Ele limpa a garganta. ㅡ É sua culpa por ficar fazendo graça! ㅡ Ele tenta soar irritado, mas sua voz era ofegante e rouca.
ㅡ Oh nossa, minha culpa?! Sinto muito! ㅡ Soava cínico, emergindo deboche. ㅡ Mas não precisa ter toda essa pressa, a noite ainda é uma criança amor, e eu não tenho pressa alguma para acabar com você. ㅡ Ele se inclina alcançando os lábios rosados e os beija. ㅡ Se segura em mim, firme. ㅡ Sussurrou contra os lábios do outro.
O loiro faz oque lhe é mandado meio confuso, mas assim que sente Luciano afastar o quadril e o membro dentro de si sair um pouco, ele entende.
ㅡ E-espera um pou- Ah! ㅡ Ele é interrompido pelo moreno o estocando, com força o suficiente para empurrar a cama um pouco para o lado.
ㅡ Desculpa... mas eu já esperei demais. ㅡ Ele diz ofegante.
Martín não estava em perfeita lucidez, havia acabado de gozar pela segunda vez, e não havia se recuperado totalmente nem do primeiro ápice, quem dirá do segundo, seu corpo nunca esteve tão sensível como agora, mas sabia que era maldade fazer o moreno parar agora, então tentou ignorar o corpo ainda formigando e usou todas as forças que tinha agarrando as costas do menor.
Luciano começou a se mover, sabia que o corpo do loiro ainda estava se recuperando dos estímulos anteriores, então se segurou para não ir muito rápido logo de cara, ia de forma lenta, mas ainda com força, ele apoiava a testa no peito pálido soltando deliciosos suspiros, aproveitou para vez ou outra depositar alguns beijos e mordidas pela região, era difícil manter o controle, ainda mais quando o interior do outro o apertava de um jeito tão bom, o loiro normalmente era frio, tanto de jeito quanto literalmente, mas quando estavam assim ele era tão quente, tão bom, Luciano queria abraçá-lo com força, ter seu corpo junto ao dele para sempre.
ㅡ Martín.~ ㅡ O chamou em um sôfrego suspiro.
O moreno sente o membro sendo abraçado pelo interior do outro com mais força, as unhas do loiro cravando em suas costas enquanto novamente as pernas fracas voltam a se envolver em sua cintura.
ㅡ Mais... quero mais... ㅡ É o máximo de uma frase que o loiro conseguiu formular.
O moreno sorri e deixa o corpo se mover como queira, ele segura os lençóis com força e começa a acelerar gradualmente a velocidade das estocadas, os gemidos dos dois mais os sons de seus corpos indo um contra o outro e o ranger da cama inundavam o quarto,talvez até o corredor, mas essa era a última coisa com a qual se importariam agora.
Luciano levantou o rosto para poder olhar o de Martín, o loiro estava uma verdadeira bagunça, ou melhor, os dois estavam, os corpos suados, melados, os cabelos desgrenhados grudando alguns fios nas testas, saliva escorria pelos cantos de suas bocas, seus batimentos eram impossíveis de contar, suas vistas eram turvas e suas mentes estavam nas nuvens, e essas aparências desordenadas e desesperadas eram as mais lindas ao qual já se viram.
Martín levou as mãos ao rosto do outro e o trouxe para um beijo, necessitado, Luciano correspondeu, levou uma das mãos até uma das coxas trêmulas do outro, que ameaçava se soltar dele, e a apertou, mantendo-se preso às pernas do loiro, a mão livre levou até o membro rosado abandonado e o masturbou com anseio, não durariam muito mais, suas mentes estavam completamente longe, só se focavam no calor um do outro, no corpo um do outro, Luciano investiu com força e se derreteu dentro de Martín, que revirou os olhos sentindo aquele calor atordoante se espalhando dentro de si, também se desmanchou na mão do moreno e sobre seus abdomens, eles gemeram ofegantes entre o beijo.
Se mantiveram assim por um tempo, Luciano fez questão de se mover no loiro mais algumas vezes bagunçando ainda mais o interior do outro, Martín normalmente não gosta que ele faça isso por causa do trabalho que dá na hora de se limpar, mas a sensação no momento é sempre tão gostosa que é impossível para ele reclamar.
Assim que o moreno solta a perna do outro elas se soltam dele, caindo sem forças no colchão, Luciano dá mais um beijo no loiro antes de se afastar e deitar ofegante do lado do mesmo, ele encarou o rosto do loiro que ainda parecia estar em outro mundo, ele olha ao redor vendo que moveu a cama mais doque imaginou, ele ri e volta a olhar para o loiro que lentamente virou o rosto para encará-lo, os dois sorriram, um para o outro, Luciano leva uma das mãos até o rosto do maior e o acaricia jogando os cabelos do loiro para trás, em seguida, iniciando um cafuné, Martín apenas fechou os olhos apreciando o carinho.
ㅡ Ei.~ ㅡ Sussurrou o moreno.
ㅡ Hm?~ ㅡ Respondeu ainda com os olhos fechados.
O moreno se esgueirou para mais perto, aproximou os lábios do ouvido do loiro e sussurrou:
ㅡ Três à um, hermano.~
Fim.
