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Afternoon in heaven

Summary:

Ei e Miko aproveitam a tarde ensolarada no grande Santuário Narukami (ao mesmo tempo que as sacerdotisas surtam com elas).

No segundo capítulo, a coisa muda de figura quando Ei e Miko, tomam chá da tarde no Tenshukako.

Notes:

Nem só de winx vive essa conta. Espero que gostem, escrevi essa fic em 2022 <3

(See the end of the work for more notes.)

Chapter Text

 Era apenas um dia comum no grande Santuário Narukami, sem visitantes, apenas as sacerdotisas varrendo algumas pétalas de cerejeira ou organizando alguma atividade que Yae Miko as definiu.

Yae Miko... a kitsune mais conhecida por fazer o inferno na vida das pobres moças em busca de diversão. Mas...

Uma figura ilustre estava presente, a própria Shogun Raiden estava sentada nas escadas que levavam à grande Sakura Sagrada junto a Guuji do Santuário.

As sacerdotisas estavam em pânico por dentro, mas fingiam que não viam a cena de Yae Miko com a cabeça deitada nos ombros da Shogun, que acariciava seus cabelos.

 Por dentro, Miko estava morta de vergonha,  ela sempre se mostrou ser uma pessoa ardilosa e misteriosa, procurando divertimento no sofrimento alheio, porém, não conseguia admitir o quão amava Ei, o quão sentia sua falta, o quão ve-la ao seu lado a deixa feliz.

 — Miko... — Sussurava, Ei. Tocando nas orelhas felpudas da kitsune que estava com as bochechas vermelhas de vergonha. — Eu senti tanto a sua falta, Miko. 

 O coração da Guuji acelera, Ei cheira seu cabelo, beijando em seguida.

Não era de seu costume ficar sem dizer nada, então porquê?! Por que a única coisa que ela podia fazer era corar? 

— Eu sinto muito, Miko. Sinto muito pelo o que eu te fiz passar nesses anos. Eu jamais farei isso outra vez. Será que um dia você poderia me perdoar?

Um abraço. Ei a abraça apertado, entrelaçando seus braços na cintura da Kitsune.

Atônita, Yae retribui o gesto, escondendo seu rosto nos ombros da Shogun.

Assim, liberando as lágrimas que estavam em suas pálpebras. Um choro silencioso, onde Ei afagava suas costas. 

— Eu amo você, Miko. Por toda a eternidade. 

 A Guuji quebra o abraço ainda agarrando as mãos de Ei. A mais alta sorri, limpando com o polegar, as lágrimas que insistiam em escorrer. 

— Por favor, não fique assim, Miko. 

Pede Ei, afastando as mechas cor-de-rosa que caiam sobre os olhos brilhantes de Yae Miko. 

— Eu te amo, Ei. — Revela a Guuji, tirando coragem do fundo do seu coração para dizer. — E... eu te perdoei, sua arconte estúpida. 

A Shogun ri e beija a testa de sua amada.

— Eu sei que você odeia mostrar suas caudas em público, mas você me deixaria escovalas mais uma vez? Nós podemos ir para o Tenshukako, ou passear por Inazuma, o-ou que você quiser.

Miko voltou à personagem. A Guuji sorriu. 

— Hmm... Se você quer tanto assim fazer as pazes comigo, talvez eu deixe. Quem sabe, não é? — Yae respondeu,  olhando para suas unhas longas.

— Não seja assim, raposinha. Não trate sua familiar tão mal. — Ei rebateu, entrando na brincadeira. 

A Shogun levanta, oferecendo a mão para de Miko pudesse pegá-la para que ambas fossem embora. Yae não poderia estar mais feliz, as pétalas de cerejeira caindo, a luz do sol atrás de Ei, enquanto o cabelo da mais alta balançava a favor do vento. Era como passar a tarde no paraíso.

A Guuji aceita a mão da Shogun e, juntas elas partem em direção à cidade.

As pobres sacerdotisas não podiam estar mãos felizes, tanto vendo um momento fofo entre a Imperatriz Umbrosa e a Divina Vulpez, tanto porque se a Guuji voltasse com o mesmo humor que ela partiu, com certeza todas elas poderiam tirar o dia de folga amanhã. Fé na Shogun.