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Donut de creme

Summary:

Minho adora ficar longe do marido, porque pode encaixar casos extraconjugais na rotina sem ninguém perceber. O problema é que, dessa vez, enquanto o marido se prepara para viajar, seu sogro não sai do seu pé.

Notes:

Esta fic é, ao mesmo tempo, para o fuckfest, que demorou mas saiu, e para o bingo do Minho bottom, porque eu sou muito cadela de Minho bottom, sim.

É uma fic bem curtinha, mas eu espero que esteja aprazível.

Work Text:

— Você vai me levar até o aeroporto? — Doyun perguntou ao pé do seu ouvido, umas das mãos na sua cintura, e Minho sorriu contra o travesseiro antes de se virar na cama a fim de deitar de barriga para cima.

— Preciso tomar café da manhã antes.

Doyun está em pé ao seu lado, mas Minho não se incomoda em esticar os braços e abrir o botão da calça social do marido, deslizar o zíper para baixo com a rapidez de quem poderia despi-lo de olhos fechados. E pode, mas Doyun o segura pelo punho antes de se abaixar para deixar um beijo no dorso de cada uma de suas mãos.

— Agora não, amor, tô atrasado.

— Mas você vai ficar longe. — Minho franze o cenho enquanto chuta as cobertas para longe. Precisa se levantar se pretende mesmo fazer companhia ao marido. — Posso te chupar no carro.

Ele ergue uma das sobrancelhas para Doyun, um sorriso no canto do rosto. Não se importa com o corpo nu na frente de ninguém, muito menos de quem o conhece por dentro, ao se levantar.

— Ficaria um pouco esquisito na frente do meu pai.

— Ele pode olhar pela janela, não me incomodo — Minho responde, mas se vira para olhá-lo em seguida. — Seu pai?

— Ele veio me levar.

Minho assente ou acha que assente. Murmura qualquer bobagem enquanto enfia as pernas na calça branca pendurada de qualquer jeito no cabideiro e a cabeça e os braços em uma blusa branca limpa, porque é sempre melhor se vestir como um coroinha quando está com alguém que não faz nenhuma questão da sua presença.

— Ele vai morar aqui agora?

Por sorte, Doyun ri da pergunta, mas Minho não consegue acompanhá-lo. As últimas semanas foram insuportáveis. Não adiantava que os dois se vissem quase todos os dias no trabalho, Hyunjin passou a se fazer presente na casa deles todo final de semana, trancado no escritório com Doyun enquanto Minho preferia sair para fazer compras no shopping ou arrumar alguém menos ocupado que o marido que satisfizesse seus desejos sexuais.

Doyun não é o melhor do mundo na cama, é meio apressado, não curte muito chupar, mas ama ser chupado, às vezes se atrapalha com o ritmo dos próprios quadris, mas Minho não desgosta de todo. Sempre há alguém disposto a preencher as lacunas do marido.

— Ele precisa buscar umas coisas de qualquer forma, mas vai melhorar agora que eu vou viajar, ele disse que só vai passar aqui de vez em quando pra ver como você tá.

Minho controla a vontade de rolar os olhos. Ao invés disso, agarra o cardigan bege que Doyun lhe oferece, um sorriso rígido nos lábios.

— Quanta gentileza.

Doyun solta mais uma risada como se fosse muito engraçado. Para ele, deve ser mesmo. Os dois descem as escadas depois de Minho conseguir mais cinco minutos para escovar os dentes. Hyunjin está sentado no sofá, uma perna cruzada sobre a outra, o rosto fixo no celular em uma das mãos. Está em um terno cinza que realça o corpo esguio e combina com os fios grisalhos salpicando os cabelos, em especial a mecha grossa do lado esquerdo.

Minho o achou lindo desde a primeira vez que o viu. É inegável. Em outra situação, teria trocado o filho pelo pai, porque a idade não importa para ele, o que importa é que Minho o cumprimenta com um aceno de cabeça e Hyunjin nem olha na sua direção. Ele se dirige ao filho, as sobrancelhas erguidas, os lábios crispados.

— Podemos ir?

Minho pega um donut de creme na cozinha para comer no meio do caminho e os três entram no carro de Hyunjin no banco de trás enquanto o motorista segue a rota para o aeroporto. Doyun está no meio, mas a lateral do corpo se cola à de Minho, uma das mãos na sua coxa para onde Hyunjin olha de relance vez ou outra.

Deve ser ódio, Minho pensa. Talvez Hyunjin quisesse que Doyun se casasse com o filho feio de um amigo endinheirado ao invés de ficar com um pobretão que, desde o começo do namoro, parou de pagar o próprio aluguel e as maiores despesas mensais. Mas ele esperava o quê? Doyun gosta de desfilar exibindo o bom e o melhor que o dinheiro pode comprar, Minho incluso.

Eles se dão bem, o sexo podia ser melhor, mas também podia ser pior. Se Doyun tem amantes, Minho não sabe, mas não se surpreenderia. Não pode dizer que não há amor, porque Minho ama acordar às nove da manhã, ir à academia às onze e ser acompanhado por um personal trainer, fazer aula de tênis às três segundas e quartas, curso de perfume terças e quintas, ama o cartão sem limites para as compras no shopping, os presentes, as festas.

— Você pode comer isso? — Hyunjin pergunta do outro lado do carro quando Minho dá a primeira mordida no donut com recheio de creme. — Não precisa manter a dieta?

— Acha que tá envenenado? — Minho pergunta com falsa seriedade, os olhos arregalados, o corpo se inclina para frente para olhar o sogro melhor, mas Hyunjin desvia a fim observar a paisagem à frente. — Amor, você pode tirar um pedaço?

Doyun o encara com um sorriso no rosto, bem diferente do bico mimado nos lábios de Minho, antes de dar uma mordida no donut. Ele solta um “hum” de alguns segundos, a cabeça se move como se precisasse confirmar algo.

— Acho que tá envenenado mesmo, tá muito bom.

— É minha baba, amor — Minho diz antes de apoiar uma das mãos no rosto de Doyun e puxá-lo na sua direção. Os lábios se encontram com os do marido em um beijo muito singelo, um leve encostar, mas Minho sorri com a provocação.

Sorri mais ainda quando Hyunjin chama Doyun para repassarem, provavelmente pela milionésima vez, o itinerário para quando o marido chegar no Japão. Minho pode comer seu donut em paz e relaxar no banco do carro com a música baixa nos alto-falantes.

É tudo mais fácil no aeroporto, porque o tempo é curto, Doyun fez um check-in on-line, então os três se encaminham para o portão de embarque enquanto ecoa o anúncio da última chamada para o voo. Preferia que Hyunjin não estivesse com eles, mas não pode reclamar, não precisa entrar em uma guerra sem possibilidade de vencer.

Precisa dar um show.

Ele espalma as mãos no peito de Doyun e as desliza para cima, pelos ombros, antes de abraçá-lo, o corpo cola no do marido e Minho lhe dá um selinho para voltar a encará-lo. Doyun larga a mala de rodinha, passa os braços na sua cintura, um ótimo sinal.

Minho pede para Doyun voltar logo, diz que vai sentir falta dele, deixa um beijo no seu pescoço, descansa o rosto no mesmo local, como se precisasse sentir o cheiro que sente todo dia quando acorda e vai dormir. Deixa mais um beijo singelo sobre os lábios do marido, um discreto, porque Doyun não é afeito a demonstrações públicas de afeto, especialmente na frente do pai.

Quando Doyun ultrapassa o limiar de onde não podem mais seguir, Hyunjin lhe diz que podem ir embora, mas Minho permanece onde está, permanece até o marido fazer uma curva suave à esquerda e sumir no seu campo de visão. Ele está chateado. Queria se despedir decentemente, na cama, com tempo. As últimas duas semanas, por culpa de Hyunjin, claro, foram tão corridas que Minho não conseguiu transar — pelo menos não com o próprio marido. Doyun chegava tarde da noite, tomava banho e não demorava cinco minutos para cair no sono. O máximo que conseguiu foi uma manhã de caíricias em que Doyun acordou explodindo de tesão e o fodeu em cinco minutos.

Minho olha para o braço que Hyunjin lhe estende e o segura pouco acima do cotovelo para voltarem para o carro, onde o motorista os espera. Não está plenamente satisfeito com aquela viagem de última hora, sem previsão de volta, mas não vai dizer nada.

— Vai entrar? — Minho não consegue controlar a língua assim que chegam, quando Hyunjin salta do Mercedes junto com ele e dá a volta no carro.

— Vou tomar café.

Minho assente, mas quer perguntar se Hyunjin não pode tomar café na própria casa. O silêncio da cozinha não dura pouco quando uma das empregadas entra dizendo que já preparou algo para Minho comer e perguntando o que Hyunjin vai querer enquanto outra arruma a mesa.

Hyunjin tem um cappuccino fumegante à sua frente quando se senta, e Minho sacoleja o copo gelado com o suco de laranja antes de puxar seu prato com panqueca de kimchi. Avisa que não vai malhar hoje, vai para o quarto dormir. Na verdade, quer passar algumas horas deitado na cama sem fazer nada, mas ninguém precisa saber.

O silêncio volta a reinar no cômodo. Minho quer oferecer algo para Hyunjin comer, mas ele pediu só café mais cedo. Ele está distraído com a xícara longa em uma das mãos, o celular em outra, a gravata está um pouco frouxa no pescoço, e Minho sente vontade de dar a volta na mesa, sentar no colo do próprio sogro e arrumar.

Eles nunca ficaram totalmente sozinhos antes. Na primeira e única vez, bastaram cinco minutos para Hyunjin lhe dizer que Doyun deveria trocar de namorado. Assim na cara dura. Depois disso, nunca mais. Talvez Doyun ache arriscado por ter medo do pai matar seu marido, e Minho prefere assim, alguém para mediar a falta de relação que ele e Hyunjin mantêm.

— Falei pro Doyun que eu ia cuidar de você enquanto ele estivesse fora.

Se fosse outra pessoa, Minho bufaria, rolaria os olhos, diria que Hyunjin é um falso do caralho que não engana ninguém; ao invés disso, sorri.

— Você é muito gentil.

Hyunjin visivelmente trinca os dentes de cima nos de baixo antes de se obrigar a relaxar para tomar mais um gole do cappuccino enquanto Minho enche a boca com um pedaço de panqueca como desculpa para o silêncio.

Minho não olha — prefere não olhar — quando Hyunjin se recosta na cadeira, o corpo na sua direção, o dedo bem preso à asa da xícara e uma perna cruzada sobre a outra como se lhe sobrasse paciência no mundo. É incômodo, dá vontade de dizer uma meia dúzia de desaforos a Hyunjin e deixá-lo sozinho na cozinha, mas se contém.

Ao invés de arrumar confusão para si mesmo, Minho prefere dispensar as empregadas do trabalho da cozinha naquele momento e lhes dizer que não vão comer mais. O recado é para Hyunjin, mas Minho não lhe dirige a palavra nem o olhar.

Gostaria de comer rápido, mas seria descarado demais, então leva todo o tempo do mundo, até porque não tem mesmo nada melhor para fazer. A xícara de Hyunjin está em cima da mesa, vazia, quando Minho se levanta.

Não é seu dia de sorte, porque Hyunjin também se levanta e, como se não bastasse, ainda o segue para fora da cozinha. Minho quer se virar e perguntar se ele tem algum problema, mas não pode se descontrolar na frente dos empregados. Não ficaria bem para ele, para Hyunjin nem para o marido.

— Ainda precisa de alguma coisa? — ele pergunta com uma tentativa de sorriso.

— Doyun deixou uns documentos pra mim no escritório, mas acho que seria bom você me acompanhar pra gente conversar.

Minho precisa engolir a vontade de dizer que não tem nada para conversar com o sogro. Ele assente, tentando se preparar mentalmente para todas as formas como Hyunjin pode argumentar que Minho é uma desgraça naquela família, e não hesita em subir as escadas com companhia.

Por sorte, as paredes do escritório são reforçadas para manter o trabalho de Doyun longe dos ouvidos dos curiosos. Se Hyunjin quiser gritar, pode ficar à vontade, mas talvez a melhor tática para Minho seja a de manter a boca fechada e a fachada arruinada de bom moço.

— Aboji, você sabe onde tá tudo que precisa? — Minho pergunta assim que fecha a porta, e Hyunjin assente enquanto liga o computador em cima da mesa. — Posso ir pro meu quarto, então?

— Vem cá. Eu não disse pra gente conversar? — Hyunjin nem olha para sua cara, mas Minho se aproxima. — Senta aqui.

Hyunjin puxa a cadeira à mesa, mas se senta antes que Minho possa se mover. Há um sofá em frente, do outro lado da sala, muito longe para ser “aqui”, e o fato de Hyunjin se manter em sua direção é indicativo o suficiente do que deve fazer.

Ele nunca desobedeceria alguém. Não alguém com tanto dinheiro e poder como o sogro, então se vira de costas e se senta nas coxas de Hyunjin antes de apoiar as costas no seu peito como se não fosse nada demais, como se fosse natural entre os dois, por mais que o incômodo da incerteza instale um frio na sua barriga.

— Eu não sei se é uma boa ideia — Minho tenta. — Acho que Doyun não gostaria de me ver assim.

Hyunjin parece soltar um murmúrio afirmativo, mas não faz menção a deixar Minho se afastar. Na verdade, ele gira a cadeira no eixo e a encaixa na mesa antes de se voltar para o computador a fim de escrever a senha do usuário de Doyun, que nem Minho sabe qual é. Por isso, Minho até entende quando ele pressiona uma das mãos na sua testa com força o suficiente para deitar sua cabeça no ombro de alguém de quem nem deveria estar tão próximo.

— Antes eu achava que você só se fazia de bobo — Hyunjin diz. — Mas agora eu tenho certeza que você se acha muito mais inteligente do que é.

Minho negaria com um aceno de cabeça se pudesse, mas, deitado no ombro de Hyunjin, fica difícil. Precisa falar, mas o cheiro do perfume bem abaixo do seu nariz quase o deixa inebriado, o cheiro amadeirado com um toque cítrico suave de laranja e um tom de chocolate amargo.

Ele escuta o barulho dos dedos de Hyunjin no teclado, mas, de alguma forma, as pernas embaixo das suas se movem e o obrigam a afastar as coxas muito mais do que gostaria. Minho não faz nenhuma menção a fechá-las de volta.

— Eu falei que o Doyun precisava de outro namorado e você não me ouviu — Hyunjin diz e uma das mãos aperta a coxa de Minho com tanta vontade que Minho acha que vai perder um pedaço dela.

— É muito injusto você querer influenciar seu filho a terminar comigo. Justo você.

Pela maneira como Hyunjin o segura, em seguida, pela cintura e puxa seu corpo para mais perto, obrigando-o a se sentar bem em cima do seu pau, Minho sabe bem onde este momento vai levá-los e deveria oferecer resistência, por mais falsa que seja.

— Você é muito burro mesmo — Hyunjin diz ao virar o rosto na sua direção, os lábios colados à sua bochecha.

Minho não deveria se render tão fácil, mas o trabalho se torna hercúleo quando Hyunjin impulsiona o quadril para cima e finca os dedos na sua cintura para esfregar a semi-ereção na sua bunda sem pudor algum. Não consegue controlar um arfar. Tenta, mas não consegue.

— Eu sou marido do seu filho — Minho diz em uma tentativa de colocar um ponto final naquela loucura. Ele não quer, sempre achou Hyunjin gostoso demais, mas nunca viu futuro na relação dos dois nem como sogro e genro.

Resistir se torna cada vez mais difícil. Hyunjin fecha uma das mãos no seu cabelo com tanta força que Minho sente a pontada no couro cabeludo e resmunga involuntariamente. O próprio pau pulsa de tesão dentro da calça branca e imaculada que vestiu mais cedo.

— E é muito burro... — Hyunjin deixa uma mordida no seu maxilar, a outra mão se arrasta para dentro da coxa de Minho, sobe pelo tecido. — Você devia ter largado meu filho pra ficar comigo, ele ia superar fácil.

O corpo de Minho tensiona com aquela declaração, os olhos se abrem, mas não se arrisca a olhar para Hyunjin e sair da posição tão confortável em que se encontra. Ele é mesmo o homem mais burro do mundo. Hyunjin seria uma escolha ideal. Mais dinheiro que Doyun, mais poder, mais posses, mais estabilidade.

— Eu pensei que você me odiasse.

Hyunjin solta uma risada deliciosa, e Minho ofega com a mão que sobe pela sua coxa até passar pelo seu pau brevemente antes de segurá-lo com cuidado e por inteiro.

— Antes não, agora sim.

Minho grunhe sem entender a própria reação. Seu maior desejo em relação a Hyunjin, independentemente do tesão que sente por ele, sempre foi cair nas suas graças. Agora sabe bem o caminho a seguir para ficar bem não só com o filho, mas com o pai.

Esse jogo já conseguiu dominar há muito tempo, desde quando conheceu Doyun em uma boate e dançaram o bastante a ponto de Minho reparar no relógio de pulseira grossa no pulso, na blusa com estampa da Versace — que ele sabia de onde vinha porque tinha uma vizinha aficionada por moda —, no fato de Doyun estar naquela boate quando Minho tinha entrado por ter um amigo do bairro na segurança.

Ele soube beijar Doyun pelo resto da noite e esfregar o pau no seu, arrastar a boca pelo seu rosto até a sua orelha para sussurrar que queria muito dar para ele até não sentir mais as pernas. Deixa eu te levar pra minha casa, Doyun sussurrou de volta, mas Minho fingiu que não podia. Trocaram número de telefone e, cada vez que saíam juntos, Minho o deixava querendo mais. Por sorte, Doyun era bem dotado o suficiente para não ser um sacrifício apenas pelo dinheiro, Minho sempre disse que, de pau pequeno, bastava o próprio.

Quando começaram a sair com os amigos de Doyun, Minho com os presentes do namorado da cabeça aos pés, sorria a cada elogio, incentivando as brincadeiras de “Como você conseguiu um namorado tão bonito assim?” a ponto de Minho se fazer tão necessário quanto uma roupa de marca ou mais um diploma na parede de um escritório.

Com o casamento e as responsabilidades cada vez maiores na empresa do pai, as ausências de Doyun abriram caminho para Minho se aventurar a conhecer outros corpos. Ele é jovem demais para se contentar com um homem só para o resto da vida até que a morte os separe.

— Rebola no meu pau — Hyunjin diz ao pé do seu ouvido, e Minho não pensa duas vezes antes de obedecer.

A ereção de Hyunjin é tão proeminente que Minho ofega. Consegue perceber como Hyunjin não é pequeno, nem um pouco, e Minho tem esse grande defeito de se recusar a transar com homens sem pau grande. Consegue sentir a boca salivar conforme aumenta a vontade de sentar em Hyunjin de verdade, sem todas aquelas camadas de roupa entre os dois.

A movimentação de Hyunjin para desligar a tela do computador é muito sutil, mas não quando precisa deixar o celular em cima da mesa. A ansiedade por não conseguir antecipar as ações alheias conforta Minho, em especial ao sentir a mão que passa pelo seu pau de novo e o aperta de um jeito que lhe arranca um gemido.

— Ajoelha na minha frente, vai, deixa eu ver essa sua cara de puta.

Minho se levanta sem hesitar e aproveita para tirar o cardigan. Se houvesse chance de encontrar Doyun neste mesmo dia, jamais arremessaria uma peça de roupa sequer na poltrona do outro lado do escritório, mas agora não vê problema nenhum, sabe que ninguém vai chegar e flagrar os dois.

Hyunjin afasta mais a cadeira e as próprias pernas, deixa um espaço perfeito para Minho se encaixar, de joelhos. A boca saliva de vontade em antecipação, espera o sogro abrir a calça e colocar o pau para fora, mas, ao invés disso, ele se aproxima o suficiente para fechar a mão na barra da camisa de Minho e puxá-la para fora do seu corpo em um único movimento.

— Quer que eu tire tudo? — Minho pergunta na esperança de receber uma resposta afirmativa, uma das mãos já na calça.

— Tira que eu sei que você não nasceu pra ficar de roupa, né? — Hyunjin passa uma das mãos pela lateral do seu rosto em um quase carinho, Minho chega a se inclinar em direção ao toque, mas não dura muito. Hyunjin lhe dá um tapa na bochecha que vira sua cabeça com tudo para o outro lado.

Minho não consegue controlar a maneira como seu pau pulsa dentro da calça. Sua cueca está babada de pré-gozo e tem vontade de esfregar a palma da mão na própria ereção em uma tentativa de aliviar um pouco do tesão, mas se controla porque não foi o que Hyunjin pediu.

Impaciente, Hyunjin escorrega a mão da sua bochecha para trás da sua cabeça antes de fechar os dedos no seu cabelo com tanta força que obriga Minho a erguer o queixo e cerrar os dentes. Ele ainda o puxa mais para perto, o rosto cola ao seu antes de lhe deixar uma mordida no maxilar.

— Tira logo essa porra, quero ver se valeu mesmo a pena meu filho passar por cima de mim pra ficar com um interesseiro do caralho que nem você.

Hyunjin o solta de um jeito tão brusco que faz a cabeça de Minho balançar, mas ele não se incomoda. Abre a calça com rapidez e a puxa junto com a cueca para baixo. Nem ergue o corpo direito, apenas levanta as pernas o suficiente para se livrar do que lhe resta de roupa. Talvez devesse esperar alguma ordem, mas, quando volta a se apoiar nos joelhos, leva a mão à calça de Hyunjin para abri-la também.

— Já tá desesperado pra me chupar, é?

Minho assente enquanto desce o zíper da calça e, antes que possa se aventurar mais, Hyunjin tira suas mãos para que ele mesmo possa enfiar a sua por dentro da cueca e colocar o pau para fora. Hyunjin está duro, mas não é isso que faz Minho duvidar da visão à sua frente.

Por incrível que pareça, seu sogro consegue ser maior que seu marido. A boca de Minho enche tanto d’água que acha que pode babar só de ver o pau bonito de Hyunjin, do jeito que gosta.

— Vem, não é isso que você quer? — Ele balança o pau pela base, e Minho se aproxima ainda mais antes de abrir a boca e colocar a língua para fora.

Não se incomoda quando a risada de Hyunjin preenche o cômodo. Ao contrário, um frio se revira na sua barriga antes de Hyunjin bater com a glande na sua língua uma, duas vezes. Ainda a esfrega pela boca de Minho, pressiona-a contra a sua bochecha pela parte de dentro, bem rente ao seu lábio, e a deixa escorregar para fora com a força que exerce só para, em seguida, bater com o pau na cara de Minho.

Minho sente a barriga contrair em um apelo, um tesão que o faz cogitar a possibilidade de gozar a qualquer segundo com um homem que parece saber agir exatamente como ele gosta. Se soubesse, teria mesmo largado Doyun para ficar com o pai.

Hyunjin deixa a mão descer para a base do próprio pau quando o escorrega pelos lábios de Minho, a outra mão empurra sua cabeça. Minho o deixa conduzir até onde ele quer, mas não é muito. Quando Hyunjin afrouxa o aperto nos seus cabelos, Minho toma as rédeas para começar o vai e vem na ereção do outro.

— Era assim que você queria?

Minho não tira o pau de Hyunjin da boca para assentir. Não tiraria se não fosse obrigado. Ele ergue os olhos para poder encará-lo enquanto desce e sobe os lábios, às vezes deixando-os parados mais acima para rodear a glande com a língua; o próprio pau, duro entre as pernas, clama inutilmente por atenção.

A mão de Hyunjin volta para sua bochecha, deixa três tapinhas fracos, como se zombasse da posição em que está, como se Minho, de alguma forma, se sentisse obrigado a estar naquele lugar que ocupa por vontade própria.

— Até que meu filho tem bom gosto, né? Ficar com uma puta que nem você tem que servir pra alguma coisa nem que seja pra olhar como você fica lindo pra caralho mamando pica.

Minho geme mesmo com a boca cheia e não desvia o olhar. Na verdade, não desviaria se Hyunjin não o segurasse pela cabeça com as duas mãos e o empurrasse para baixo no seu pau enquanto impulsiona o quadril para cima a fim de encontrá-lo no meio do caminho. Minho tenta se manter onde está, mas a reação é mais forte quando se engasga.

Precisa se afastar o mais rápido o possível e só quando solta o pau do outro para respirar, um fio de saliva ligando seus lábios à glande de Hyunjin, percebe que ninguém o segura mais. Achou que Hyunjin fosse forçá-lo, o que não seria problema, muito pelo contrário, mas Hyunjin tem um sorriso no rosto.

— Anos de prática e você não consegue chupar piru sem engasgar?

Hyunjin bate a glande no seu lábio inferior repetidas vezes antes de Minho colocar a língua para fora. Ele aproveita para chupá-la por um momento. Menos do que gostaria, porque recebe, não muito forte, um outro tapa no rosto que o obriga a tirá-la da boca.

— É muito grande — ele diz, mas deixa seus lábios envolverem o pau de Hyunjin de novo e os desce até onde consegue se segurar sem engasgar.

O gemido baixo de Hyunjin o deixa com vontade de envolver a própria ereção e começar a se masturbar para dar conta do tesão que sente, mas ainda quer se controlar mais, prolongar um momento como aquele.

— Gosta assim?

O olhar de Minho se ergue de novo para ver o sorriso de Hyunjin, e ele assente com aquela pergunta. Claro que gosta. Hyunjin não saberia, não poderia fazer ideia do quanto gosta.

— Abre a boca pra mim — Hyunjin diz, a mão de volta no seu cabelo, e Minho o obedece, abre o máximo que pode. — Isso, deixa assim.

Não consegue manter os olhos abertos quando Hyunjin impulsiona o quadril para cima e para baixo, dentro da sua boca. O ritmo é mais rápido do que Minho cogitou, mas Hyunjin não se força por inteiro, talvez por saber da dificuldade que Minho tem em não engasgar em um pau daquele tamanho. Força seus lábios até o meio da ereção e volta.

O próprio Minho lateja entre as pernas, nu diante de um homem totalmente vestido e que, mesmo fora daquele escritório, tem muito mais poder sobre ele do que, talvez, qualquer outra pessoa. A vontade de se tocar piora quando Hyunjin, mas uma vez, empurra sua cabeça mais para baixo do que o indicado.

— Deixa a boca aberta, porra.

Minho deixa, sente os lábios arderem nas extremidades de tão esticados, mas avança um pouco mais sem engasgar. A pressão de Hyunjin é constante, sua boca desliza mais, o quanto pode, seus olhos lacrimejam, mas basta um milímetro em avanço para voltar a erguer a cabeça para longe do colo do outro.

— Lindo demais — Hyunjin diz e, enquanto Minho tenta recuperar o fôlego, puxa-o pelo maxilar para cuspir no seu rosto e lhe dar um tapa em seguida.

Não faz ideia de onde Hyunjin mirou aquele cuspe, mas pega um pouco abaixo do seu olho, seu reflexo seria de se afastar ainda mais se não fosse o tapa. Poderia gozar a qualquer momento se estivesse com a mão no próprio pau, não tem dúvidas, ainda mais quando Hyunjin toca o cuspe com os dedos e esfrega a palma da mão na cara de Minho para deixá-lo molhado por inteiro.

— Levanta, vira de costas pra mim.

Talvez, se fosse uma pessoa paciente na hora do sexo, enrolaria na tentativa de fazer Hyunjin prometer que aquele momento dos dois não vai sair dali, que Doyun nunca vai saber, mas está pouco se fodendo, no fim das contas.

Ele se levanta enquanto passa o antebraço no rosto molhado para se limpar minimamente e se vira de costas. É fácil de se esquecer da única tatuagem que tem quando não a vê o tempo todo, quando não é todo dia que olha no espelho e tem uma visão, mesmo de relance, do adorno no corpo, mas agora, com o arfar surpreso de Hyunjin, lembra da loucura que fez aos dezenove anos.

É uma tatuagem simples. Um escrito no cóccix em letra cursiva com ornamento em volta que Minho carinhosamente chama de moldura art nouveau. Ainda assim, é o suficiente para Hyunjin correr os dedos pela extensão, rir e lhe deixar um tapa tão forte na bunda que Minho quase esbarra no computador ao jogar o corpo para frente.

— Princesa? — Hyunjin ri de novo e aperta sua bunda, Minho não consegue conter o gemido. — Você é muito vagabunda, né? 

Talvez não precise, mas Minho assente sem pensar duas vezes e se empina para trás, na direção de Hyunjin quando o sente afastar as duas bandas de sua bunda para expor ainda mais seu corpo.

Minho não sabe se é graças ao próprio gesto, mas Hyunjin o surpreende ao se inclinar na sua direção e passar a língua pelo seu cu. Não consegue conter o gemido nem o revirar de olhos. Dessa vez, é a sua mão que se fecha no cabelo de Hyunjin quando leva um dos braços para trás.

Hyunjin o mantém aberto, exposto, conforme esfrega a língua pelo seu cu repetidas vezes. Minho se sente dividido entre a vontade de parar tudo para implorar para Hyunjin meter de uma vez ou continuar sentindo aquele prazer que o faz se inclinar como pode por cima da mesa.

Quando as mãos de Hyunjin se fecham em suas coxas, os dedos fincam na sua pele, fazendo sua cabeça se enterrar entre sua bunda, Minho solta um ofego alto. Seu pau lateja com tanta força que o obriga a se abaixar com o máximo de esforço para não perturbar a posição em que se encontra e abrir a primeira gaveta, a única sem tranca, para pegar um lubrificante.

— Eu vou acabar gozando se você continuar — ele diz, mas não se move enquanto empurra a embalagem na direção de Hyunjin.

— É, princesa? — Uma nova risada segue a pergunta depois de Hyunjin tomar o lubrificante de sua mão. — Agora você quer dar pra mim, é?

— Sempre quis — Minho admite.

É a verdade, mas falaria o mesmo se não fosse, porque não é tão burro assim. Além disso, Hyunjin sempre esbanjou muito mais elegância que Doyun, talvez por conta do cabelo grisalho, dos ternos impecáveis, das pernas cruzadas cada vez que se senta, do olhar atento e cheio de enfado. Talvez também fosse a altura, maior que Doyun, consideravelmente maior que Minho. Ou até mesmo o desdém cada vez que eram obrigados, pelas circunstâncias, a estarem juntos.

— Vou te foder tanto, Minho — Hyunjin diz, o peito cola às suas costas, a boca rente ao seu ouvido —, que, quando Doyun voltar, você vai tá frouxo. — Hyunjin deixa uma mordida no seu lóbulo, e o barulho do lubrificante abrindo se faz presente. — Ele vai te comer e não vai saber como você ficou tão arrombado assim, vai achar que você tava muito sozinho esperando por ele e teve que comprar um brinquedinho maior, né?

É tortura. Minho quer implorar para Hyunjin meter logo, porque a forma como sua barriga se revira de tesão é tortura. Como não sente os dedos de Hyunjin em si, percebe que o sogro só se ocupou de si mesmo ao usar o lubrificante e, por isso, segura no tampo da mesa com força ao sentir a glande dele pressionar contra o seu cu, mas não o suficiente para entrar.

Minho vai colapsar a qualquer momento.

— Aboji — ele chama, empurrando o quadril para trás na tentativa de forçar o suficiente —, me fode logo.

Hyunjin o puxa pelo cabelo a fim de erguer seu tronco, mantendo-o colado a si enquanto se empurra para dentro dele com calma.

— Puta que pariu, Minho.

Não dá para falar nesse momento, então Minho assente, prendendo a respiração conforme sente a cabeça do pau de Hyunjin entrar toda. Não há nenhuma pausa; ao invés disso, Hyunjin continua empurrando a ereção para dentro de Minho por inteiro, preenchendo-o como ninguém nunca o fez antes.

Hyunjin só para quando o quadril encosta no seu, quando não há mais espaço entre os dois, e o obriga a se inclinar de novo na direção da mesa no momento em que faz o mesmo e pega seu celular. Minho deveria ficar atento, mas é fácil transformar o alerta em tesão.

Para piorar, Hyunjin se afasta um pouco para deslizar de volta com tudo para dentro dele, fazendo Minho gemer alto, sem controle algum sobre as próprias ações. O leve desconforto inicial não existe mais, só permanece a vontade que Minho tem de dar para aquele homem para o resto da sua vida.

— Se fode no meu pau que eu vou gravar um vídeo seu com essa sua tatuagem de piranha.

— Aboji, não — Minho diz, chega a balançar a cabeça, porque sempre tem muito medo de qualquer imagem sua vazar e arruinar o casamento que conseguiu com muito esforço.

— Shhhh, sem choro. — Hyunjin passa uma das mãos pelo seu cabelo, joga uma mecha para trás. — É só pra mim. E se meu filho pegar isso aqui, eu te assumo. Você acha que era com o dinheiro de quem que ele pagou as mensalidades daquela sua faculdade inútil e do seu aluguel?

Minho protesta com um gemido baixo, sem saber o que fazer, mas seu corpo se movimenta sozinho para a frente e para trás. Suas costas se arqueiam para sentir Hyunjin mais fundo, alargando-o com sua permissão e seu esforço.

Ele olha para trás por cima dos ombros, não precisa de muito para ver Hyunjin inclinado na direção da cadeira, os quadris para frente enquanto segura o celular entre os dois, para baixo. Minho poderia negar mil vezes que é ele, mas tem certeza de que Hyunjin não deixou sua tatuagem de fora da filmagem e, quando Hyunjin impulsiona o corpo de novo contra o seu, é impossível de mascarar o gemido alto.

O celular volta para o seu lado na mesa e, pelo visto, a atenção de Hyunjin também, porque começa a estocar em Minho com força, sem lhe dar tempo para ajustes, para respirar, para gemer direito. Hyunjin parece empurrar ininterruptamente na sua próstata sem lhe dar tempo nem para fechar a boca. Quando fecha a mão no seu pau, entretanto, Minho precisa ser rápido o suficiente para tirá-la.

— Não? — Hyunjin pergunta, e Minho balança a cabeça. — Vai gozar se eu te punhetar, é?

Minho assente dessa vez e aproveita para voltar a impulsionar o próprio quadril contra o de Hyunjin como se suas pernas já não estivessem quase sem forças para segurá-lo em pé. Vai gozar a qualquer momento, mas não agora. Se recusa.

— Se meu marido encontrar esse vídeo, você vai ser obrigado a me foder todo dia.

O barulho do tapa que Hyunjin dá na sua bunda preenche o escritório, mais alto do que o plap plap plap interminável de pele contra pele cada vez que Hyunjin enterra o pau dentro dele em uma estocada forte.

— Puta do caralho — ele diz entredentes, puxando os cabelos de Minho em seguida. — Vou te colocar na porra do seu lugar enquanto ele viaja, te mostrar o que você perdeu e te foder até quando você tiver no banheiro tentando limpar minha porra de dentro de você.

Minho geme alto, os dedos voltam a segurar o tampo da mesa como se precisasse disso para se manter onde está. Dessa vez, quando Hyunjin começa a masturbá-lo, não o impede, também não se controla quando o frio na barriga se espalha e o faz gozar na mão de Hyunjin.

O que não consegue controlar é o soluço se desprendendo da sua garganta conforme Hyunjin continua metendo nele, sensível. Por sorte, Hyunjin também não demora a gozar dentro de Minho, o braço o segura pelo peito para impedi-lo de cair para frente, por mais que Minho não consiga nem manter a cabeça erguida.

Ele não sente a porra dentro de si, mas sente quando escorre para fora assim que Hyunjin se afasta o suficiente para sair dele. Minho tenta, a todo custo, prender o que resta, mas parece ter o efeito contrário quando expele mais gozo.

— Porra — ele solta depois de botar a mão no próprio cu e ver como está largo.

Um novo gemido sai dele, incontrolável, e Hyunjin tira sua mão para substituir pela própria, deixando três dedos entrarem em Minho de novo depois de virá-lo de frente para si. Minho precisa dar para esse homem de novo. Nem que seja seu último ato de bravura na vida.

Está prestes a perguntar se agora Hyunjin vai embora ou se vai ficar para tomar um banho, mas é interrompido pelos lábios contra os seus, pela língua que força passagem na sua boca e o obriga a um beijo que o deixa aliviado conforme seus músculos, agora amolecidos, relaxam contra o corpo do outro.

Hyunjin o beija com raiva, como se pudesse devorá-lo em uma bocada só, mas ainda consegue ser contido de alguma forma, consegue conter Minho conforme ele se contorce no seu abraço, conforme sente a próstata estimulada de novo com os dedos dentro de si. Hyunjin se afasta para encará-lo de perto, e Minho não sabe qual a sua própria expressão, mas Hyunjin sorri na sua direção.

— Vai tomar banho e espera por mim.

Minho assente, sem se preocupar em recolher suas roupas, sem ver Hyunjin ligar o computador mais uma vez para deixar, bem no centro da área de trabalho, um vídeo com o título de "Minho".